segunda-feira, setembro 28, 2020
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Flamengo e Fluminense detalham planos para gestão eficiente do Maracanã

O Maraca é nosso! Nesta sexta-feira (12), uma cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, marcou a assinatura do acordo entre Flamengo, Fluminense e Estado para administração do Maracanã. Com presença dos presidentes dos clubes, Rodolfo Landim e Pedro Abad; e do governador, Wilson Witzel, a solenidade oficializou a responsabilidade da dupla Fla-Flu pelos próximos seis meses.

Os clubes entraram juntos na briga pela licitação, mas o contrato foi assinado somente com o Flamengo. Isto aconteceu porque o Fluminense não tem as CNDs (Certidões Negativas de Débito), documentos necessários para qualquer acerto com o poder público. O Tricolor entrará como interveniente, assinando acordo diretamente com o Rubro-Negro. Landim, mandatário do clube, explicou como funcionará a gestão.

Foto: Carla Araújo/Coluna do Fla

– A estrutura jurídica ainda não foi definida, mas não é uma empresa terceira. Estamos estudando. Seja qual for, será feita entre Flamengo e Fluminense -, afirmou

O presidente do Flamengo reafirmou a parceria entre os rivais.

– O permissionário hoje é o Flamengo, mas estamos juntos. A gestão é conjunta. O Fluminense não pode participar como permissionário, então, dentro do formalismo, fizemos dessa forma. Mas estamos juntos administrando o Maracanã e dividindo os custos -, disse

No evento, o presidente do Fluminense, Pedro Abad, também elogiou a parceria e destacou a experiência dos dois clubes na operação do estádio.

– O que fizemos aqui foi mostrar que os clubes devem operar o Maracanã. Flamengo e Fluminense têm usado o Maracanã como sua casa, já temos expertise. Entendemos que como era gerado era extremamente ineficiente. Entendemos que tem outras receitas que podem agregar. Fizemos nosso dever de casa. Existe muita convergência de pensamento -, ressaltou.

O tricolor apontou o caminho para o sucesso da gestão conjunta. A Odebrecht, antiga concessionária, passou por repetidos prejuízos com a operação do Maracanã e Abad explicou como os clubes acreditam poder evitar estes problemas.

– Nosso compromisso é fazer lá um grande número de partidas. Claro que precisamos que eventualmente sejam feitos outros eventos lá. A equação econômica precisa ser fechada para colocar o modelo de pé. Como decidimos gerir, a ideia é jogarmos todos os jogos lá, mas por eventual operacional, a gente tenha que sair. A gente tem que trabalhar pra aumentar receitas e diminuir custos -, disse.

Com a concessão, os clubes estudam revitalizar o Maracanãzinho, estendendo os benefícios às outras modalidades. O Flamengo tem uma equipe muito forte de Basquete e o Fluminense joga a Superliga Feminina de Vôlei.

– A operação é conjunta, Maracanã e Maracanãzinho. Queremos levar eventos e jogos. Queremos promover eventos que também tragam receita para pagar a estrutura. Não tem definido, mas são eventos de diversas naturezas para arcar com custos -, disse Rodolfo Landim.

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