Flamengo não vence a Ponte Preta em Campinas a 16 anos.

O Dia
– Carlinhos já não está entre nós para relembrar o feito do time comandado por
ele; o novo milênio chegou; Leandro Machado, autor do gol, se aposentou em
2008; o Brasil teve quatro eleições presidenciais; os ataques de 11 de setembro
trouxeram a ameaça do terrorismo ao dia a dia do Ocidente; três Papas estiveram
no Vaticano. O planeta mudou completamente desde a última vitória do Flamengo
sobre a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, em 1999. Para acabar com essa incômoda
escrita, domingo, Cristóvão toma o primeiro tempo contra o Santos como
referência.
Nos
últimos 16 anos, desde a vitória por 1 a 0, pela Copa do Brasil, os
rubro-negros foram a Campinas nove vezes enfrentar a Ponte: cinco empates e
quatro derrotas. No Rio, o último triunfo aconteceu em 2005. A Macaca em sido
uma casca de banana no caminho do Fla. O zagueiro César Martins conhece bem a
atmosfera do Moisés Lucarelli.
“É
complicado jogar lá, pela pressão da torcida. Temos que aproveitar os erros
deles, estudar o adversário e jogar com calma nunca é impossível”, afirma o
jogador, que jogava pela Ponte no último encontro entre os times, em 2013, que
acabou em 1 a 1.
Nesta
quinta-feira, em treino fechado, Cristóvão repetiu a escalação que começou o
jogo contra o Santos, mas fez algumas experiências. Uma delas foi a entrada de
Ederson no meio-campo. O novo camisa 10 da Gávea deve ficar no banco, à espera
da chance de estrear com a camisa consagrada por Zico. A capacidade técnica do
jogador tem sido elogiada internamente no clube.
“Ele
pode acrescentar muito no meio-campo. Mas não posso falar de que forma, porque,
senão, o adversário poderá marcá-lo (risos)”, disse o zagueiro, que aposta no
apoio da torcida rubro-negra, mesmo fora de casa, para vencer a Ponte.
Principalmente depois de conhecer a força da Nação na vitória sobre o Goiás, no
Serra Dourada, e no empate com o Peixe no Maracanã: “Todo jogador gosta de
estádio cheio. Ainda mais um Maracanã com 61 mil pessoas. Em 2013, tinha muita
torcida do Flamengo lá. Espero que desta vez tenha mais ainda para nos empurrar
para os três pontos.”
Força do grupo para suprir a ausência de
Guerrero
César
Martins prefere não sofrer por antecipação. Em setembro, o Flamengo ficará sem
Guerrero contra Avaí, Fluminense e Cruzeiro. O zagueiro acredita que o elenco
pode suprir a ausência do maior astro da companhia.
“O
Guerrero é fora de série. Todo time brasileiro e da Europa gostaria de ter um
atacante como ele. Vai fazer falta, mas temos outros 25 jogadores. Com a força
do grupo, podemos superar isso”, disse o zagueiro, que acredita ter evoluído da
estreia contra o Goiás para o jogo seguinte, diante do Santos.
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