sábado, setembro 26, 2020
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Flamengo já tem parceiro para assumir o Maracanã.

Globo
Esporte – O Governo do Estado e a concessionária do Maracanã negociam um
reequilíbrio do contrato de concessão, afetado diretamente pela decisão de não
demolir o Célio de Barros e o Júlio de Lamare, que dariam lugar a um
estacionamento e um shopping. O Flamengo acompanha de perto o caso e seu
vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes, garante, em entrevista ao
GloboEsporte.com: o clube já tem um investidor, poderia assumir a arena
“no dia seguinte” e não pretende renovar o contrato – que vai até o
fim de 2016 – para atuar no estádio nos termos atuais. O cartola afirma que o
atual modelo de negócio do Maracanã não é viável, nem para a concessionária,
nem para os clubes, e alega que falta, na gestão do estádio, “gente que
entenda do negócio”. O prazo estipulado para o clube saber o que vai fazer
– se terá chance de administrar o Maracanã em algum momento ou terá de buscar
estádio próprio – é o fim deste ano.
Há,
porém, um grande obstáculo para as pretensões do clube a curto prazo. A
concessionária também fará a obra olímpica no complexo, já demonstrou intenção
de manter a concessão e a devolução imediata do Maracanã provocaria uma nova
licitação, criando um alto risco de atraso nos trabalhos, tudo o que o governo
quer evitar. O secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, já
afirmou que pretende resolver a questão com a concessionária até maio.
A
empresa entregou em fevereiro a sua proposta para equilibrar o contrato de
concessão e ainda não houve uma resposta. Mas a preocupação do governo ficou
nítida com a intervenção nos bastidores para que fosse solucionado pelo menos
em parte, o impasse dos preços dos ingressos no Campeonato Carioca. Havia
risco, com a briga, de o Maracanã ficar sem jogos do torneio, o que levaria a
concessionária a ter prejuízo com o estádio parado e afetaria diretamente a
conta para que a empresa permaneça até 2016 e conclua a obra para as
Olimpíadas.
Apesar
de assegurar não ter problemas em assumir a gestão do Maracanã sozinho, Tostes
diz que o Flamengo não fecha portas para ter outros clubes ao seu lado. Ele
defende também o fim da proibição da venda de bebidas alcoólicas nas arenas, o
que alega trazer mais prejuízos do que benefícios para a segurança e, claro,
para os cofres.
Confira
a entrevista de Rodrigo Tostes ao GloboEsporte.com:
GloboEsporte.com: Como fica essa questão
do Maracanã, esse acordo? Não é só o Flamengo que reclama dos custos…
Rodrigo
Tostes: O que vejo do Maracanã é o seguinte: todo mundo reclama. O Maracanã, o
Fluminense, o Flamengo, então acho que tem de ser pensada uma nova estratégia.
O consórcio tinha no seu plano de negócios um shopping, um estacionamento,
fazer daquilo um complexo, hoje não conseguiu mais fazer, então reclama. O
Flamengo nunca imaginou jogar com custos tão altos. A gente recebe a planilha,
mas não sabe exatamente de onde vêm aqueles custos todos. Existe uma estrutura
muito grande criada no entorno do Maracanã. Acho que não faz sentido o Maracanã
voltar para o governo, que tem outras prioridades. O que digo e repito é o
seguinte: se houver interesse, de qualquer um dos entes, o Flamengo está pronto
para pegar o Maracanã no dia seguinte. Poderia assumir amanhã. O Flamengo já
tem estratégia, estrutura para ter um investidor por trás, ser o administrador
do estádio.
Sozinho?
Sozinho.
Ou com outros parceiros que queiram entrar. Não foi possível fazer isso na
outra licitação porque não foi permitido. A gente deu passos muito grandes e
deu provas nesses últimos anos de que tem competência e, mais do que isso, um
processo publicado mostrando que temos condição de administrar qualquer estádio
do Brasil. Os modelos que vejo em todos os lugares não deram certo sem
participação de clube. Você vender um Flamengo jogando no Maracanã por 30 anos,
tem um apelo completamente diferente de contratos de curto prazo. Se for a casa
