sábado, setembro 26, 2020
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Foi dada a largada.

Buteco
do Flamengo – Irmãos rubro-negros,

que
estupenda entrevista fez o Flavio H. Souza (Pedrada RN) com o Luiz Eduardo
Baptista, o Bap, e publicada no Mundo
Rubro-Negro.
Bastante
esclarecedora, a entrevista escancarou as vísceras da formação, ainda em 2009,
do grupo político que culminou na criação da “Chapa Azul” e na eleição de
Eduardo Bandeira de Mello para presidente do Clube de Regatas do Flamengo, no
pleito de dezembro de 2012.
Após
praticamente dois anos de gestão conjunta, o Bap decidiu se desligar da
diretoria, apontando como razão da ruptura divergências a respeito do
procedimento decisório.
Em
outras palavras, segundo o Bap, houve quebra do acordo previamente ajustado
quanto ao modo pelo qual as decisões seriam tomadas.
Embora
o modelo delineado pelo estatuto do Flamengo seja presidencialista, havia um
acordo de cavalheiros para que as decisões fossem tomadas por um colegiado, o
Conselho Diretor, formado pelas pessoas que integram o “núcleo duro” do grupo
político dirigente.
Nas
palavras do Bap, paulatinamente as decisões passaram a respeitar menos as
orientações do colegiado e a obedecer mais a vontade do presidente Eduardo
Bandeira de Mello, dando ensejo à perda de confiança não apenas em relação a
certas pessoas, mas também quanto à possibilidade do atual mandatário conduzir
o Flamengo ao patamar de grandeza que lhe é inerente.
Bap
deixou claro que o rompimento é definitivo e que já articula nos bastidores
apoio político para a formação de uma chapa de oposição, que poderá contar
inclusive com membros que permanecem na diretoria.
Não há
dúvidas: foi dada a largada, talvez prematuramente, com possíveis reflexos no
futebol do clube, para a disputa eleitoral que ocorrerá em dezembro deste ano.
Analisando
a entrevista, e desde já deixando claro que comento de fora, sem qualquer
familiaridade com os fatos que se desenrolaram, e ainda se desenrolam, na
política do clube, acho que o Bap realmente deve ter suas razões para abandonar
uma gestão que ele ajudou a formar.
Não
duvido que com o passar do tempo tenha havido uma maior centralização do poder
decisório nas mãos do presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Agora,
com o devido respeito, e aqui, reitero, emito uma opinião à distância, não me
convence muito esse conversa de que “as decisões eram colegiadas, tomadas pela
vontade da maioria”.
Explico:
o Bap é muito inteligente e, ele mesmo confirma isso, parece ser uma pessoa de
personalidade muito forte; como tal, aparenta possuir uma opinião altamente
elogiosa sobre si mesmo; isso, por sua vez, acarreta, em regra, uma
sensibilidade aflorada no lidar com críticas e perspectivas contrárias; daí
certa tendência para impor suas opiniões.
Embora
até acredite que, uma vez decidida a questão, e ainda que fosse voto vencido,
ele a respeitasse, acho que o Bap é um sujeito dificílimo de conviver num
ambiente de tomada de decisão coletivo. Ele parece ser uma pessoa que tenta de
todas as formas fazer valer o seu entendimento, e que não aceita fácil ou
passivamente o êxito de uma proposta divergente.
Então,
essa idéia da “decisão colegiada”, em se tratando de uma pessoa de
personalidade notoriamente forte e impositiva, fica, naturalmente, um tanto quanto
relativizada.
Que o
Flamengo, por sua grandeza, deva evitar uma administração personalista, está
certíssimo; que duas ou mais cabeças pensam melhor que uma, sobretudo quando o
emocional está intensamente envolvido no processo, idem.
Mas, a
despeito de concordar integralmente com essas afirmações, creio, também, que há
uma certa fogueira de vaidades a queimar na Gávea, de um lado e de outro.
Esse
racha não é bom para ninguém, muito menos para o Flamengo. O ideal, tenho
certeza, seria a solução ventilada pelo Flavio, a respeito da possibilidade de
um reencontro e da composição de uma chapa única, contando com o EBM, Bap,
Wallim e todos os que integram o núcleo do grupo político.
Concorde-se
ou não com as razões invocadas pelo Bap para a ruptura, o fato é que algumas
observações dele estão corretas e deveriam servir para melhorar a gestão do
clube.
Nesse
sentido, as lutas que se avizinham para o Flamengo serão duríssimas e exigirão
do clube uma postura muito mais firme e corajosa do que temos visto
