sexta-feira, setembro 18, 2020
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Flamengo junta os cacos e tenta se reerguer na temporada.

Foto: Reprodução

UOL: Eduardo
Bandeira de Mello foi reeleito no Flamengo em 7 de dezembro de 2015. O
presidente saiu do ginásio Hélio Maurício nos braços dos apoiadores de campanha
e confiante em levar para o futebol o sucesso de outras áreas da administração.
As promessas movimentaram a trajetória e a maioria da torcida deu um voto de
confiança ao mandatário. Quase seis meses depois da vitória nas urnas, o dono
da cadeira mais importante da Gávea vive o pior momento como dirigente.

Muito
por conta dos insucessos no futebol nesta temporada, onde efetuou contratações
que ainda não corresponderam e colecionou três eliminações. O cartola está
pressionado interna e externamente. Um dos alvos dos protestos nesta
quinta-feira (26) na sede da Gávea, Bandeira pareceu ceder a algumas
reivindicações e anunciou o técnico Zé Ricardo como novo interino. O comandante
dos juniores era o nome sugerido pelos manifestantes.
Bandeira
havia conquistado anteriormente o respeito da torcida ao combater a CBF
(Confederação Brasileira de Futebol) e a Ferj (Federação de Futebol do Estado
do Rio de Janeiro). O dirigente passou a ser considerado uma alternativa de
modernização na condução dos clubes e teve o primeiro mandato bastante
elogiado.
Em
alta, o presidente tinha atingido o status de “ídolo”. Por diversas
vezes foi solicitado pelos torcedores para fotos e autógrafos. No entanto,
mesmo colocado em uma espécie de pedestal pelos mais simpáticos ao trabalho,
Bandeira ainda sofria para conduzir o futebol, carro-chefe do Flamengo.
A
promessa de campanha de priorizar o departamento e conquistar títulos no
segundo mandato foi frustrada por erros no planejamento e três eliminações no
espaço de 56 dias – Primeira Liga, Campeonato Carioca e Copa do Brasil. Os
resultados colocaram o ano de 2016 em risco e obrigaram o Rubro-negro a
promover a quarta reestruturação do futebol desde 2013.
Com
exceção de dois títulos (Copa do Brasil 2013 e Campeonato Carioca 2014), o
Flamengo colecionou vexames e lutas contra o rebaixamento no Campeonato
Brasileiro. O futebol segue longe do esperado e a torcida aparenta ter cada vez
menos paciência com as decisões da atual gestão.
Além
dos péssimos resultados em campo, o que abalou a imagem do presidente foi a
decisão de chefiar a delegação da seleção brasileira durante a Copa América
Centenário. Aceitar o convite soou incompreensível aos seus apoiadores e gerou
uma crise interna na Gávea. Bandeira comunicou a licença de 17 dias aos poderes
do clube, mas desistiu de aceitar o cargo em cima da hora. Ainda assim, o
mandatário vai aos Estados Unidos acompanhar a estreia do Brasil.
O
Flamengo junta os cacos e tenta se reerguer na temporada. Por sua vez, Eduardo
Bandeira de Mello não goza do apoio de outrora e busca retomar o prestígio
conquistado no primeiro mandato. As duas missões são delicadas em um clube
rachado politicamente e diante de uma torcida insatisfeita. O presidente
conheceu o lado bom do cartola e agora passa pelo pior momento. Resta saber se
terá forças e apoio para virar o jogo e cumprir o que dele se espera.

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