Flamengo sai do sufoco, mas tenta refletir investimento em campo.

Éverton Ribeiro, do Flamengo – Foto: Tiago Caldas

UOL: O
Flamengo saiu do sufoco no Campeonato Brasileiro após a eliminação vexatória na
Copa Libertadores. As vitórias sobre Ponte Preta, Chapecoense e Bahia colocaram
o Rubro-negro na zona de classificação para a competição continental. A
distância para o líder Corinthians, no entanto, ainda é de nove pontos. A
diferença, para quem pensa em título, precisa ser tirada. Para isso, o bom
rendimento em campo tem papel fundamental, algo que os cariocas ainda não
alcançaram, se for levado em conta o investimento realizado na temporada.

Foram
vitórias importantes no Brasileirão, mas em nenhuma delas o Flamengo convenceu
– mesmo na goleada por 5 a 1 sobre a Chapecoense. O time ainda sofre com um
problema incômodo na saída de jogo. Uma bola aérea, um erro da defesa
adversária ou uma jogada de talento individual quase sempre são necessários ao
Rubro-negro para abrir o placar e desenvolver o seu futebol.
Ainda
é pouco para um elenco rico e que recebeu o investimento de pelo menos R$ 40
milhões em reforços só em 2017 – valor somado das compras de Everton Ribeiro,
Berrío, Rhodolfo e Renê. Falta a prática repetir a teoria no Flamengo. A
ambição do clube é por conquistas de expressão e se faz necessário atuar com
autoridade para isso. A vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, em Salvador, foi um
retrato do problema.
Na
estreia de Everton Ribeiro, o Rubro-negro chegou a passar sufoco de um
adversário com menos um jogador desde o primeiro tempo. Os cruzamentos foram
mais uma vez utilizados em demasia, de acordo com os números do Footstats. A
conta assusta – 22 bolas na área, apenas duas certas. Encontrar alternativas
para voltar a jogar bem se tornou o grande desafio do técnico Zé Ricardo.
É fato
que os resultados positivos aliviam a pressão nos bastidores. No entanto,
torna-se consenso que o elenco milionário sofrerá bastante em busca de
conquistas caso não encontre o quanto antes uma forma para envolver os
adversários, fugindo dos já manjados cruzamentos.
“É
um eterno dilema. Não fizemos uma partida no nível que esperávamos contra o
Bahia, mas vencemos. Temos quatro derrotas na temporada, pelo menos em duas
delas conseguimos um bom rendimento. É lógico que a pressão ficou grande por
conta da eliminação. É um dilema, mas cobramos os nossos atletas por uma
performance melhor”, afirmou Zé Ricardo.
“Não
gosto de comparar. Acho que o Flamengo, independentemente do plantel, tem
sempre de buscar títulos. Sei da pressão por conta dos atletas com grande
histórico que temos. Isso tudo não adianta, pois precisamos transformar em
resultados. Tivemos os galácticos do Real Madrid, Sávio, Romário e Edmundo… É
fundamental alimentar o nosso ambiente com coisas positivas. Não fujo da
responsabilidade de dirigir uma equipe grande como é o Flamengo”,
completou.
Reforço
de R$ 22 milhões, Everton Ribeiro teve uma estreia discreta, mas é um nome com
grande expectativa entre os torcedores do Flamengo. Ele aposta no entrosamento
dos novos atletas com o elenco para que o Rubro-negro alcance o desempenho
desejado por todos.
“Não
foi uma das melhores partidas. Esperávamos criar mais e ficar com a posse de
bola. Apesar de não termos feito um jogo excelente, precisávamos vencer. Quando
não for na técnica, será na vontade e na disposição. Jogaremos melhor quando
tivermos mais entrosados”, encerrou o camisa 7 da Gávea.
Para
quem pensa em conquistas grandes e que justifiquem o investimento milionário,
atuar sob risco pode ser fatal nas ambiciosas pretensões. Há tempo de mudar.
Eis o desafio da vez no Ninho do Urubu.

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