quinta-feira, outubro 1, 2020
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Flamengo já supera o Milan em número de venda de camisas.

Camisas de Diego em loja Oficial do Flamengo – Foto: Richard Souza

GLOBO
ESPORTE
: O Flamengo é o maior da América Latina. Pelo menos, no que diz
respeito a venda de camisas do fornecedor de material esportivo. No Rio de
Janeiro para acompanhar os Jogos Olímpicos Rio 2016, o alemão Herbert Hainer,
presidente da Adidas, revelou que o Rubro-Negro deixou para trás concorrentes
tradicionais no continente, como River Plate, Palmeiras e Chivas Guadalajara, e
foi além: já lucra mais do que o Milan no segmento. Real Madrid, Manchester
United e Bayern de Munique estão no pódio da disputa, que tem números
sigilosos. O CEO da empresa há 15 anos, entretanto, garantiu aos cariocas um
lugar no Top 10.

– O
time que vende mais camisas no Brasil é o Flamengo. Sem dúvidas. Muito mais do
que Palmeiras, Fluminense… Não há dúvidas. Não tenho o número exato na minha
cabeça, mas certamente está entre os dez que mais vendem camisa no mundo.
Obviamente, o que mais vende é o Real Madrid, o Manchester United também vende
milhões, o Bayern… Acho que o Flamengo já vende mais do que o Milan – disse,
em informação confirmada pelo departamento de comunicação.  
Responsável
pela gestão da empresa de material esportivo há 15 anos, Hainer esteve presente
em quatro Copas do Mundo – onde a marca é um dos patrocinadores oficiais – e
está prestas a acompanhar sua quarta Olimpíada. Questionado sobre a expectativa
para a Rio 2016, o alemão deu de ombros para as críticas e temores que cercam a
competição e lembrou a Copa das Confederações de 2013 para apostar em uma
empreitada bem sucedida.  
– Vim
para Copa das Confederações e a maior parte da mídia dizia que o Brasil não
estava pronto, que os estádios não estavam prontos, que a criminalidade era
alta, que o transporte não ia funcionar e depois que começou foi lindo. Foi
perfeito, fantástico. Acho que é o mesmo nas Olimpíadas. Conversei com
representantes do time olímpico da Nova Zelândia e da Alemanha e ambos me
disseram: “No começo, havia coisas para melhorar, mas agora está muito
divertido e tudo bem. Todo mundo está aproveitando e de bom humor”. A
partir de sábado, nos concentramos somente com esporte. Vejo mais pontos
positivos do que negativos. Já são quatro semanas e ninguém foi mordido pelo
mosquito.  
Apaixonado
pelo Brasil, o empresário falou ainda sobre a evolução do esporte como negócio
ao longo da última década. Reconhecidamente envolvido com o esporte, o país
multiplicou o número de lojas segmentadas no período e se tornou um dos
principais mercados:  
– Vim
ao Brasil pela primeira vez 12 anos atrás e a diferença é grande. Os
brasileiros são viciados em esportes, estão sempre correndo, praticando nas
praias ou pedalando. Isso não mudou. Mas quando olho para indústria do esporte,
a distribuição, execução e consumo são totalmente diferentes. Há 15 anos,
fazíamos comerciais de TV de tempo em tempo, nos jornais, anunciávamos nossos
produtos nas ruas. Hoje, temos 40 lojas espalhadas pelo Brasil, em todos os
lugares, e temos muito mais controle do destino da indústria. A comunicação
mudou. A população não vê mais TV. Hoje, são viciados em redes sociais e essa é
a grande diferente.  
Hainer
comparou ainda o poder econômico da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Pelo
fanatismo que envolve, a disputa no futebol é mais lucrativa, o que não diminui
a importância comercial do Rio 2016.  
– A
Copa do Mundo é uma oportunidade comercial muito maior do que as Olimpíadas. Os
fãs ao redor do mundo seguem os jogadores, compram camisas… Em uma Copa,
vendemos milhões de camisas da Alemanha, Espanha, Argentina… Nas Olimpíadas,
as oportunidades não são tão grandes. Nenhum fã vai comprar o uniforme por
conta de um competidor do atletismo porque ele ganhou uma prova. É uma cultura
diferente. Nos Jogos, são 28 esportes e isso é importante para apresentar a
empresa como olímpica também e não apenas voltada para o futebol. São dois
tipos diferentes de consumidores.

Os
Jogos Olímpicos do Rio começam oficialmente nesta sexta-feira, às 20h (de
Brasília), em cerimônia no Maracanã, e tem encerramento marcado para o dia 21.

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