Flamengo ficou com R$ 300 mil e Ferj R$ 168 mil da renda.

Por: Fla hoje

Flamengo x Boavista pelo Campeonato Carioca 2017 – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

BASTIDORES
FC
: A “listagem de taxas e emolumentos” da Federação de Futebol do
Estado do Rio de Janeiro (Ferj) traz, além da habitual cobrança de 10% sobre a
renda bruta das partidas – o dobro do que cobram CBF e FPF, por exemplo -, uma
taxa extra de R$ 50 mil reais para jogos do Campeonato Carioca fora do estado,
como foi a estreia do Flamengo contra o Boavista na Arena das Dunas, em Natal.
O clube da Gávea teve de pagar de forma antecipada o tributo e jogou por uma
cota fixa de R$ 300 mil – o Boavista recebeu R$ 200 mil. Os rubro-negros não
assinaram o borderô da partida por não mencionar a cobrança.

Além
dos 10% da renda bruta e dos R$ 50 mil, o boletim financeiro da partida traz
uma cobrança de R$ 56.515,46 relativa a despesas descritas no artigo 75 do
Regulamento Geral de Competições (RGC) da Ferj. O artigo se refere a gastos com
carro forte, quadro móvel, “despesas estatutariamente instituídas”,
entre outros. Há alguns itens, como credenciamento e ambulâncias, que constam
no artigo 75, mas aparecem discriminados à parte no boletim financeiro.
Ou
seja, somados os R$ 61.965,50 da taxa de 10% sobre a renda bruta, os gastos com
a Ferj na partida entre Flamengo e Boavista, na Arena das Dunas, chegaram a R$
168.480,96, não muito menos do que a cota do time de Bacaxá (R$ 200 mil).
Recentemente, o ex-jogador e hoje empresário Roni tentou negociar a compra da
partida entre Flamengo e Macaé, nesta quarta-feira, mas desistiu por causa dos
custos excessivos. Questionado, disse que prefere não comentar o assunto.
O blog
entrou em contato com o clube e com a entidade. Os rubro-negros reclamam e
alegam que não houve debate a respeito da taxa:
– O
Flamengo é totalmente contra a taxa extra para jogos fora do Rio de Janeiro e
afirma que a cobrança da mesma não foi objeto de deliberação na Assembleia da
Ferj – disse a assessoria do clube.
A Ferj
alega que os representantes rubro-negros na assembleia geral de clubes no fim
de 2016 que aprovou a taxa não se opuseram à cobrança:
– A
taxa de R$ 50 mil consta no Regulamento Geral de Competições, aprovada na
Assembleia Geral, realizada no dia 16 de dezembro de 2016, com a presença de
representantes de todos os clubes filiados. O Flamengo, no caso, se fez
representado por Michel Assef Filho e André Galdeano. O mesmo aconteceu com o
artigo 75 do RGC, quando se refere às despesas dos jogos a serem realizados
fora do Estado do Rio de Janeiro – rebateu a entidade, através de sua
assessoria.
A Ferj
comentou também a recusa do Flamengo em assinar o borderô da partida realizada
em Natal:
– É um
direito de qualquer clube não assinar o boletim financeiro do jogo.

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