domingo, setembro 27, 2020
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Flamengo quer lucro e vender jogos, mas Muricy pede casa fixa.

Ainda não há um mal-estar suficiente para
interferir no trabalho, mas Flamengo e Muricy
Ramalho
têm um problema considerável a resolver. A administração Bandeira
de Mello adotou a prática de vender jogos para outras praças e reforçar o caixa
desde 2013. No entanto, o método foi reprovado publicamente pelo treinador em
duas entrevistas coletivas.
Muricy quer uma casa fixa.
O desgaste causado pelo excesso de viagens mesmo com o mando de campo o perturba.
Praticamente sem Maracanã e Engenhão por toda a temporada, o futebol
rubro-negro avaliou que a ausência de estádio poderá ter peso decisivo nos
resultados em 2016.
É em torno disso que se desenvolve uma
espécie de ‘cabo de guerra’ na Gávea. Muricy
pediu base no Rio de Janeiro e alertou aos dirigentes sobre a necessidade de
viajar o mínimo possível como mandante. Por outro lado, parte do Conselho
Diretor ainda defende a venda de partidas para equilibrar as contas. A
justificativa está na dificuldade em capitalizar patrocínios e na necessidade
de cumprir pagamentos.
“O que arrebenta no Campeonato
Brasileiro são as viagens. Cruzeiro, Atlético-MG e Internacional sofreram
demais quando ficaram sem casa. Fiz o pedido à diretoria para jogarmos em Volta
Redonda. É um estádio bom, o gramado é excelente e as condições são boas. Ainda
é perto do Rio. Vão buscar Brasília, São Paulo… Não é bom para quem é
profissional. Vamos pensar no econômico ou queremos ganhar?”, desabafou Muricy na última semana.
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O departamento de futebol está alinhado com o
treinador. O objetivo é minimizar os impactos da ausência de estádio, além de
atender jogadores e profissionais no que for possível.
“Nada é feito no futebol do Flamengo
sem que a comissão técnica seja ouvida. Nossa ideia é negociar o mínimo de
jogos para outras praças. Suficiente para manter os salários em dia. Não
estamos preocupados em obter qualquer lucro extraordinário em detrimento do
aspecto desportivo. Para dar um exemplo, os jogadores voltarão de Brasília depois
do jogo de domingo [clássico contra o Fluminense] em voo fretado. Tudo para
minimizar o desgaste da viagem e reduzir o tempo de espera nos
aeroportos”, afirmou o vice de futebol, Flávio Godinho.
Procurado pela reportagem, o presidente
Eduardo Bandeira de Mello apostou que o impasse será solucionado e não terá
interferência no ambiente do Rubro-negro ao longo de 2016.

“Não existe desgaste. Estamos
conscientes da importância de conciliar os aspectos técnico e financeiro.
Faremos isso com planejamento”, encerrou.
Fonte: UOL

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