Flamengo tem uma das piores relações faturamento/torcida.

Torcedor do Flamengo gritando – Foto: Divulgação

EPOCA
EC
: Teoricamente, os valores de patrocínios obtidos por clubes de futebol estão
ligados aos tamanhos de suas torcidas. Quanto mais torcedores existirem, mais
consumidores em potencial estarão ao alcance das empresas. Teoricamente. Num
mercado como o brasileiro, em que patrocínios políticos ou torcedores superam
os movidos por razões mercadológicas, percebe-se uma enorme discrepância quando
se tenta avaliar a “eficiência” dos departamentos comerciais dos times.

Os
dados foram calculados por Cesar Grafietti, superintendente de crédito do Itaú
BBA, que acaba de publicar seu estudo anual sobre as finanças dos clubes. O
trabalho toma como base os balanços financeiros referentes a 2016 e cruza os
valores de patrocínios com os tamanhos das torcidas, por sua vez medidos pelo
Ibope em 2014. O resultado é uma espécie de “índice de aproveitamento” de cada
equipe – os milhões de reais divididos pela quantidade de torcedores.
Flamengo
e Corinthians, donos das maiores torcidas do país segundo a pesquisa do Ibope,
têm índices pouco animadores. Os valores não são ruins. Longe disso. Os
flamenguistas arrecadaram R$ 66,3 milhões com patrocínios no ano passado, e os
paulistas R$ 71,5 milhões. Vale lembrar que uma boa fatia em ambos os casos é
estatal – a Caixa destinou R$ 25 milhões aos rubro-negros e R$ 30 milhões aos
alvinegros em 2016. A conclusão a que se chega é que, pelo menos perante as
imensas torcidas medidas pelo instituto, ambos têm uma performance comercial
abaixo do potencial.
Na
outra ponta o Palmeiras, patrocinado por torcedores envolvidos na política do
clube, caso de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, ambos donos da Crefisa e
conselheiros palmeirenses, tem um índice para lá de positivo. Os R$ 90,7
milhões faturados com patrocínios contrastam com cerca de 12 milhões de
pessoas, um terço do que registra o Flamengo no Ibope. Isso dá ao time o melhor
desempenho comercial do país. Internacional e Grêmio vêm a seguir com índices
próximos ao palmeirense (confira o ranking no infográfico abaixo).
Não
leve os números a ferro e a fogo. A medição dos tamanhos das torcidas, seja no
Ibope ou em qualquer outro instituto de pesquisa que siga a mesma metodologia,
é superficial. Não leva em consideração o nível de engajamento dos torcedores
aos clubes que eles dizem torcer quando entrevistados, um fator importante no
convencimento de potenciais patrocinadores. Nem é apropriado crer que o futebol
deva respeitar apenas questões mercadológicas. Política e torcedorismo fazem
parte de qualquer mercado, não só do brasileiro. Mas a lista dá uma ideia de
quem tem conseguido valores acima de seu potencial de mercado – e também
abaixo.

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