Flamengo reforça segurança para inauguração da Ilha do Urubu.

Símbolo da Ilha do Urubu, Estádio do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

EXTRA
GLOBO
: O Flamengo inaugura hoje o seu “caldeirão” no jogo contra a Ponte Preta,
às 21h. A festa profana na Ilha promete ferver de alegria em caso de vitória e
recuperação do time no Brasileiro. Novo tropeço, agora em casa, complicará mais
a situação do técnico Zé Ricardo, que tem apoio da diretoria.

O
elenco fez um treino de reconhecimento ontem à noite e o gramado não será
desculpa, já que está um tapete. Depois de atuar no Maracanã na estreia contra
o Atlético-MG, será o primeiro jogo no Rio como mandante – o clássico com o
Botafogo foi em Volta Redonda, com gramado ruim.
Essa e
as próximas duas partidas, contra Fluminense e Chapecoense, serão no Rio, e a
pretensão é fazer nove pontos para recuperar o começo fraco. Nos últimos quatro
jogos sem vitória, foram três empates e uma derrota. Por isso, Zé espera contar
com apoio para arrancar.
— A
gente precisa do nosso torcedor e esperamos apoio. A torcida está no seu
direito de cobrar. Mas podemos dar uma arrancada. A torcida canta que vai
apoiar até o final, não é? – lembrou ele.
A
diretoria se precaveu contra protestos no novo estádio, que tem arquibancada
próxima ao campo. Além de 130 policiais do GEPE, serão 300 homens de segurança
privada, efetivo reforçado no setor Norte, mais populoso e próximo, e
monitoramento completo com câmeras do estádio.
Mesmo
sob pressão, Zé Ricardo lembrou de forma clara quem escala o time é ele e que
suas convicções serão mantidas apesar dos protestos.
— As
prerrogativas de troca são da comissão técnica e minhas. Então quando a gente
achar que tem que fazer mudança, vai fazer. Temos vários aspectos para analisar
o rendimento, um deles é o resultado, mas não é o único. A gente tem números
para analisar cada partida melhor — explicou Zé Ricardo.
Mudanças
O
técnico esboçou um provável time para encarar a Ponte Preta com três mudanças
em relação a formação que enfrentou o Avaí. Rafael Vaz, Rodinei e Cuéllar
entraram nos lugares de Juan, Pará e Willian Arão, respectivamente. Os dois
últimos tiveram conversa particular antes de a bola rolar na atividade em campo
reduzido com o treinador, mas Zé havia indicado que Arão poderia permanecer
jogando. O time que começou o coletivo tinha Thiago, Rodinei, Rever, Vaz e
Renê; Márcio Araújo, Cuéllar, Diego; Everton, Damião e Vinicius Junior.
— O
Willian participou de 90% dos jogos. Ele é fundamental. Ele é um ponto de
equilíbrio no nosso meio-campo. Fui reforçar isso. Se ele está passando por um
momento ruim, vai sair dele dentro de campo — disse Zé.
Em
baixa, Márcio Araújo, um dos mais perseguidos pela torcida, segue. Juan será
poupado.

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