do Flamengo, o potencial de receita que traz para quem estiver investindo com o
Flamengo é muito maior.
Ou seja, do jeito que está o Flamengo não
tem interesse em um contrato mais longo?
De
jeito nenhum. Mas nem… De jeito nenhum. Pelos custos que o Flamengo vê hoje
no Maracanã… O Flamengo não acredita que o estádio seja viável, que alguém,
com esse modelo que está hoje, vá investir nele. Agora, se houver uma nova
tentativa de colocar os clubes como parte do negócio, buscar mais eficiência, o
Maracanã é totalmente viável. Dizer que o Maracanã não é viável não é correto.
O que falta ali é gente que entenda do negócio e que faça ali o modelo de
negócio para aquilo que pode ser feito. Eu não posso colocar ingresso a R$ 20,
R$ 30, botar um tapete vermelho e servir caviar. Isso não pode ser feito. Tem
de ser discutida também a volta da venda de bebida alcoólica. É um perigo muito
maior do que vender lá dentro, todo mundo entra faltando cinco minutos para o
jogo, bebem lá fora, bebem rápido, bebem mais que o necessário, e isso é uma
perda de receita cavalar para quem administra o estádio, 70% da receita de bar
vem de bebida alcoólica, isso tem de ser repensado. Já pode na Fonte Nova, por
que o Rio não está acompanhando isso? Essa discussão precisa ser feita.
Existe alguma previsão para o Flamengo ter
um estádio próprio?
A
gente está buscando, e não é de hoje. Só que a vida é feita de prioridades. A
gente tinha que fazer uma série de ações dentro e fora do clube nesses dois
primeiros anos. Apareceram “n” propostas de negócios para o Flamengo,
como terrenos na Barra da Tijuca, terrenos em Duque de Caxias-RJ, entre outros,
mas a modelagem econômica nunca fechou. O Flamengo não vai fazer um negócio que
o endivide nos próximos 20 anos e não lhe dê uma possibilidade de receita.
Agora a gente pensa que precisa buscar um modelo. Mas tudo depende do Maracanã.
Mantendo a atual situação, com contrato com o Maracanã, é urgente que o
Flamengo precisa de um estádio para 40, 45 mil pessoas. Essa é a ideia, e o
Flamengo passa a jogar alguns jogos no Maracanã. Qual a viabilidade econômica
do Maracanã sem o Flamengo? Não sei. Isso não é problema nosso, e sim de quem
administra o estádio. Essa é uma realidade. Ponto dois: o Flamengo passa a
administrar o Maracanã com “x”, “y” e “z”. É uma
outra necessidade de estádio, de um estádio pequeno. Hoje isso já está claro, e
há algum tempo não estava. O nosso prazo é tomar essa decisão até o final do
ano. Até o fim do ano a gente tem que ver se vai ter oportunidade de algum dia
poder administrar o Maracanã. Precisamos saber para onde vamos.
O contrato do acaba em 2016. Há alguma
conversa para renovação?
O que
a gente sabe que existe é uma conversa do Maracanã com o Governo do Estado para
tentar encontrar uma solução, seja lá qual for. O que posso dizer claramente em
relação ao Maracanã é o seguinte: o Flamengo já oficializou, foi formalmente
dizer ao governador que está pronto para pegar o Maracanã no dia seguinte se o
consórcio vier a entregar o estádio. Já tem estrutura pronta, parceiro pronto,
que sabe administrar o estádio. Já tem alguém para investir. Se tiver uma
eventual saída da concessionária, temos a estratégia pronta. Se o Governo do
Estado quiser, o Flamengo assume o Maracanã no dia seguinte. Logicamente tem
algumas condições. O Flamengo não pode absorver nenhum dos passivos que estão
vindo desse contrato. Mas estaria pronto.
Como seria essa administração? Uma empresa
administraria para o Flamengo?

Seja
qual for o modelo societário, o Flamengo é parte da organização. Se vai ter o
Flamengo e mais alguém isso não está absolutamente fechado. Mas o Flamengo já
tem uma empresa parceira para administrar o estádio, já tem empresa parceira
para fazer o financiamento de todos os investimentos que precisarem ser feitos.
Esse é o modelo negócio: o Flamengo com o conteúdo, alguém administrando o
estádio e um parceiro investidor.

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