quarta-feira, setembro 23, 2020
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Flamenguista, Mauro Cezar rebate críticas do Palmeiras.

MAURO
CEZAR PEREIRA
: Em seus tempos de rádio, Kléber Leite, flamenguista assumido
desde sempre, costumava dizer que “ninguém é filho de chocadeira”.
Era uma maneira de lembrar que todos na imprensa esportiva têm suas cores, uma
história de torcedor.
Nasci
em Niterói (RJ). Uma conclusão quase óbvia é meu time de infância ser carioca.
Repórter, cobri os quatro grandes do Rio de Janeiro. Houve um clube onde os
dirigentes não gostavam nem um pouco de minhas matérias. Aos colegas
perguntavam pra quem torcida quando liam o que os desagradava. Ao ouvir a
resposta, duvidavam.
Isso
me deixava orgulhoso, sinal de que estava separando bem trabalho e minha
história de arquibancada. Nem poderia dizer que estava sabendo isolar
sentimento e trabalho porque minha profissão é uma grande paixão, ela sempre
fica acima.
É como
ganho a vida e distorcer os fatos não passaria de tolice, que não faria o
pênalti perdido entrar ou o goleiro defender a bola que foi às redes. E não
estaria sendo honesto comigo mesmo, menos ainda com quem nos acompanha, lê,
ouve.

colegas que dizem para quem torcem quando perguntados, outros declaram
abertamente e há quem não revele nem sob tortura. Não costumo falar sobre isso
por achar irrelevante no exercício de minha profissão. Qual a importância
disso, afinal?
Desde
2004 na ESPN, sempre mantive tal posição. Não se trata de “esconder”,
“não assumir”, “disfarçar”. Só não acho importante. Se um
jogador nasce torcedor de um time e mais tarde defende o rival ele é
“profissional”. Por que jornalistas não podem ser?
Afirmo
que não há torcida de time grande que jamais tenha se irritado com meus
comentários e textos nesses 12 anos, o que encaro como parte da missão. Duro é
o comentarista não despertar reações, ser ignorado por não dizer nada.
Há casos
em que, depois, pessoas voltam atrás e até concordam comigo. Em outros isso não
acontece, inclusive porque o futebol mexe com os corações e vivemos tempos de
intolerância com qualquer opinião que não se pareça com as das pessoas.
Gostaria
de ir mais vezes a estádios, mas nem sempre é possível, pois geralmente estamos
trabalhando durante as rodadas. Mas quando dá, lá estou. Agora, por aparições
na arquibancada, tenho sido “acusado” de torcer pelo Flamengo.
Alguns
tentam me rotular como “tendencioso”. Generoso que sou, para
facilitar o entendimento elaborei uma listinha (abaixo) com textos meus e
vídeos contendo comentários que não seriam chancelados pela assessoria de
imprensa rubro-negra.
Se
depois de ler e ouvir alguém insistir em tal tese, paciência. Apenas
respeitarei o direito que as pessoas têm de parecerem idiotas. Pois em 2016 o
Pacaembu virou “Maracanã”, ficou parecido com meu velho habitat. Lá
estive e continuarei indo.

Patrulha
alguma vai me tirar tal direito. Ainda mais de quem me “condena”, mas
aplaude JORNALISTAS que torcem pelos SEUS times e vibram quando os mesmos são
vistos e/ou fotografados no meio de suas torcidas.

Nunca
ganhei um centavo de clube de futebol. Jamais prestei serviços a qualquer
agremiação. Em meus 33 anos de jornalismo, dentro ou fora do esporte, sempre
recebi minha remuneração das empresas para as quais trabalhei e trabalho.
Não é
meu objetivo, amo o que faço, mas se um dia trabalhar para um clube, seja ele
qual for, serei assessor de imprensa ou algo do gênero. Não acumularei funções
em veículos de comunicação, pois é absolutamente incompatível.
Seguirei
do lado de cá do balcão, e num dia de folga, posso aparecer numa arquibancada.
Pagando pelo ingresso, como você. Aqui ou na Argentina, onde existe um time
que, pela sua incomparável torcida, me cativou há mais de duas décadas.

Post deste blog publicado em 26 de agosto de 2014 – Foto: Screenshot / Blog do Mauro Cezar
Minha
filha torce pelo Palmeiras. Quando mais nova, a levei muitas vezes ao Palestra
Itália. Lá, compartilhávamos a paixão pelo futebol. Quando o clube completou
100 anos, escrevi, de coração, um texto em homenagem — clique aqui e confira.
Naturalmente
muitos que leram me perguntaram qual era o adversário da Academia — como o
querido Racing Club — comandada por Ademir da Guia naquela noite no Maracanã.
Já que desejam tanto saber… Ora, ele vestia vermelho e preto.

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