sexta-feira, setembro 25, 2020
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Flamengo: Resultados Financeiros – Evolução trimestral.

LIVRO
A NAÇÃO
: O Flamengo publicou o Balanço Financeiro Consolidado de 2015. Antes de
apresentar a evolução comparativa frente aos exercícios dos anos anteriores,
será mostrada a evolução trimestral ao longo de 2015. Alguns números tiveram
sensível piora no 4º trimestre do ano.
Para
relembrar os resultados anteriores, revisite a análise detalhada dos números
referentes ao fechamento de 2014 e análise dos números do 1º Tri,
análise dos números do 2º Tri e análise dos números do 3º Tri.
A
análise mais uma vez se debruçará sobre indicadores de estoque: Empréstimos de
Curto Prazo, Dívida e Razão Dívida/Receita Anualizada (indicadores de estoque
são um retrato de momento) e em indicadores de fluxo: Receita Total, Receitas
Brutas do Futebol e Resultado Líquido (os indicadores de fluxo são crescentes
no exercício, acumulando-se ao longo do ano até o resultado anual final).
Eu
havia dito na Análise do Balanço Financeiro de 2014: “o que mostra como a
situação, ainda que tendo melhorado bastante, está longe de ser tranquila é que
cresceram nestes dois anos tanto os Empréstimos com vencimento de curto prazo
(eram R$ 70,9 milhões no fechamento de dezembro de 2014), quanto o volume de
Contas a Pagar de curto prazo (eram R$ 51,8 milhões no fechamento de dezembro
de 2014). Estas duas rubricas precisam ser atentamente acompanhadas nos
exercícios de 2015 e 2016”.
Estas
contas precisam ser monitoradas de perto, como termômetro da Saúde Financeira
do Flamengo. As contas a pagar de curto prazo estão estáveis, já os empréstimos
seguem em preocupante viés de alta! É nesta rubrica que cabe maior atenção! Ao
fim do 3º Tri 2015, eram R$ 74,2 milhões em empréstimos de curto prazo, bem
acima dos R$ 53,7 milhões do fim do 1º Tri e acima dos R$ 70,9 milhões do fim
de 2014, e muito maior ainda do que os R$ 32,3 milhões verificados no fim de
2013. Já era muito. No 4º trimestre, o volume saltou para R$ 101,4 milhões, um
aumento de 43% sobre o mesmo período do ano anterior. Isto mostra que em breve
haverá pressão para rolamento deste endividamento, o que muito provavelmente,
dada a conjuntura de queda de algumas receitas, deverá provocar a interrupção
do ciclo de melhoras dos resultados financeiros do clube.
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
Quanto
aos fluxos, notícias muito boas! O nível de receitas do Flamengo continua muito
bom, mantendo o patamar de 2014, quando o clube passou a ser o líder em
receitas no futebol brasileiro.
O
Flamengo teve em 2014 a maior receita da história do futebol brasileiro: R$
334,3 milhões. A receita do 1º Tri 2015 havia sido maior que a do 1º Tri 2014
(R$ 86,8 MM vs R$ 85,7 MM, um aumento de R$ 1,1 milhão). A do 2º Tri foi
levemente menor que a do 2º Tri 2014 (R$ 163,7 MM vs R$ 164,9 MM). No 3º Tri o
acumulado supera em quase R$ 10 milhões o resultado no mesmo período do ano
anterior (R$ 253,0 milhões vs R$ 243,2 MM). O Flamengo fechou 2015 com R$ 339,5
milhões em receitas operacionais líquidas, um crescimento de 1,5%.
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
Abrindo
as receitas do futebol, vemos que elas mantiveram o forte crescimento de 2014
para 2015. As receitas brutas, sem o desconto dos impostos pagos, haviam
fechado o 3º Tri de 2015 em R$ 234 milhões, acima dos R$ 219 milhões
verificados no mesmo período do ano anterior. O 4º Tri fechou com R$ 309
milhões, cumprindo a expectativa feita na análise anterior de um número
superior ao do fechamento de 2014 (fechou 2% acima).
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
Houve
sensível melhoria de receita com as Transmissões de TV. As receitas com a
televisão cresceram R$ 13 milhões (R$ 128 MM em 2015 contra R$ 115 em 2014, um
aumento de 11,1%).
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
As
receitas de bilheteria reverteram a queda em 2015 observada nos dois primeiros
trimestres. A arrancada, com melhoria de desempenho no Brasileiro foi a grande
responsável pelo excelente resultado. O desempenho fechou o ano R$ 4 milhões
acima do observado no acumulado 2014, um ganho de 9% (mas com desaceleração no
4º tri por conta da queda de rendimento do time no Brasileiro, note que no 3º
trimestre o ganho era de R$ 11 MM frente ao ano anterior).
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
A
receita com patrocínio do futebol também teve um excelente resultado, R$ 5
milhões a mais do que o verificado no ano anterior. Coroa o excelente trabalho
de marketing da diretoria. Com a crise econômica grave pela qual passou o país,
esta rubrica tende a sofrer em 2016, mas é um problema que já afeta a todos os
clubes, que tendem a sofrer neste quesito mais do que o Flamengo (muitos já
estão sofrendo bastante).
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br

Por
fim, as receitas com o Sócio-Torcedor, que caíram na comparação de todos os
trimestres de 2015 frente aos trimestres de 2014. O fechamento de 2015 foi
ligeiramente inferior aos R$ 30 milhões obtidos em 2014, queda de R$ 800 mil
(30,4 vs 29,6).

Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
O
Resultado Líquido manteve seu caminho de expressivo superávit. Em 2014 e em
2015 o Flamengo teve por dois anos consecutivos o maior superávit do futebol
brasileiro e os maiores da história do clube. No 1º Tri 2015 o resultado
superou em R$ 4,1 milhões o do 1º Tri 2014. No 2º Tri 2015, porém, ficou R$ 2,4
milhões abaixo do de 2014. O 3 Tri havia fechado com impressionantes R$ 142,1
MM contra R$ 52,9 MM do 3º Tri 2014. O resultado consolidado do ano foi de R$
130,5 MM, mais do que o dobro do obtido em 2014, que já era excelente!
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
Por
fim, voltando aos estoques: a dívida do Flamengo subiu no 4º trimestre frente
ao fechamento do 3º trimestre! No fim de 2012, a dívida era de R$ 715 milhões.
No fim de 2013 estava em R$ 626 milhões (queda de R$ 89 milhões no ano). No fim
de 2014 terminou em R$ 577 milhões (queda de R$ 49 milhões no ano). Ao fim do
3º Trimestre de 2015 havia fechado em R$ 463 milhões. No fim de 2015 fechou em
R$ 481 milhões (queda de R$ 96 milhões frente a 2014, mas aumento de R$ 18
milhões frente ao 3º trimestre de 2015). A perspectiva para 2016 é de que feche
o ano na casa de R$ 400 milhões.
O
endividamento mantém uma trajetória de queda. A razão entre dívida e receita
era de 3,6x no fim de 2012, passou a 2,4x no fim de 2013 e a 1,7x no fim de
2014 e agora está em 1,4x. Excelente desempenho, aproximando-se da relação
observada em clubes cujas finanças são consideradas exemplo, e não por
coincidência são os clubes que brigam na ponta da tabela do Campeonato
Brasileiro na última década. Neles esta proporção está abaixo de 1,0x.
Imagem: livroanacao.blogspot.com.br
Marcel Pereira

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