Flamengo pedalando atrás do prejuízo.

Leandro Damião dando bicicleta em Avaí x Flamengo – Foto: Staff Images

BOTECO
DO FLA
: Mais do mesmo. Após futebol apático que já virou rotina, já tem até
frequentador do Boteco preocupado com a situação não só do time, mas com a
desse pobre Gerente, que tem que olhar pra tela em branco do computador e fazer
um sem número de textos após os jogos, sem que nada aconteça de diferente nos
mesmos. Por “sorte” existe o Carioqueta pra treinar esse quesito, esse sim um
poço sem fundo e estéril pra quem precisa falar sobre futebol. De qualquer
forma, um abraço para o Fábio Albuquerque, que entre uma dose amarga e outra de
Flamengo, manifestou justa preocupação com o cardápio a ser servido no dia de
hoje aqui no Boteco. Como nada muda em campo, a comida é requentada, mas é
feita com carinho.

Foi
apático mais uma vez. E o início do segundo tempo deu até a sensação de que
seria mais um daqueles jogos em que o time, sei lá porque, inventa de ser
negligente durante toda uma etapa para tentar resolver o treco na outra. Mera
ilusão. Sem inspiração, sem vontade, sem organização, o Flamengo “conquistou”
mais um ponto no Brasileirão. Dessa vez contra uma equipe que já declarou em
alto e bom som para quem quiser ouvir, que tem o humilde objetivo de chegar lá
no final do ano com vaga garantida no G16.

algo de podre no Reino. Só pode.
Não
que já não tenha acontecido de campanhas bizarras em algum momento culminarem
com boa colocação (e até títulos) ao fim da temporada. Mas talvez nunca em ano
(e elenco) que inspirasse tanta confiança antes da bola rolar, trazendo um
choque de realidade que anda difícil de digerir. Em 2009, durante uma goleada
por 5 gols fora de casa aplicada pelo Coritiba, a nojeira em campo era tanta
que na arquibancada eu proferi: se sou o técnico (acho que era o Cuca) dou um
tapa na cara do primeiro puto desses que tá de palhaçada quando passar perto da
área técnica, vou pro vestiário e peço demissão.
APARENTEMENTE
não é aquele conhecido e lamentável corpo mole do elenco pra derrubar
treinador, apesar de não ser uma hipótese 100 % descartável. Fato é que esse
time não joga assim. O que vem acontecendo desde a noite da eliminação da
Libertadores não é normal.

Ricardo aponta para uma não palpável “falta de confiança” do time; a torcida
aponta para o próprio técnico, pra diretoria, e pra um ou outro jogador a cada
rodada, dependendo de quem falhar; a diretoria aponta para as Planilhas Excel e
as usa como frágil escudo pretensamente protetor para a ausência do tal “Ano Mágico”
tão prometido, que sempre fica pra temporada seguinte; os jogadores ficam
ladainhando eternamente uma melhora de desempenho para “o próximo jogo”… Como
o resto dos times não tem nada com isso e o Planeta Bola segue girando, apesar
de AINDA muito cedo, o líder Corinthians já abriu 9 pontos de vantagem para o
Flamengo. Isso sem falar dos 534 times que estão na nossa frente.
Acabou?
Tudo está perdido? Faltam 38 pontos naquela contagem apocalíptica que almeja
tão somente chegar aos 45? Não. Mas quem iniciou com status de Ferrari não tem
o direito de participar da corrida com bicicleta, nem sendo de um modelo bonito
como essa do Damião no domingo.
Sigo
acreditando e torcendo… Porque na verdade é só isso que o torcedor apaixonado
pode fazer. Bem… Pode protestar também, como tem feito não só no Rio como em
outros cantos do país. O futebol (não) apresentado inspira mesmo reclamações.
Daí o Bandeira vai e diz que é tudo orquestrado por interesse políticos e ainda
se acha no direito de bater boca com o cara que tá na arquibancada. Se o nosso
momentâneo líder pensa e age assim… Sair dessa situação fica mais complicado.
Bora
pra cima da Ponte.
Isso
aqui é Flamengo.
PETISCOS
. RIO 40 GRAUS. Apesar
do ameno outono-quase-inverno carioca andar mostrando sua cara, esfriando a
temperatura na Cidade Maravilhosa, previsão de clima quente na Ilha do Urubu na
próxima quarta.
. EXAGERO. Também
sou “véio”. Da época em que os cartazes nos protestos eram de papelão e de
preferência “iscritus” em português errado. Daí o Bandeira duvidar da
legitimidade dos mesmos só porque as faixas eram “feitas na mesma gráfica” é um
recorde em termos de Teoria da Conspiração.
. FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO. Ok…
O momento é grave. Mas como a própria nomenclatura indica, torcedor tem que
torcer. Mesmo quando jogador não joga e dirigente não dirige. Tudo que não se
precisa é de uma torcida contra em casa durante o jogo da próxima quarta. O
caldeirão é para os outros.

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