terça-feira, setembro 29, 2020
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Flamengo prega ‘tolerância zero’ a erros de arbitragem no 2º turno.

Foto: Reprodução/L!TV

LANCE:
Não é de hoje que o Flamengo demonstra insatisfação com a arbitragem de suas
partidas. O time reclama de alguns erros dos juízes e até já entrou com
representações na Comissão Nacional de Arbitragem e CBF por se sentir
prejudicado. Mesmo com tantas reivindicações sem respostas, o Fla seguirá de
olho nas atuações dos árbitros no returno do Brasileiro. Rodrigo Caetano,
diretor executivo de futebol rubro-negro, destacou que os erros recorrentes já
tiraram pontos da equipe e que o clube cobra apenas que a qualidade da
arbitragem aumente, já que equívocos podem decidir o campeonato nesta reta
final.

– Na
verdade nós temos que nos posicionar publicamente sobre o nosso
descontentamento. No campeonato duro como esse, que é decidido ponto a ponto,
realmente isso pode trazer um desequilíbrio técnico lá na frente. Mas volto a
dizer, o Flamengo também perdeu pontos por culpa sua. Não estou creditando só
por conta disso (arbitragem), não seria leviano a esse ponto. O que a gente
quer é que realmente melhore o nível da arbitragem. Por mais que a gente saiba
que exista um trabalho nesse sentido da Comissão de Arbitragem, os erros contra
o Flamengo têm sido recorrentes e já nos prejudicaram nessa caminhada. A gente
só espera que no returno agora, que a disputa será muito mais acirrada, se
eleve o nível de qualidade da arbitragem – disse o dirigente, ressaltando que o
Flamengo sempre faz tudo que é indicado para reclamar dos erros, que já
passaram dos limites, e nenhuma providência foi tomada.
– Os
erros recorrentes contra o Flamengo já passaram dos limites. Nós fazemos todos
os procedimentos que nos é cobrado, é indicado, que é levar o relatório e o
DVD, mas até agora… E a gente sabe que isso não volta, um erro pode decidir
um campeonato. E aí eu pergunto: qual foi o erro que veio beneficiar o
Flamengo? – completou.
Entre
os erros, os que mais revoltaram os dirigentes rubro-negros aconteceram nos
jogos contra o Corinthians e Santos, pelo Brasileirão. Na partida contra o
Timão, o lateral-direito Fagner deu uma entrada violenta no meia Ederson. Na
ocasião, o árbitro Heber Roberto Lopes não deu nem falta e ainda expulsou o
técnico Zé Ricardo por reclamar do lance. A diretoria acredita que isso
desestabilizou o time, que estava bem, e acabou goleado por 4 a 0. Contra o
Peixe, uma bola cabeceada por Fernandinho já nos acréscimos desviou no braço do
zagueiro Caju e o juiz Dewson Fernando Freitas da Silva mandou o jogo
seguir.  O Flamengo reclama de pênalti,
que poderia lhe dar a vitória, já que a partida terminou 0 a 0.
E para
o duelo contra o Grêmio, foi escalado Raphael Claus (SP), um árbitro que já
apitou jogos em que o Flamengo foi prejudicado. Contra o Avaí, em 2015, a
arbitragem comandada por ele validou um gol ilegal de Hugo, que deu a vitória
de 2 a 1 para o time catarinense, em que a bola tinha saído pela linha de fundo
na hora do cruzamento. Já diante do Cruzeiro, no Brasileirão deste ano, foi
anulado equivocadamente um gol de Marcelo Cirino, que não estava em posição
irregular. Porém, ele não trouxe muito prejuízo, já que o Rubro-Negro ganhou
por 1 a 0.
Questionado
se achava que existia uma má vontade da Comissão de Arbitragem contra o
Flamengo, Rodrigo Caetano disse que ‘espera que não’. Ele ressaltou que o
Rubro-Negro deseja apenas critérios iguais nas marcações.
– O
Flamengo não tem mais tolerância com os erros que nos temos tido. Isso é fato.
E isso precisar ser externado. Faltam 18 rodadas e nós queremos critérios
iguais. Iguais na hora de uma expulsão, de um pênalti, de uma punição. Nós
queremos os mesmos critérios dos demais. Ninguém quer benefício ao Flamengo,
quer que tenham os mesmo critérios. Só isso – destacou o diretor.
Como
uma alternativa para elevar a qualidade da arbitragem brasileira, Rodrigo
Caetano disse que é preciso a profissionalização da categoria. Ele entende que
erros acontecem, mas acredita que os árbitros precisam pagar por eles.
– Já
passou da hora de profissionalizar a arbitragem. A única coisa do espetáculo
que é amadora é ela. Nada acontece com o árbitro no dia seguinte. Ele pode
deixar de apitar uma ou duas rodadas. A grande maioria nem deixa de apitar um
ou duas rodadas.

Erros são inerentes a profissão de qualquer um. O que a gente quer é que o
árbitro seja profissional também e pague pelos seus erros – completou.

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