terça-feira, setembro 22, 2020
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Flamengo segue sua instabilidade e indefinição sobre o futuro.

Foto: Reprodução

COSME
RIMOLI
: O Palmeiras conseguiu uma vitória que serve como marco no campeonato.
Dá ânimo, confiança para a luta pelo Brasileiro. O time superou o renascimento
do Flamengo, com Zé Ricardo. Deixou para trás sua bipolaridade, ganhando sua
primeira partida fora dos seus domínios. Não precisou de um pênalti claríssimo
não marcado pelo instável árbitro da Fifa, Dewson Fernando Freitas da Silva.

Deixou
para trás até o gás pimenta lançado pela polícia para conter outra lamentável
briga entre as organizadas. Confronto que enfeiou o jogo de maior público em
todo o torneio. 54.665 torcedores que bancaram uma arrecadação de R$
2.828.565,00, no Mané Garrincha, em Brasília.
O
resultado de 2 a 1 foi justo e importante para o Palmeiras.
O
Flamengo segue sua instabilidade, a indefinição sobre o futuro.
Como
Cuca prometeu que o Palmeiras será campeão brasileiro de 2016, o time tem a
obrigação de ganhar fora dos seus domínios. Não era o que estava acontecendo.
Teve derrotas frustrantes contra Ponte Preta em Campinas e São Paulo, no
Morumbi. Havia vencido três partidas em casa. Mas precisa acabar com essa
gangorra, esse perde e ganha, a bipolaridade.
Sabendo
dos problemas de indefinição no futebol do Flamengo, com o time entregue ao
ex-treinador do sub-20, o treinador tomou uma decisão. Faria seu time atuar como
se fosse o dono do Mané Garrincha, com a equipe fazendo marcação alta,
pressionando, não deixando os rivais respirarem. O desejo era definir o jogo
logo no início.
Cuca
sabia das deficiências defensivas do adversário. Principalmente a dupla de área
Léo Duarte e César Martins. Tinha certeza que a velocidade do ágil ataque
formado por Dudu, Gabriel Jesus e Róger Guedes. Com seu meio de campo
adiantado, a tendência era que conseguiria criar chances logo no início da
partida. Por isso treinou tanto definição, chutes a gols antes dessa partida.
Antes
de comprovar sua tese, o técnico passou por um susto. Alan Patrick cobrou falta
e Matheus Sales desviou, obrigando Fernando Prass a fazer excelente defesa.
Isso a dois minutos de jogo. Aos três, o Palmeiras marcava 1 a 0. O marcado
César Martins errou a virada de jogo. Tchê Tchê com um toque inteligente e
hábil de cabeça, descobriu Gabriel Jesus mais livre que muitos criminosos
delatores da operação Lava Jato. Ele invadiu a área e tocou com convicção, na
saída de Alex Muralha.
Cuca
via a realização do seu planejamento. Muito mais cedo do que imaginava. Não deu
nem tempo para agradecer aos céus, como tanto gosta, e Alan Patrick empatava o
jogo. O meia que foi dispensado do Palmeiras acertou chute fortíssimo da entrada
da área e decretou 1 a 1 aos cinco minutos.
O gol
deu confiança ao time carioca, apoiado por sua grande torcida em Brasília. Zé
Ricardo havia comprado o confronto. Sonhava com a terceira vitória consecutiva
e ver aumentar e muito a chance de ser efetivado. Ele procurava explorar a
velocidade do seu time pelas laterais. Forçar triangulações, time atuando
junto, compacto. O desenho tático era muito bom. Falta o principal ao elenco
carioca: talento.
O
confronto ficou aberto. Com o Palmeiras tentando aumentar o placar. Com sua
postura ousada, aberta. E o Flamengo buscando os contragolpes em velocidade.
Apostando na movimentação de Fernandinho e Everton. Moisés tinha toda a
liberdade para articular os ataques da equipe paulista. O jogo era
interessante, indefinido, com oportunidades de lado a lado.
Veio o
intervalo. E ficou mais uma vez evidente que tipo de torcedores fazem mal ao
futebol brasileiro. Não é segredo para ninguém que as principais organizadas de
Palmeiras e Flamengo se odeiam. Em anos de confrontos já houve mortes, ônibus
queimado. O Ministério Público está repleto de relatos de encontros entre os
vândalos.
Lógico
que eles não iriam se conter. Enquanto a organização do jogo deu belo exemplo
liberando a convivência entre flamenguistas e palmeirenses comuns, reservou uma
ala do estádio para as organizadas. E deixou as uniformizadas dos clubes bem
distantes.
Só que
no intervalo, a palmeirense tentou surpreender a flamenguista. Seria uma
batalha selvagem se a Polícia Militar não entrasse em ação. Só que na ansiedade
para separar os vândalos, a PM disparou bombas com gás de pimenta. A ação do
gás infestou não só as arquibancadas. Chegou até o gramado. O reinício do jogo
foi retardado graças às torcidas organizadas. Um dia, quem sabe, as autoridades
resolvam trabalhar e tirar de vez os vândalos de jogos de futebol.

Ricardo surpreendeu. E decidiu que o time que pressionaria o outro seria o
Flamengo. Adiantou sua marcação. E passou a dominar o jogo. Foram 13 minutos de
domínio. Até que Cuca agiu. Trocou o volante Matheus Sales pelo atacante e
vivido Luan. Ele entrou aberto, quase um ponta esquerda para trabalhar com
Fabrício. Travar Rodinei e ainda dar mais espaço para os meio campistas
palmeirenses.
O
Palmeiras equilibrou o jogo.
E
ainda não teve um pênalti claro marcado. Luan cruzou da esquerda, Léo Duarte
errou o tempo e teve de apelar para o braço para a bola não passar. Penalidade
infantil, mas que o árbitro Fifa pelo Pará, Dewson Fernando Freitas da Silva,
não marcou.
Em
seguida, saiu Róger Guedes. Entrou Cleiton Xavier e o Palmeiras passou a ter
muito mais neurônios.
Aos 25
minutos, outro pênalti para o Palmeiras. Dewson não teve coragem de não marcar.
Gabriel Jesus ganha de Léo Duarte invade a área e bate por cima de Alex
Muralha. A bola iria beijar as redes, quando o zagueiro César Martins espalmou
como um goleiro. Pênalti e cartão vermelho.
Jean
foi para a cobrança e não desperdiçou. Palmeiras 2 a 1 aos 26 minutos.
Com
vantagem no placar e com um jogador a mais, a equipe de Cuca administrou sua
importante vitória. O Flamengo não teve força para reagir.
“A
vitória foi muito importante. Contra um adversário forte, tradicional. E
mostrando a força que o Palmeiras tem. Não só no time, mas no elenco. O
Fabrício estava descansadinho, o Zé (Roberto) vinha de duas batalhas. Como o Zé
tem 41 anos, é bom dar uma freada. Quem eu puser eu estou meio certo, meio
errado. Isso é bom. Não estamos queimando ninguém, estamos usando o elenco, e
tem dado certo”, comemorava Cuca.
“O
Palmeiras é um pouco mais entrosado que a nossa equipe, tem um grande treinador
como o Cuca e jogadores talentosos que são difíceis de ser marcados quando
inspirados. Então acho que foi mérito do Palmeiras a vitória. Cometemos pênalti
e perdemos um jogador quando estávamos melhor no jogo. Vamos esperar para ver o
que vai acontecer”, dizia Zé Ricardo, sem a menor ideia se seguirá ou não
treinador do Flamengo.
Este é
o futebol brasileiro.
Rei do
improviso.
E
palco de farra dos vândalos.
Quem
paga são os inocentes…

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