segunda-feira, setembro 21, 2020
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Flamengo me fez vibrar.

Foto: Divulgação

BUTECO
DO FLAMENGO
: Salve, Buteco! E não é que o Mais Querido, em quatro jogos
disputados nesse Brasileiro/2016, está com pontuação de G4 e a três pontos do
líder? Na vitória de ontem contra a Ponte Preta o que me deixou feliz não foi a
quebra do “tabu” contra o adversário e nem a postura tática do time,
onde sinceramente ainda não vi evolução comparado ao que o time dirigido por
Muricy Ramalho chegou a apresentar esse ano em algumas oportunidades; foi a
postura dentro de campo: recusar-se a perder; virar o placar adverso; dividir
todas as bolas com mais de um jogador disputando-a a cada lance; vibração
dentro de campo com cada jogador terminando os 90 (noventa) minutos e descontos
com plena dedicação. O Flamengo ontem me fez vibrar, algo que realmente não
ocorria há muito tempo. Percebam que é diferente de jogar em alto padrão de
qualidade tática ou técnica; refiro-me a jogar com vibração, à chamada
“entrega” por parte dos jogadores dentro de campo, à postura que
sempre fez a Maior do Mundo incendiar os estádios Brasil a dentro e a fora.
Pois ontem, no momento mais adverso, com um a menos dentro de campo por injusta
e extravagante expulsão de Fernandinho por parte de Anderson Daronco, pôde-se
ouvir nossa torcida ecoando o grito de guerra “Meeeengoooooo” em
pleno Moisés Lucarelli, calando a torcida local. A sintonia voltou. A sinergia
também, e é resultado direto da postura dos jogadores dentro de campo, algo que
sempre encontrou resposta imediata nas arquibancadas.

***
O que
faltou para essa vibração acontecer sob a batuta de Muricy Ramalho? A demora
para “limpar” o elenco de “lideranças” como Wallace e Paulo
Victor e a impressão de que existiam “panelas”? A saída do rabugento
Jayme de Almeida e suas pretensões frustradas, auxiliar que, dirigindo o time
contra o Atlético/PR na Arena da Baixada, expusera (de forma bizarra) boa parte
desse grupo (ainda que merecesse) a constrangimento público após a partida? Ou
o trabalho do treinador simplesmente não foi bom e fracassou, não conseguindo
persuadir e convencer ou alcançar os atletas? O certo é que, mesmo com todos os
erros de arbitragens cometidos em seu desfavor, o Flamengo ontem foi altivo,
jogou de cabeça erguida, não se abalou com o gol sofrido, teve uma postura
completamente diferente da que temos visto desde o início de 2014 até o
momento.
Quem
me dá a honra de ler os meus textos sabe que gosto de recorrer ao passado e
identificar situações semelhantes, de modo a encontrar a solução ideal para os
problemas presentes. Muito embora estejamos falando de uma singela partida, a
atuação de ontem me lembra a leveza de espírito do time sob os comandos de Andrade,
em 2009, e do próprio Jayme de Almeida, em 2013. Vibrações positivas, sem a
menor sombra de dúvida.
Em que
pese estar muito satisfeito em ver de volta um Flamengo autêntico dentro de
campo, gostaria da mesma forma de finalmente ver o clube devidamente
estruturado e bem gerido profissionalmente em seu Departamento de Futebol, sem
que os bons momentos aconteçam sem decorrer de estudado planejamento, ainda que
se possa afirmar que, esse ano, evoluiu-se em vários aspectos no setor, o que
sem dúvida beneficiará Zé Ricardo ou eventual sucessor de Muricy Ramalho.
***
Não vi
evolução tática no time em campo, mas, dentro desse contexto, o trabalho do
Muricy Ramalho, com suas qualidades positivas e negativas – léguas de distância
dos melhores times sul-americanos no quesito, que dirá europeus; dentro da
medíocre média brasileira. Todavia, enxerguei Zé Ricardo no comando técnico do
Flamengo e a impressão foi extremamente positiva. Como? Em primeiro lugar,
utilizou a hoje boa estrutura do clube para estudar os dados disponíveis e
identificar a melhor forma de escalar a equipe; segundo, nas substituições,
feitas, ao meu ver, de forma absolutamente técnica e racional; terceiro, na
administração e escolha das peças a serem substituídas e a permanecerem dentro
de campo no momento do sufoco, após o time perder um jogador na injusta e
absurda expulsão de Fernandinho por parte do árbitro Anderson Daronco.
Saberemos
nas próximas partidas quais são as ideias de Zé Ricardo, em nível de
titularidade, em relação a importantes peças do elenco, tais como Paulo Victor,
Mancuello, Cuéllar, Willian Arão, Ederson, Emerson Sheik, Marcelo Cirino e Alan
Patrick, assim como se tentará impor suas convicções pessoais ao elenco ou
encontrará a melhor solução de acordo com as peças que dispõe.
Por
enquanto, a maior parte da torcida curte a esplêndida atuação de Muralha e
nutre a esperança de que conquiste a posição, assim como se deleita com o
golaço do menino Jorge e com a perspectiva de termos um Brasileiro competitivo
para o Mais Querido do Brasil.
***
Ajudem
Zé Ricardo e, como de praxe, mandem suas escalações para o confronto contra o
Vitória, na quinta-feira, no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda.
Bom
dia e SRN a [email protected]
Gustavo
Brasília

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