Flamengo empata jogo que fez de tudo para perder.

Guerrero reclamando de falta em Fluminense x Flamengo – Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images

ESPN
FC
: Por João Luis Jr.

Uma
coisa que não pode ser dita sobre o Flamengo pós-Libertadores é que falta
regularidade ao time. Seja na vitória, seja no empate, seja na derrota, a
equipe consegue, de uma forma até impressionante, mostrar a mesma mistura de
certa falta de vontade, imensa ausência de organização tática, clara confusão
mental e um treinador que em dados momentos parece estar desejando a própria
saída até mais do que alguns dos mais revoltados torcedores.
E no
1º tempo contra o Fluminense não foi diferente. No Titanic que é o Flamengo de
2017, Zé Ricardo mais uma vez decidiu mostrar que deseja ser Jack e morrer
abraçado a sua Rose (Márcio Araújo), que segue boiando sem rumo no meio do mar
gelado em cima de um cansado pedaço de madeira (seu esquema 4-3-3). O time se
apresentou desorganizado, sem articulação de jogadas e, mesmo diante de um
Fluminense que parecia estar apenas contando os dias para o retorno de Game of
Thrones, conseguiu tomar um gol numa jogada que aliou falha de marcação, falta
de disposição e aquela crescente desconfiança de que alguns elementos dentro da
equipe podem, sim, estar meio de sacanagem a essa altura.
Durante
o intervalo, talvez lembrando que o desemprego é um problema no nosso país e
que se Andrade, que foi campeão brasileiro com o Flamengo, teve problemas para
achar outro clube, pensa o que vai acontecer com alguém que foi só 3º lugar, Zé
Ricardo tirou Márcio Araújo e aí o Flamengo se tornou outro time. Não porque
melhorou taticamente, não porque se tornou mais organizado, não porque se reinventou,
mas porque a simples substituição de Márcio funciona como uma espécie de
exorcismo esportivo, colocando sobre a grama jogadores que estavam andando pelo
teto, fazendo laterais pararem de girar a cabeça, deixando que meias armem
jogadas em vez de apenas vomitar verde.
Mas
ainda que um empate em um clássico não seja um placar passível de crucificação
– e sabemos que, se fosse, Zé iria querer que a equipe fosse crucificada com
dois atacantes abertos, um em cada ponta do Calvário -, analisando o futebol
jogado e colocando ele em perspectiva, o cenário segue sendo muito triste. Com
8 jogos disputados, o Flamengo não apenas já conseguiu ficar 9 pontos para trás
do líder do campeonato, como também vem mostrando um futebol incapaz de fazer
frente a algumas equipes cuja única luta esse ano tende a ser contra o
rebaixamento e talvez contra um ou outro torcedor mais exaltado na saída do CT.
Continua sendo muito pouco, na verdade quase nada, para um grupo que possui os
atletas que possui e cuja manutenção envolve os custos que envolve.
É
possível tirar o Flamengo desse buraco? Analisando o elenco, a estrutura, o
quão no começo do campeonato estamos e todas as competições que temos pela
frente, tudo leva a acreditar que sim. É provável que o homem que irá fazer
isso seja Zé Ricardo? Analisando a curva de aprendizado que fez com que apenas
em meados de junho de 2017 ele perceba que o time joga melhor sem Márcio Araújo
e pode fazer com que apenas em setembro de 2022 ele perceba que o 4-3-3 não
funciona mais, tudo leva a acreditar que não.

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