sexta-feira, setembro 18, 2020
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Flamengo x Atlético-PR é marcado por recorde de público e freguesia

Hedeson Alves/Vipcomm

UOL: Os
rubro-negros Flamengo e Atlético-PR se enfrentam em um jogo decisivo nesta
quarta-feira (26). Às 21h45 (de Brasília), os times duelam na Arena da Baixada
pelo futuro na Copa Libertadores. O compromisso é fundamental para as
pretensões de ambos em avançar às oitavas de final da competição sul-americana.

O UOL
Esporte selecionou alguns pontos curiosos dos duelos entre cariocas e
paranaenses em Curitiba. Entre tantos ingredientes atrativos, o jogo é marcado
pelo recorde de público do estádio Couto Pereira e por uma vitória isolada do
Flamengo na Arena da Baixada, ainda na tumultuada passagem de Ronaldinho pela
Gávea.
Ronaldinho, a exceção na freguesia
Ao
longo da história, o Atlético-PR é cruel com o Flamengo nos jogos em Curitiba,
especialmente na Arena da Baixada. Desde 1999, quando o estádio foi
reinaugurado, foram 11 vitórias e 4 empates, com direito a goleadas por 4 a 0,
4 a 1 e 5 a 3. O único triunfo flamenguista aconteceu na Copa Sul-Americana de
2011.
Ameaçado
pelo rebaixamento no Brasileirão (que viria a se concretizar), o Furacão de
Renato Gaúcho mandou a campo um time reserva com a ideia pública de não avançar
na competição. O empate bastava ao Flamengo, que vencera no Rio de Janeiro por
1 a 0, mas Ronaldinho Gaúcho pôs fim ao jejum carioca em Curitiba, que durava
37 anos, desde que o Fla fez 2 a 1 atuando no Couto Pereira. Foi a primeira e
única vitória carioca no caldeirão atleticano até hoje.
Convidado ilustre em Curitiba
O
Flamengo foi o convidado de honra em duas das quatro inaugurações da Baixada,
antes mesmo da Arena – e até da existência do próprio Atlético. Primeiro
estádio do Paraná, o Joaquim Américo (nome oficial da Arena) foi inaugurado em
1914 com uma impiedosa goleada carioca sobre o Internacional, que com a fusão
com o América formaria o Furacão: 7 a 1.
Em
1994, 80 anos depois, já sob a tutela do Atlético, a Baixada recebeu o Flamengo
para mais um jogo festivo. Era a volta do Furacão ao Caldeirão após quase dez
anos atuando no Pinheirão. Desta vez os donos da casa fizeram melhor e venceram
por 1 a 0.
Multidão rubro-negra
Dono
de todos os recordes de público nos estádios de Curitiba por muito tempo, o
Atlético-PR teve o Flamengo como adversário no duelo mais incômodo de todos, na
casa do rival Coritiba. Era a semifinal do Brasileirão de 1983 e o Flamengo
havia vencido o jogo de ida por 3 a 0 no Rio de Janeiro. Ao Furacão, sobrou a
difícil missão de derrubar o time de Zico jogando no Couto Pereira, casa
coxa-branca. Washington fez dois no primeiro tempo e enlouqueceu a maioria das
67.391 pessoas.
Mas
parou por aí, e o Fla se sagrou tricampeão diante do Santos. O recorde perdura
até hoje, com o “encolhimento” da capacidade do estádio por medidas
de segurança. Em seu site, o Coxa atribui o recorde de público ao evento de
visita do Papa João Paulo II em 1980: 70 mil pessoas.
No
Brasileirão de 2016, os times empataram em 0 a 0 na última rodada aos olhos de
38.020 pessoas, recorde do Atlético na nova Arena. No geral, a marca pertence
ao jogo Austrália 0 x 3 Espanha, na Copa de 2014, com 39.375 presentes. A
expectativa é a de que os clubes quebrem mais esse recorde.
Rivalidade em construção
Atlético-PR
e Flamengo não chegam a rivalizar como o xará Mineiro faz com o Rubro-negro
carioca ou mesmo o Furacão tem histórico com o Fluminense. Mas, ainda assim, é
uma história com grandes jogos. Até hoje, os cariocas sempre sorriram nos
momentos capitais. Foi assim em 1983, na semifinal do Brasileiro, em 2011, na
Copa Sul-Americana, e em 2013, na decisão da Copa do Brasil.
Sem a
força da Arena, o Atlético recebeu o Flamengo na Vila Capanema e apenas
empatou, 1 a 1. No Maracanã lotado, Elias e Hernane fizeram já no fim do jogo
os gols do título do Flamengo. No geral, porém, a vantagem é atleticana em
jogos oficiais: 19 vitórias do Furacão, 16 do Fla e 11 empates. A maior goleada
também é do Atlético: 4 a 0 em 2001, quando acabaria campeão brasileiro.
Como chegam os times para a decisão
O
Atlético receberá o Flamengo na largada de jogos decisivos que fará com uma
média de um a cada três dias. Os quatro próximos serão em Curitiba, dois pela
Libertadores – o outro contra o San Lorenzo-ARG – e as finais do Paranaense
contra o Coritiba. Com a intenção de somar duas vitórias e chegar aos 10 pontos
no Grupo 4 da Libertadores, o Furacão deve priorizar a competição
internacional. Ainda assim, desfalques são certos.
O
técnico Paulo Autuori ainda não poderá contar com o meia Carlos Alberto, cuja
expectativa é a de estar no banco. Jonathan, destaque atleticano na derrota por
2 a 1 no Maracanã, está fora. A lateral-direita terá improvisação, uma vez que
Léo foi afastado e Cascardo não está inscrito na competição. O jovem Zé Ivaldo,
zagueiro de 20 anos, vai aparecer no setor. O meia-atacante Pablo também está
fora. A boa nova é a volta de Otávio no meio campo. Ele pode atuar ao lado de
Rossetto ou Deivid. Na frente, Felipe Gedoz e Douglas Coutinho são as opções.
O
Flamengo também se concentra nas decisões pela Libertadores – Atlético-PR e
Universidad Católica-CHI – no intervalo das finais do Estadual contra o
Fluminense. Os cariocas querem pelo menos mais quatro pontos nos três jogos
restantes para garantir a classificação às oitavas de final. Um empate na Arena
da Baixada é considerado excelente resultado nos bastidores.
Sem
Diego, nome do jogo entre os times no Rio de Janeiro e que se recupera de
cirurgia no joelho direito, o técnico Zé Ricardo pode optar por uma formação
mais defensiva com Márcio Araújo, Romulo e Willian Arão no meio de campo. A
esperança de gols é o atacante Paolo Guerrero. Na zaga, Révar terá a companhia
de Donatti ou Rafael Vaz.

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