domingo, setembro 20, 2020
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Futebol do Flamengo é uma zona.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

LEITURA
DO JOGO
: Pelo quarto semestre seguido o time
fracassa em tudo que disputa e, para piorar, os mandatários acreditam que o
“trabalho está sendo bem feito”. Mesmo após investimento milionário, melhorias
no Ninho do Urubu e parceria com a empresa Exos (especializada em performance
de jogadores), o Flamengo conseguiu ser eliminado de forma vexaminosa em três
torneios no ano: Primeira Liga, Campeonato Carioca e Copa do Brasil.

Muitos
torcedores preferem colocar a culpa nos jogadores e apontar A ou B como vilões,
mas a principal causa da mediocridade rubro-negra está no comando do futebol, e
um dos responsáveis por isso tem nome e sobrenome: Rodrigo Caetano. O diretor
de futebol do Fla, contratado após péssimos trabalhos em Fluminense e Vasco, é
o reflexo do time dentro de campo: apático, derrotado e sem pulso. Com o
segundo maior salário entre os executivos do Brasil, Caetano conseguiu perder
tudo que disputou, tomou algumas das medidas mais equivocadas da história
recente do Flamengo (dar autonomia ao ultrapassado Luxemburgo, renovar com
Sheik, Wallace, Márcio Araújo, etc) e montou um elenco pro início do Campeonato
Brasileiro com apenas dois zagueiros. Recompensa? Contrato renovado por três
temporadas, blindagem por parte da Chapa Azul (grupo político do atual
presidente) e respaldo da cúpula que “dirige” o futebol.
Já o
senhor Flávio Godinho, vice-presidente de futebol, esperou o terceiro vexame em
menos de quatro meses para dar satisfação à maior torcida do Brasil. Em contato
por mensagem de celular com o Globoesporte.com, Godinho disse que “é hora de
parar e reavaliar conceitos”. Mas só agora? Depois de quase um semestre de
trabalho e com o Campeonato Brasileiro em curso? Vale lembrar que o VP é o
mesmo que no final do ano passado prometeu “passar o rodo”.
Por
fim, o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Personificado como mito e
idolatrado por muitos conselheiros, o seu segundo mandato  é uma piada. Mesmo colhendo frutos de um
excelente trabalho feito por ex-membros da Chapa Azul (Bap, Landim, Tostes,
etc), o presidente consegue deixar o futebol do Flamengo comparável a momentos
sombrios da história do clube. E o pior: Bandeira tinha aceito ser chefe de
delegação da Seleção Brasileira da CBF na Copa América – mesmo após todas as
críticas feitas à entidade que representa a podridão do futebol brasileiro e
que é o braço direito da FERJ – mas recuou devido à conjuntura do Fla.
Após
citar o péssimo trabalho dos três cartolas, pode-se comentar sobre Muricy
Ramalho. Tratado como “barcelonizado”, o técnico cada vez mais se mostra
incapaz de montar uma equipe equilibrada e ofensiva, como o mesmo propôs no
início do ano. Existem momentos que o time do Flamengo joga no 4-2-4, aquele
mesmo esquema hegemônico na década de 50. Após a vitória por 1×0 contra o Sport
na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o próprio Muricy deu a entender
que vai retornar com o “Muricybol”, estratégia usada nas suas principais
conquistas, mas que, em 2016, não tem eficiência garantida.
Além
de todos os problemas mencionados, o Flamengo ainda não conseguiu patrocínios
para substituir as saídas de Jeep e Guaravita. Isto é, o Rubro-Negro só tem
patrocínio fixo da Caixa, mesmo com membros da Chapa Azul garantindo durante o
período das eleições em 2015 que havia “fila de patrocinadores” na Gávea e que
o Flamengo “se vendia sozinho”.
Caso
não ocorra uma mudança brusca nas diretrizes do clube, o ano de 2016 está
fadado ao fracasso, assim como foi 2015.
Por Luiz
Felipe Borges

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