segunda-feira, setembro 28, 2020
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G4 agora é obrigação.

Diego Ribas durante Juventus x Sampdoria – Foto: Massimo Cebrelli/Getty Images

GOAL: Por
Bruno Guedes 

O ano
de 2016 é o que a gestão Bandeira de Mello mais investiu no futebol. Com a
chegada do meia Diego, a folha salarial do clube bateu na casa dos R$ 10
milhões, tudo dentro do que o clube pode pagar. Com seis estrangeiros, foram
gastos aproximadamente R$ 21 milhões em contratações, superando todos as
temporadas anteriores. Em um elenco experiente e jogadores de peso, qualquer
coisa diferente de uma briga pela classificação para a Libertadores pode ser
considerada um fracasso.
Com a
chegada de mais um reforço no ano, o 12ª só nesta temporada, o Flamengo chega
ao final da janela de transferência do futebol brasileiro com um dos elencos
mais experientes e fortes do Brasileirão. Ao todo são 34 jogadores (sendo que
alguns ainda serão emprestados) e a média de idade em 26,7 anos. Para cada
posição há, no mínimo, dois atletas. Não há mais desculpas para ficar no meio
da tabela. Principalmente as mesmas aplicadas em outros anos: a falta de
investimento no futebol.
O
Flamengo acertou em cheio ao efetivar o Zé Ricardo. Mais ainda a entregá-lo um
plantel qualificado, reforçado e principalmente com atletas capazes de
desequilibrar. O time está sendo montado no meio do ano, verdade, porém agora a
exigência muda de lado. Passou da diretoria para comissão técnica e,
principalmente, para os jogadores. É a hora de o trabalho começar a dar frutos
e os envolvidos absorverem a mais a ideia de que apenas o topo da tabela
interessa.
Os
jogadores, por muitas vezes, parecem “desligados” da importância de
estar em um clube do tamanho do Flamengo. Vimos isso em diversos momentos
contra o Botafogo, onde o time estava taticamente equilibrado, mas
“sonolento” e sem o brio de outras épocas onde carecia de
investimento (e principalmente talento, coisa que agora sobra). E isso não
parte mais somente de uma equipe organizada ou apenas da comissão técnica, mas
dos atletas. Essa falta de concentração e um pouco mais de vontade tem sido
fatal nos finais das partidas.
A
partir de agora as cobranças serão maiores. E por isso os resultados precisam
estar à altura delas. A diretoria cumpriu com o prometido. Agora quem está em
dívida com a torcida e o clube são os artistas do espetáculo. O pagamento para
isso é, no mínimo, a vaga na Libertadores.

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