segunda-feira, setembro 21, 2020
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Flamengo pode perder patrocínios da Vitton 44, Jeep e Tim.

Globo
Esporte – O destino de receitas que geram atualmente R$ 27 milhões ao Flamengo
é incerto para 2016. Três dos quatro patrocinadores que possuem contrato perto
do fim não garantiram extensão do vínculo com o Rubro-Negro. Procurados pelo
GloboEsporte.com, Vitton 44, Jeep e Tim, embora elogiem a parceria, admitiram
que ainda não definiram a estratégia para o próximo ano.

Dentre
os investidores que ainda não definiram a renovação, o caso mais delicado é o
da Vitton 44. A empresa tem contrato com o Flamengo até o fim do ano que soma
R$ 20 milhões, terceira maior verba de patrocínio do clube. O presidente do
grupo, Neville Proa, classificou a chance de extensão do vínculo como sendo
“muito difícil”. O empresário inclusive admite dificuldades na
realização dos pagamentos das cotas mensais do compromisso em vigor.

Muito difícil (renovar). Infelizmente, é uma realidade. Eu coloco uma parte
muito grande do nosso recebimento (em patrocínios), mas não tenho em troca.
Estou com muitas dificuldades. Parcelando tudo. Formalizei minha imagem como
bom pagador. Preferi pagar parcelado, ao invés de ficar pagando mês a mês.
Estou reavaliando tudo. A situação do país está caótica – disse o presidente da
Vitton 44, que também tem parcerias com o Fluminense e com o Maracanã.
Com um
contrato de R$ 2,5 milhões, a Tim informou que a estratégia para o próximo ano
ainda está sob avaliação. Investidor do Flamengo desde 2011, a empresa de
telefonia tem compromisso até março do próximo ano. O vínculo é atualmente o
segundo mais longo do clube – a Adidas tem contrato até 2023. Fernanda Cozac,
gerente de comunicação institucional da Tim, elogiou a parceria, mas preferiu
não fazer nenhum prognóstico.
– O
resultado tem sido excelente, com títulos para o clube e muito engajamento dos
torcedores com os produtos e serviços que lançamos ao longo desses anos. A
estratégia de patrocínio para 2016 está em definição – disse Fernanda Cozac.
A
parceria mais recente do Flamengo é com a Jeep. Costurado em abril deste ano, o
contrato tem duração de oito meses e valor de R$ 4,5 milhões, o segundo menor
entre os patrocinadores que estampam marca na camisa do Flamengo. O vínculo
termina em dezembro. Por e-mail, a assessoria de imprensa da empresa informou
que a definição sobre uma possível renovação será feita em momento oportuno.

Ainda não há uma definição sobre a continuidade da parceria atual, que vai até
o final deste ano. Analisaremos isso no momento mais adequado – diz um trecho
da nota.
Patrocinadora
master do Flamengo, a Caixa Econômica Federal foi a única empresa que não
respondeu aos questionamentos. A empresa tem contrato com o Rubro-Negro até o
fim do ano – houve uma renovação feita em maio. Em valores anuais, a parceria
com o banco estatal rende aos cofres do clube R$ 28 milhões.
O
período eleitoral do Flamengo é mais um ingrediente no cenário já desenhado
como instável. Na primeira quinzena de dezembro, o clube decide quem será o
presidente pelos próximos três anos. Porém, dois investidores tem contrato com
prazo de validade justamente para o mês do pleito – casos de Jeep e Caixa
Econômica Fedral. Nenhum patrocinador quis comentar sobre uma hipotética
interferência do período eleitoral na demora da definição de extensão de
vínculo.
Fla mantém otimismo para ano considerado
“desafiador”
Vice-presidente
de finanças do Flamengo, Cláudio Pracownik preferiu adotar um tom otimista ao
avaliar a situação dos investidores do clube para o próximo ano. O dirigente
lembra que nenhum patrocinador jogou a toalha até o momento e que existem
outras empresas interessadas em negócios futuros.

Estamos conversando com todos eles. Não tivemos ainda nenhuma comunicação de
desistência. Todos estão satisfeitos e reconhecem a importância da parceria com
o clube. Também há, por parte do Flamengo, o reconhecimento destes parceiros.
Não há pessimismo. Estamos negociando. Inclusive, tivemos outras sondagens. Mas
é claro que daremos absoluta prioridade para os parceiros atuais do Flamengo –
afirmou.
O caso
da Caixa Econômica Federal é tratado com cautela pela diretoria do Flamengo. O
governo federal tem promovido corte de gastos e também não há uma definição de
extensão.
– A
Caixa (Econômica Federal) encontra-se na mesma situação. Por ser um valor
maior, estamos tratando com o maior cuidado neste momento. O cenário para o
próximo ano é desafiador. Nenhum deles vão abrir mão de mídia ou publicidade.
Temos desafios, mas estamos otimistas – finalizou Pracownik.

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