quinta-feira, outubro 1, 2020
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Flamengo rompeu a barreira do possível.

Foto: Reprodução

REPÚBLICA PAZ E AMOR: O Flamengo no topo do Brasileiro é um case de saúde pública. Não
apenas por ser um hábito salutar. O Flamengo brilhando faz bem pra mente e pro
espírito, aumenta a moral, a inteligência e a até a extensão do piru. É
incalculável o impacto no sistema público de saúde, são 40 milhões de pessoas
de alto astral e se sentindo bem. Isso pra não falar no impacto na economia do
país. Quando está bem, o Flamengo é a maior usina produtora de dopamina da
América Latina. Como se sabe, contra fel, moléstia, crime e a narração do Luís
Roberto, o neurotransmissor é tiro certo.

É uma
beleza abrir a tabela e nem precisar dar scroll pra achar o Mengão. O Flamengo
no alto salta aos olhos e nos provoca até aquele suor do nervo ótico, tão
másculo. É o nosso lugar, nascemos para viver no topo da cadeia alimentar do
futebol mundial. Mas como todos os luxos dessa vida acabamos nos acostumando a
ele também. Por ser um direito natural, essa condição passa a fazer parte do
cotidiano e a gente até esquece de como esse campeonato pode ser desanimador e
broxante quando as coisas vão mal lá pros lados da Gávea. Isola!
Mas o
que eu curto mesmo observar nesses momentos de maré cheia rubro-negra é a
perplexidade estampada no rosto da arco-íris com a constatação de que o Hepta
do Flamengo não é uma abstração. Que o nosso Heptacampeonato não é viagem de
ácido. O Flamengo está mesmo na briga para ser o campeão mais foda da história
do Brasileiro, jogando praticamente o campeonato todo fora de casa. E, no
momento, botando uma pressão violenta no líder provisório. Vagabundo alopra,
olha pra trás com medinho, ensaia um chororô, mas tem que respeitar.
Eles
não apenas respeitam como tremem. A tremedeira é generalizada e não respeita
nem fronteiras. Tá aí a Conmebol e a CBF, em pânico, alterando as regras do
jogo enquanto ele ainda tá rolando só pra tentar neutralizar as enormes chances
estatísticas de que não tenha paulista na Liberta 2017. São uns comédia mesmo
esses caras, não conseguem deixar nada em paz. Mas tá valendo, Flamengo não
escolhe adversário.
Não
escolhe adversário e nem escolhe terreno de jogo. A representatividade do
Flamengo em terras brasileiras é uma realidade palpável, rija e veiúda. Os
coraçõezinhos paulistas se apertam quando veem o Mengão tomar posse do
Pacaembu, ícone histórico do futebol em Piratininga, com tamanha autoridade. As
quatro bandeirinhas rubro-negras fincadas nos corners daquele gramado encravado
em território hostil são um símbolo quase fálico da nossa dominação. O Pacaembu
está sob nossa jurisdição, amiguinhos da ponta feia da Dutra. É tudo nosso,
lidem com isso.
Tanto
que pegamos o Santa Cruz e rapidamente acabamos com qualquer possibilidade de
palhaçadinha. O 1º gol, do menino Vizeu, saiu tão rápido que deu até uma
arrefecida no ímpeto da rapaziada. Houve uns momentos que parecia até treino
apronto na Gávea e o Santa Cruz até tentou fazer uma graça. No vestiário certamente
Zé Ricardo colocou em prática seus poderes motivacionais para reacender o fogo
sagrado sob o rabo do nosso ilustre plantel, que voltou pro 2º tempo com a
disposição, a velocidade e a circunspecção adequadas à gravidade do momento.
Por isso puderam matar o jogo com extrema eficiência e até Cirino andou fazendo
gol e suando pelos olhos. Acreditem, o Flamengo há muito rompeu a barreira do
possível.
Faltam
só 9 jogos. Ou ainda faltam 9 jogos, depende da sua ansiedade. É sabido que
alguém vai ter que vacilar para que o campeonato se decida, e esse alguém não
pode ser o Flamengo. Que, felizmente, só depende dele e de mais ninguém.
Lembrem-se que no papel de Homem Que Vem de Trás o Flamengo é insuperável.
Ainda sobrevive aquela teoria, que considero equivocada, sobre a dificuldade
maior ou menor na sequência de jogos de um e de outro. Reitero: não tem jogo
fácil, todos serão foda. A única certeza é que nós vamos estar juntos em todos
eles.
A
pergunta que nós, bem vestidos e fechados com o certo precisamos nos fazer para
aliviar a tensão é a seguinte: O que o Flamengo deve fazer a partir de agora
para ser campeão é mais difícil de fazer do que o próprio Flamengo já fez até
agora? Pensa aí.
Mengão
Sempre
ARTHUR
MUHLENBERG

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