segunda-feira, setembro 21, 2020
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Flamengo quer recuperar o gás para o balão não cair.

O Dia
– O último técnico a sofrer três derrotas seguidas à frente do Flamengo foi Ney
Franco, em 2014. Vanderlei Luxemburgo e Cristóvão Borges não caíram diante de
tantos obstáculos consecutivos. Se, antes, os números apontavam para uma
aproximação definitiva do time de Oswaldo de Oliveira ao pelotão da frente,
agora, sugerem perda de fôlego. Mas o diretor executivo de futebol, Rodrigo
Caetano, aprova o trabalho do atual treinador. E acredita ser possível
recuperar o gás para alcançar uma vaga na Libertadores.
 “A nossa avaliação é ótima. Colocamos o
Flamengo na disputa pelo G-4. Claro que o trabalho é uma sequência. O Vanderlei
deu ótima contribuição, o Cristóvão também, e agora o Oswaldo. Espero que
possamos nos manter na disputa pelo G-4 até o final, o que não acontece desde
2011. Não é prometer, ou garantir, é um desejo. E está ao nosso alcance”,
disse.
A
queda da quarta para sétima posição foi considerada, internamente, um mal
menor. A distância de seis pontos para o G-4 não assusta. O cenário mantém a
esperança da diretoria em uma arrancada final de recuperação acesa. Caetano,
porém, afirma que o time precisa aprender a dosar o ritmo para evitar tropeços,
por tentar dar um passo maior do que as pernas.
“Às
vezes, a gente busca a vitória a qualquer preço e paga a conta. Temos que ter
equilíbrio. Quando não estamos tão bem, tentar somar ponto. Campeonato por
pontos corridos é uma maratona, não é eliminatória, tudo ou nada”, diz Rodrigo,
que admite o peso das últimas rodadas para todos: “Todo mundo está lamentando
demais as três derrotas e procurando explicações, principalmente para a última
(Vasco). Estamos buscando reunir forças.”
O
diretor prefere avaliar o trabalho de Oswaldo separadamente. A análise, porém,
é capaz de frear a euforia que havia tomado conta da torcida rubro-negra. Se os
63,33% de aproveitamento do atual técnico — 66,66% no Campeonato Brasileiro —
nos dez primeiro jogos fazem seu antecessor Cristóvão Borges — 40% — comer
poeira, deixam o treinador ligeiramente atrás de Vanderlei, que conquistou 70%
dos pontos na primeira dezena de jogos.
Bater Joinville e Figueirense já é quase
uma obrigação
Vitórias
sobre Joinville e Figueirense viraram quase obrigação no Flamengo, que busca se
manter na briga pelo G-4. A recente queda de rendimento, porém, preocupa para a
sequência, embora se tratem de times da parte inferior da tabela.
“O
Brasileiro é muito difícil de se jogar. É muito difícil ganhar de Avaí,
Joinville, Chapecoense…”, disse César Martins, que, no entanto, prega a
continuidade da filosofia de jogo implementada por Oswaldo de Oliveira:
“A
gente tem que continuar com a mentalidade de impor nosso jogo e fazer com que o
adversário se encaixe nele. Temos jogado assim desde que Oswaldo chegou, e
nosso comportamento em campo é totalmente outro.”

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