domingo, setembro 20, 2020
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Flamengo e Palmeiras: Mais bom senso, menos gritaria.

Foto: Eduardo Viana

BLOG
DO SALATA
: Chegou a reta final do Brasileirão. Chegou o STJD. Chegaram também a
gritaria de dirigentes e torcedores, o clubismo. O umbiguismo. As redes
sociais, hoje, retratam o que falam torcedores na porta do estádio, nos bares.
Retratam uma loucura sem tamanho, que muitas vezes ecoa na própria imprensa. O
Palmeiras x Flamengo da garganta já vinha esquentando desde o empate em 1 a 1,
no Allianz Parque. Pegou fogo de vez com a lambança de Sandro Meira Ricci, o
protagonista que parece ter virado coadjuvante diante dos últimos acontecimentos.

O
Palmeiras, invicto há 14 jogos e líder legítimo por 22 rodadas, com todos os
méritos, tropeçou contra o Cruzeiro. O Flamengo bateu o Fluminense e diminuiu a
diferença para um ponto na classificação, no clássico com final polêmico que
todos já sabem. Aí você procura as reações de torcedores… “Quando o Flamengo
briga por algo é ajudado por todos os lados”, berra o palmeirense. É a grita.
Mas não vale parar um minuto e pensar? Qual é o sentido de o trio de arbitragem
que queria ajudar o Fla ter voltado atrás na decisão inicial de anular o gol
contra o Fla? Bastaria ignorar a gritaria de Henrique & Cia. e dar o claro
impedimento. Se a ideia era ajudar o Flamengo, não era preciso ter validado o
gol, voltado atrás de novo e criado a conhecida polêmica.
Gritam
torcedores. Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, foi pressionado a gritar, em
uma entrevista coletiva com momentos constrangedores. “Ninguém vai levar na mão
grande!”. Quis pressionar, como fazem todos os dirigentes, e também responder
ao presidente que concorre ao título brasileiro. Bandeira de Mello, do
Flamengo, já vinha com a cara na TV. “O Palmeiras já se beneficiou de
flexibilização de mando de campo três vezes, ganhou as três partidas”, afirmou
após o veto da CBF. Pasmem, um desses jogos que ele reclama foi contra o
próprio Fla: decisão dele mesmo de ir a Brasília. O outro, contra o Flu, que
mandou vários jogos no Mané Garrincha. Bandeira queria enfrentar o América-MG
fora de BH, como fez o Palmeiras. Bizarra é a CBF, que veta venda de mandos só
na reta final num campeonato de pontos corridos. Deveria ser assim da rodada 1
à 38. Mas Bandeira achou legal escapar da Vila Belmiro para encarar o Santos em
campo lotado de flamenguistas em Cuiabá. Lá atrás, não teve grito… Um
“escândalo” por causa do jogo contra o lanterna, que Palmeiras e Flamengo
venceriam nove de dez jogos atuando até em Marte.
Nobre
foi criticado por Bandeira na sexta por ir à imprensa falar do Fla-Flu, que não
lhe dizia respeito. Dois dias depois, o presidente do Fla aparece na TV
comentando a péssima arbitragem de Figueirense 1×2 Palmeiras. Sim, o Alviverde
foi beneficiado pelo penal marcado em Gabriel Jesus e pelo não marcado de
Egídio. Como também foi claramente prejudicado outras vezes. “Em 31 rodadas,
não consegui ser beneficiado uma vez”, reclamou o dirigente flamenguista. No
Fla-Flu da polêmica, o primeiro gol do Flamengo foi irregular. Como no jogo de
mando santista em Cuiabá, o seu Fla foi prejudicado com um pênalti não marcado
no fim da partida. O Palmeiras tomou um gol ilegal nos acréscimos num empate em
2 a 2 com o Coritiba, teve um gol legal anulado no fim da derrota por 2 a 1
para a Ponte Preta, levou um gol impedido da Chapecoense no 1 a 1 em Chapecó.
São fatos. E foi prejudicado inclusive em vitórias, com gol ilegal sofrido em
Palmeiras 4×3 Grêmio e um pênalti escandaloso não marcado em Flamengo 1×2
Palmeiras. Olha o Fla aí, que “nunca foi beneficiado”. E o Verdão, que muito
palmeirense berra ser alvo de perseguição, também não teve um penal de Zé
Roberto marcado contra em Inter 0x1 Palmeiras, teve um gol de Mina impedido
contra o São Paulo… A grita, sempre, é apenas quando convém. Seja alviverde,
seja rubro-negro, seja alvinegro ou tricolor.
Chegamos
ao ponto de caçar erros milimétricos. O segundo gol de Jean em Florianópolis
foi tratado como “irregular” porque lá no começo da jogada uma imagem
recuperada de TV mostra, sem clareza, um arremesso lateral de Dudu que teria
quicado fora do campo. Um pouco demais, não? Assim como é demais palmeirense
que buscou a imagem que mostra que não houve lateral no início da jogada do gol
de Alan Patrick em Palmeiras 1×1 Flamengo. A bola não saiu. Mas gente…
Cobrou-se o lateral, a bola foi trabalhada, a defesa marcou mal, sobrou para o
adversário, gol! Como em Floripa. Nem com recurso eletrônico oficializado esses
lances seriam vistos a tempo. E ainda deixariam dúvidas. Menos!
Para
completar, a CBF dá alimento a quem está faminto. Anuncia que vai marcar jogos
de Palmeiras e Flamengo no mesmo horário e depois muda. O Fla jogará antes do
Verdão nas rodadas 33, 34 e 35. Trapalhada não cumprir o que prometeu. Longe de
ser um fator de desequilíbrio. Desde o confronto direto entre líder e
vice-líder no meio de setembro, houve seis rodadas: o Palmeiras jogou antes
três, o Flamengo uma e outras duas foram no mesmo horário. Vantagem,
desvantagem? Algo assim tão decisivo? O Flamengo estava um ponto atrás do
Palmeiras quando encarou o São Paulo, no Morumbi, e poderia assumir a liderança
dois dias antes de o Alviverde jogar contra o Santa Cruz. Chance de jogar
grande pressão ao adversário. Falhou. A essa altura, quem quer título precisa
estar 100% e jogar pela vitória seja lá onde for, e em que horário for.
O
Palmeiras é líder no campo, o Flamengo é um dos melhores vice-líderes da
história do Brasileirão igualmente no campo. Sem essa de “contra tudo e contra
todos”, seja no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Cansativo, chato. Somos
melhores do que isso. E o Brasileirão, no campo, está, sim, muito bom. Apesar
de Ricci, STJD, dirigentes…
Mais
bom senso, menos gritaria.

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