segunda-feira, setembro 28, 2020
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Flamengo, enfim, desencanta no Maracanã.

Alvaro
Oliveira Filho – Depois de oito jogos em casa, o Flamengo finalmente conseguiu
brindar a sua torcida com uma boa exibição no Maracanã. Uma exibição ainda com
erros, é verdade, mas de longe a melhor da equipe neste Brasileiro. A vitória
por 3 a 2 sobre o Atlético Paranaense pode sugerir uma partida equilibrada, com
uma certa dose de suspense. Não foi. Na verdade, o time carioca foi superior do
começo ao fim e poderia ter vencido por uma diferença mais confortável não
fossem as recorrentes falhas de seus zagueiros nas jogadas aéreas do
adversário.

Sem
Guerrero, que cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo, Cristóvão Borges
encontrou no estreante Ederson uma boa solução para reorganizar o time. Junto
com Éverton e Alan Patrick, o meia foi uma preocupação constante para a defesa
paranaense. O Flamengo já era melhor quando, aos 12 minutos, Alan Patrick
cobrou escanteio da direita. Wallace tomou a frente de Vilches e completou de
primeira, no canto direito de Weverton.
O
Atlético ameaçou pela primeira vez aos 18 minutos, num chute de fora da área do
lateral Eduardo, que passou sobre o travessão de César. Seis minutos depois,
conseguiu o empate, também numa cobrança de escanteio. Marcos Guilherme tentou
surpreender com um cruzamento fechado, mas César fez a defesa parcial. Na
segunda tentativa, Marcos Guilherme encontrou Hernani entre os zagueiros.
Hernani saltou, César Martins e Wallace ficaram plantados, apenas olhando o
volante adversário cabecear para deixar tudo igual.
Apesar
do golpe, o time da casa continuou melhor. Teve um pênalti ignorado aos 28 minutos,
quando Éverton foi empurrado por Vilches dentro da área, mas não perdeu a
calma. De tanto insistir, voltou a ficar em vantagem, quando Éverton, de
cabeça, achou Emerson entrando livre pela esquerda. O chute saiu forte e
rasteiro, indefensável para o goleiro Weverton. Cinco minutos depois, uma
cobrança de falta perfeita de Alan Patrick deixou o goleiro adversário
congelado. E o Flamengo, pela primeira vez, conseguia marcar três gols numa
mesma partida neste Brasileiro.
Não
era ainda uma vantagem definitiva, mas era justa e, até certo ponto,
confortável. Milton Mendes, que já trocara Bruno Mota por Barrientos no
primeiro tempo, voltou do intervalo com Crysan no lugar de Nikão, dando mais
liberdade a Walter. Não adiantou muito. O Flamengo continuou melhor, mesmo
levando alguns sustos esporadicamente. Aos sete minutos, por exemplo, Walter
controlou a bola entre César Martins e Canteros até achar espaço para o chute,
que passou sobre o travessão de César, com muito perigo.
Aos
19, em nova desatenção dos zagueiros, Hernandez cobrou escanteio e Kadu desviou
de cabeça, no canto direito de César. Foram alguns minutos de instabilidade,
até que o Flamengo recuperasse o equilíbrio e voltasse a tocar a bola. O
Atlético tentou arriscar um pouco mais, em busca do empate, mas perdeu Hernani,
expulso e não conseguiu mais ameaçar o adversário.
Ao
final, vitória justa da equipe que, durante os 90 minutos, mostrou sempre mais
organização e mais ambição de conquistar os três pontos.

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