quarta-feira, setembro 30, 2020
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Flamengo sonha com o título inédito da Sul-Americana.

Rodrigo Caetano ao lado de torcedor do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O DIA:
A Copa Sul-Americana, hoje, em vez de um peso, é objeto de desejo do Flamengo.
A diretoria, com os pés fincados no chão como raízes, não faz promessas. A
semente da esperança, porém, foi plantada há anos no coração da torcida. A
gestão Eduardo Bandeira de Mello já apontava, quando assumiu há três anos, que,
em 2016, começariam a nascer os frutos da política de responsabilidade. E a
expectativa criada pela boa campanha no Brasileiro rega o terreno.

A
partir de quarta-feira, contra o Figueirense, às 21h45, no Orlando Scarpelli, o
Flamengo começa a tentar provar que chegou a hora da colheita. O diretor de
futebol Rodrigo Caetano vê no elenco montado solo fértil para florescer o
título inédito.
“Título
nunca se promete, mas o compromisso é de disputar buscando o título”, afirmou
Caetano, que emendou:

“Montamos o elenco visando buscar as primeiras colocações
em todas as competições e prevendo as dificuldades que as viagens nos causam
nesse ano atípico. A Sul-Americana é uma delas.”

No
início, a competição era maçã podre no calendário para os brasileiros. Ao
Flamengo, em todas as vezes teve sabor amargo. O Rubro-Negro não passou da
primeira fase nas três primeiras vezes em que disputou a Sul-Americana.
Em
quatro participações, o time disputou dez jogos. Foram duas vitórias, quatro
empates, quatro derrotas, seis gols marcados e 14 sofridos. Em 2003, estava no
mesmo grupo de Internacional e Santos. E perdeu seus dois jogos. No ano
seguinte, em outro modelo, o Rubro-Negro disputou mata-mata com o Santos, na
rodada preliminar. Após dois empates, caiu diante do Peixe nos pênaltis.
Passaram-se
cinco anos até o Flamengo voltar a competir no torneio. Em 2009, ano do hexa,
acabou eliminado pelo Fluminense, novamente depois de duas igualdade, mas,
dessa vez, no critério de desempate — gol fora.
As
primeiras vitórias só brotaram em 2011: 1 a 0 em casa e fora, diante do
Atlético-PR. Nas oitavas de final, porém, a Universidad de Chile destruiu a
muda pela raiz. Já na primeira partida, plantou 4 a 0, no Engenhão. Na volta,
outra derrota do Fla, por 1 a 0.
“A
união faz a força, e o grupo está mais unido. No individual, cada um está bem
também, e o objetivo é ganhar a Sul-Americana”, disse o lateral-esquerdo Jorge.

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