segunda-feira, setembro 21, 2020
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Flamengo do pior ataque do mundo no Meu Time de Botão.

TRIVELA:
Quem diria que um trio ofensivo formado pelo melhor jogador do planeta eleito
pela Fifa, por um jovem então bicampeão brasileiro e por uma revelação do clube
alçada (entre tantos) a status de novo Zico seria lembrado muito mais pela
paródia de um jingle originalmente criado por um comercial da Varig que pelos
lances e gols dentro de campo?
Foi o
que aconteceu com o Flamengo de 1995, ano do centenário do clube de maior
torcida do país, e a trinca ofensiva, caso a geração MSN e BBC não reconheça,
foi montada com Romário, contratado junto ao Barcelona, Edmundo, que chegou do
Palmeiras dos lactodólares, e Sávio, prata da casa, vindo do Espírito Santo
ainda aos 14 anos.
O time
comandado por Vanderlei Luxemburgo, campeão nacional com o Palmeiras, até
começou bem no Campeonato Carioca, com ótima campanha na Taça Guanabara e
título para cima do Botafogo num encontro histórico do duelo Romário x Túlio: o
botafoguense foi expulso, o Baixinho marcou duas vezes e a taça foi para a
Gávea com a vitória por 3 a 2.
O
regulamento à época, porém, não colocava o campeão da primeira fase na grande
decisão: apenas oferecia pontos extras na fase final. E, mesmo com a
bonificação do rival, o Fluminense chegou à última rodada precisando vencer o
Flamengo para dar a volta olímpica. No jogo decisivo, com óbvia cara de
decisão, 120 mil pessoas assistiram ao gol de barriga de Renato Gaúcho e à
volta olímpica tricolor.
O
Flamengo, com dois meses para o Campeonato Brasileiro, remontou o elenco e
contratou Edmundo. Mas o time naufragou, primeiro com Luxemburgo demitido,
depois com Edinho também não resistindo, e por último com o radialista
Washington Rodrigues, o Apolinho (!), como treinador. É isso mesmo. A maior
torcida do país acompanhou no ano do aniversário de 100 anos um time com o
melhor jogador do mundo, o Animal, cobiçado por todos, e um jornalista como
comandante. Surreal.
A
histórica apresentação de Edmundo com Romário puxando a música dos bad boys:


A
campanha no Brasileiro é trágica, sem Maracanã, devido a uma briga com a FERJ,
e apanhando da maioria dos rivais. Na Supercopa dos Campeões da Libertadores,
aquela em que Edmundo levou um impressionante soco de Zandoná contra o Vélez
Sarsfield, a chance de terminar o ano em alta com a torcida escapou por pouco:
a vitória por 1 a 0 no jogo de volta da final contra o Independiente foi
insuficiente diante da derrota por dois gols no primeiro jogo.
É
tanta história que o Flamengo de 1995 rendeu uma edição do Meu Time de Botão,
podcast da Central 3 apresentado por Leandro Iamin e Paulo Junior que detalha
os estrelões de escalações históricas. Geralmente, campeãs ou marcantes dentro
de campo. Esta, muito mais pelo folclore de um time que não vingou.

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