Flamengo tem falta de profundidade e abandono a modelo de jogo.

Por: Fla hoje

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: Por Rodrigo Coutinho
O
Flamengo é líder de sua chave na Copa São Paulo Sub-20 e está classificado para
a próxima fase, mas o rendimento na vitória por 2 a 1 sobre o São Bento, pela
segunda rodada, deixou a desejar. Kléber e Hugo Moura, no último lance do jogo,
balançaram as redes adversárias, garantindo o objetivo traçado. Taticamente,
porém, foi uma atuação repleta de erros e importante para uma reflexão por
parte dos atletas e de toda a comissão técnica.
Se na
estreia a equipe conseguiu executar bem os princípios de seu modelo de jogo, a
realidade não esteve presente na segunda partida. O time do técnico Gilmar
Popoca tentou colocar em prática novamente os conceitos que proporcionam o
domínio das ações e da posse de bola, mas errou em alguns detalhes.

Gilmar Popoca repetiu a escalação da estreia. Time no 4-1-4-1 para atacar e 4-2-3-1 para defender
O
principal pecado foi a falta de profundidade e movimentos de infiltração. Como
é orientado a fazer, Lincoln executava a função de referência móvel na frente,
mas não contava com o preenchimento dos espaços que abria na última linha de
defesa do São Bento. O resultado foi um Flamengo dono da posse de bola, mas sem
ter meios para penetrar e furar a desorganizada, porém aplicada defesa do time
de Sorocaba.
As
melhores chances passaram a surgir nos últimos 15 minutos do primeiro tempo,
quando as pernas dos adversários começaram a pesar. Patrick fez jogada individual
e caiu na área. Equivocadamente o árbitro paulista marcou penalidade máxima,
mas o camisa 10 rubro-negro bateu mal e foi parado pelo goleiro do São Bento.
Ainda teve a oportunidade de marcar no rebote, driblou o arqueiro, mas perdeu
um gol incrível.
Algo a
se elogiar na primeira etapa foi a postura dos últimos homens de marcação do
Flamengo. Rafael Santos e Dener foram muito bem no combate direto e no
posicionamento nos constantes contra-ataques do adversário.
No
geral, Fla acabou errando mais do que deveria nos primeiros 45 minutos.
Proporcionou oportunidades de transições que não podem ser repetidas contra
equipes mais qualificadas. Já nos minutos finais, conseguiu o gol que abriu o
placar, sempre com os laterais bem projetados e atacando simultaneamente, o
Flamengo foi premiado. Michael cruzou e Kléber, lateral do outro lado, subiu e
cabeceou com estilo. O tento deixou claro que, se a equipe buscasse mais
jogadas pelos lados do campo, o placar poderia ter sido maior.

Lance do primeiro gol: laterais sempre projetados e atacando simultaneamente. Quando a equipe trabalha a bola e executa os movimentos corretamente, funciona
No
intervalo, Gilmar Popoca sacou Michael, com dores musculares, e Gabriel Silva,
apagado na partida. O prodígio Vinícius Junior e o jovem Wesley foram os
escolhidos, ambos nascidos em 2000, assim como o atacante Lincoln, ou seja, com
apenas 16 anos. Após a saída de Michael, Kléber foi jogar na lateral-esquerda e
só voltaria à sua posição de origem após o gol de empate sofrido pelo Flamengo.
Na
segunda etapa o Flamengo abandonou completamente o seu modelo de jogo. Entrou
no ritmo do São Bento, verticalizando todas as jogadas e oferecendo ainda mais
espaços ao adversário com uma recomposição completamente equivocada, sem montar
as linhas de marcação no momento defensivo, e dando muita liberdade ao São
Bento, que detinha a posse de bola. Por conta disso, o time de Sorocaba
conseguiu chegar com passes em profundidade, principalmente pelo lado direito.
Quando
voltou a ter a bola, o Flamengo melhorou um pouco. As entradas de Hugo Moura e
João Pedro nos lugares dos apáticos Jean Lucas e Patrick foram importantes
neste sentido. Defensivamente, porém, os problemas persistiram e o São Bento,
depois de chegar duas vezes com muito perigo, empatou aos 35 minutos com Luis
Gabriel. Contudo, o Flamengo insistiu e conseguiu fazer o gol da vitória no
último minuto. Vinícius Junior fez ótima jogada pela esquerda e serviu Hugo
Moura dentro da área. Lutando para recuperar espaço no elenco após lesão na
mão, o camisa 5 bateu firme no canto direito e definiu a classificação.
Assim
como na primeira partida, o Fla não conseguiu ter equilíbrio emocional para persistir
nos princípios que treina e que são necessários para executar bem o seu jogo. O
time tem um ideal de futebol e os jogadores demonstram saber o que fazer para
que ele dê certo, mas esta estratégia não pode ser abandonada mediante os
obstáculos e dificuldades. A competição reserva desafios muito mais difíceis e
é preciso entender o panorama o mais rápido possível.

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