recentemente, como, por exemplo, no revoltante episódio envolvendo as ofensas
dirigidas pelo tal Rubinho ao presidente Eduardo Bandeira de Mello.
O
Flamengo, diante da humilhação sofrida pelo presidente do clube numa reunião do
Conselho Arbitral, deveria ter rompido imediatamente com a Ferj, abandonando o
Campeonato Carioca ou mandando a campo apenas o time reserva.
O
clube deve, sim, lutar pela criação de uma Liga e livrar-se de vez desse bando
de sanguessugas, pois sem o Flamengo o futebol carioca não existe.
Mas
além da briga pela criação de uma Liga, a ocasião exigia do Flamengo um
posicionamento muito mais firme e incisivo em relação à Ferj e ao campeonato. E
se porventura os contratos de transmissão firmados e os estatutos arcaicos que
prendem os clubes como escravos não nos permitissem a ruptura total, que ao
menos o clube desprezasse a disputa, botando em campo apenas o time reserva.
No
fim, embora “sob protesto”, jogamos pra valer,  lotamos o Maracanã e enchemos o bolso do
Rubinho e afins de dinheiro. Pior, não fomos para a final em virtude de um
roubo descarado. Nem aquele milhãozinho de reais da Taça Guanabara nós botamos
no cofre.
Em
suma: vivenciamos um vexame, dentro e fora de campo.
Além
disso, está cada vez mais evidente que o Flamengo necessita urgentemente de um
estádio próprio, se pretende ombrear com os maiores clubes do país e do
continente.
O
Flamengo hoje é mantido como refém do Maracanã.
Enquanto
o Cruzeiro, por exemplo, fica com 72% da renda que sua torcida proporciona no
Mineirão, o Flamengo, o trem pagador não apenas da Ferj, do Eurico e de uma
infinidade de clubes minúsculos, fica no máximo com 30% do que a Nação
Rubro-Negra gera de receita no Maracanã.
Nosso
ginásio só saiu, se é que sairá, depois que houve uma mobilização incluindo
diretoria, torcida e alguns setores da imprensa.
Como
construiremos nosso estádio no meio de um meio sórdido como são a política e o
futebol brasileiros, e em particular o contexto carioca?
Com
certeza não será agindo com fleuma, pedindo licença e por favor.
Portanto,
na minha humilde opinião, falta à diretoria, às vezes, adotar uma postura menos
polida e mais agressiva. Não adianta defender-se com uma pena a quem lhe ataca
com um porrete.
No
mais, continuo fervoroso entusiasta da diretoria e de tudo o que tem sido feito
em prol do Flamengo. Sou grato, de coração, por terem resgatado o Mais Querido
das mãos de um bando de incompetentes oportunistas.
Mas é
preciso ouvir com atenção as críticas pontuais de quem deseja o bem do
Flamengo. E isso engloba também a gestão do futebol, ainda muito aquém do que
tem sido realizado extra-campo.
A
gestão capitaneada por Eduardo Bandeira de Mello revolucionou o modo de gerir o
Flamengo. Trouxe para o clube as mais modernas práticas de governança
corporativa e hoje o Flamengo voltou, ao menos fora de campo, a ser a maior
referência do futebol brasileiro.
Dentro
de campo, o Mengão venceu e classificou-se para a próxima fase da Copa do
Brasil, eliminando o jogo de volta.
A
despeito da fragilidade do adversário, o jogo foi tranqüilo, com o Flamengo
dominando amplamente as ações desde o início.
O
Flavio, ontem, fez uma ótima análise da partida, que eu subscrevo
integralmente.
Apenas
gostaria de corroborar o que foi dito por ele a respeito do Mugni, que
surpreendentemente jogou bem de volante, mostrando boa desenvoltura para a
posição.
Mas eu
indago: esse deslocamento do Mugni é fruto da visão do Vanderlei Luxemburgo, ou
seria mais uma invencionice do técnico?
Além
do Mugni, e como muito bem observado pelo Flavio, quem também entrou bem foi o
estreante Almir.
Fazendo
o que Márcio Araújo, Gabriel e Everton não possuem condições de realizar, que é
botar a bola no chão e fazê-la girar, o Almir estreou bem, quase marcando um
bonito gol em jogada individual.
Sua
atuação demonstra algo constatado pela torcida há muito tempo, e com particular
ênfase pelo nobre Carlos Mouta: a necessidade premente do Flamengo contratar um
jogador que pense no meio de campo do time.
Evidentemente,
esse jogador não é o Almir e tampouco é o Arthur Maia.
Resta
ao clube fazer um esforço e buscar um jogador com essas características no
mercado.
Abraços
e Saudações Rubro-Negras a todos.
Uma
vez Flamengo, sempre Flamengo.

Luiz Mengão Eduardo AS

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