quinta-feira, setembro 24, 2020
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Flamengo procura brigões em câmeras para se defender no STJD.

Foto: Reprodução

RODRIGO
MATTOS
: A diretoria do Flamengo faz uma procura nas câmeras do estádio Mané
Garrincha para identificar culpados da briga entre torcedores do Flamengo e do
Palmeiras. A expectativa é de que as imagens mostrem maior participação de
palmeirenses e reduzam a responsabilidade do clube, o que  poderia reduzir possível punição pelo STJD
onde o time carioca e o paulista já foram denunciados. E o diretor rubro-negro,
Fred Luz, minimizou a relação do clube com organizadas que já foram ao CT do
clube.

Pelas
informações iniciais, a torcida palmeirense derrubou barricadas no anel interno
para chegar aos torcedores rubro-negros. Mas um vídeo da Band mostra
flamenguistas provocando os alviverdes. Um rubro-negro ficou gravemente ferido
no hospital após ser espancado por rivais.
A
denúncia da procuradoria do STJD enquadrou os dois clubes em dois artigos do
CBJD (211 e 2013) que podem levar a perda de mando de campo, jogos com portões
fechados e multa. Ainda não há data para julgamento.
“Podem
ser até 70 mil pessoas no jogo. Como vou controlar? Não conheço esses caras.
Não tenho como saber o que vão fazer”, analisou o diretor executivo do
Flamengo, Fred Luz.

“Para mim, é questão da polícia. Por que soltaram os que
foram presos (palmeirenses)?” O dirigente disse que houve falha de
policiamento e também isentou a diretoria palmeirense: “Qual o controle que o
Palmeiras tem sobre o marginais que vão ao jogo?”

É
possível controlar a entrada de torcedores incluídos na lista de punidos da CBF
por meio de identidade e CPF. Mas Luz disse que, pela lei, não dá para o clube
fiscalizar essa entrada.
“Não
posso evitar que entrem no estádio. A polícia que teria de controlar isso”,
ressaltou.
A
diretoria rubro-negra não pretende deixar de mandar jogos no Mané Garrincha desde
que não exista uma interdição do estádio. Nem abrirá mão das zonas mistas do
estádio. O entendimento é de que as confusões ocorreram no setor de organizadas
que são segregados, e que o problema foi no isolamento delas. No borderô,
consta um custo de R$ 76 mil com segurança no jogo, um valor superior ao
clássico entre Palmeiras e São Paulo no Morumbi.
Luz
disse ainda não ver problema na atitude da diretoria do Flamengo de receber
organizadas no Centro de Treinamento rubro-negro cerca de 10 dias antes de
estas protagonizarem briga no Mané Garrincha.
“Quem
das organizadas foi recebido? Não tem carimbo de marginais sobre esses caras.
Organizadas têm marginais, mas não são todos. Posso ter um sócio marginal no
clube e não tenho como impedi-lo de entrar no clube.”

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