sábado, setembro 26, 2020
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Galinhada à Candanga.

BUTECO
DO FLAMENGO
: Salve, Buteco! No primeiro jogo do Mais Querido pelo Brasileiro no
horário de 11:00h no Mané Garrincha, vieram os importantes três pontos que nos
mantiveram firmes na luta pelo G4. Vindo de inesperada e esquisita goleada no
domingo passado em uma partida na qual o time dominou grande parte do jogo e
subitamente se desmanchou dentro de campo, o confronto contra o Atlético/MG, em
franca ascensão no campeonato, era aguardado com certa apreensão por grande
parte da torcida, especialmente pela manutenção da política de vender
livremente significativa porção dos ingressos para a torcida rival nas
arquibancadas superiores, na área mista. Temia-se uma “invasão da torcida
atleticana”, superior ao comparecimento da carente torcida palmeirense,
que não via o time jogar em Brasília havia mais de uma década. A derrota era
dada como favas contadas pela grande maioria da crônica esportiva.
No
estádio, fora de campo o que se viu foi o oposto: mal comparando os três mandos
em Brasília pelo atual campeonato brasileiro, acho que o número de torcedores
rivais decresceu nos jogos contra Palmeiras, São Paulo e Atlético/MG, embora a
proporção de torcedores rivais tenha sido bem semelhante nas duas últimas. Na
minha modesta opinião, se tivesse que apostar, diria que, desses três
adversários, o clube que tem mais torcedores na região é o mineiro, porém dos
três foi o que jogou mais vezes por aqui na última década, seguido do São Paulo
o que talvez explique a proporção de público nas três partidas.
A
exemplo do jogo contra o São Paulo, a torcida adversária foi
“isolada” nas superiores entre a área mista, compartilhada com
torcedores do Flamengo, e as áreas reservadas para as torcidas organizadas,
vigiadas por policiamento ostensivo. Ao contrário da partida contra o São
Paulo, quando houve alguns “penetras” nas inferiores (embora em
número não significativo), dessa vez o controle foi bastante rigoroso e
eficiente, e não se viu torcedores atleticanos no espaço reservado ao torcedor
rubro-negro, que compareceu em maioria ao estádio.
Continuo
sendo francamente contrário à política da Diretoria de vender tantos ingressos
à torcida adversária, o que diminui o efeito do mando de campo e da pressão da
nossa torcida, resultando em perda de competitividade, afetando claramente o
lado esportivo. Todavia, sinto-me obrigado a afirmar que, dentro da linha de
pensamento que adotam, ao menos houve progresso no gerenciamento e controle do
fluxo de torcedores, malgrado tenha sido, dentre os três mandos pelo Brasileiro
no Mané Garrincha, o de menor público.
***
Com a
bola rolando, dentro de campo vimos um Flamengo começando forte e fazendo
pressão, não deixando o Atlético/MG respirar. O gol saiu de forma absolutamente
natural e foi consequência do domínio rubro-negro. Destaque para Mancuello e
sua assistência “de primeira” para o gol de Felipe Vizeu (em tarde
inspirada). Porém, após o gol o Atlético/MG tentou reagir e no final do
primeiro tempo passamos sufoco.
O
Atlético/MG formou com um 4-2-3-1 bastante nítido, enquanto o Flamengo
apresentou uma variação entre o 4-1-4-1 e um 4-2-3-1, “espelhando” o
esquema do Atlético/MG, no qual, mais ou menos a partir da segunda metade do
primeiro tempo, Márcio Araújo muitas vezes formou a primeira linha ora entre
Réver e Rafael Vaz, ora se posicionando defensivamente na lateral esquerda, com
Jorge mais livre pelo lado esquerdo e algumas vezes até pelo meio, ao lado de
Willian Arão. Essa formação, coincidência ou não, foi adotada nos momentos em
que o Flamengo sofreu maior pressão. Por ora, não sei dizer se foi causa ou
remédio para a situação.

No
segundo tempo o time jogou praticamente o tempo todo no 4-2-3-1, variando para
o 4-1-4-1 quando Cuéllar substituiu Fernandinho e jogado como meia interno ao
lado de Márcio Araújo, Willian Arão passado para a ponta direita e Gabriel na
esquerda. O esquema foi mais conservador e Márcio Araújo jogou à frente da
zaga. Talvez por isso achei o time mais consistente e menos oscilante. Muito
embora na primeira metade do primeiro tempo tenha vivido o seu melhor momento
na partida e exercido forte pressão sobre o Atlético/MG, na segunda etapa houve
mais harmonia, provavelmente porque nosso capitão Willian Arão, ao contrário do
que ocorrera na etapa inicial, “entrou no jogo”, o que para mim fez
toda a diferença.

Jayme
de Almeida revelou, na entrevista pós-jogo, que Mancuello atuou com febre e
quase desfaleceu no intervalo. Acho que as declarações do Rafael Carioca
“incendiaram” o nosso time, pois jogadores como Pará, Márcio Araújo e
Felipe Vizeu atuaram com uma disposição absolutamente incomum, tamanha a
entrega durante toda a partida. Pará por diversas vezes pediu o apoio da
torcida, sendo imediatamente atendido em todas as ocasiões. Márcio Araújo
normalmente corre bastante, mas ontem foi diferente de todas as vezes que o vi
dentro de campo, e Felipe Vizeu, bem, este parecia ter uma motivação a mais,
que pode ter sido a contratação de Leandro Damião, o que apenas prova que sabe
reagir positivamente em situações adversas.
Se o
Atlético/MG atuou com importantes desfalques, o mesmo aconteceu com o Flamengo.
No duelo entre os elencos, o Mais Querido levou vantagem. Espero sinceramente
que a raça e a capacidade de reação do elenco não tenham sido pontuais e, ao
contrário, representem uma mudança de postura permanente e definitiva,
permitindo que no mínimo o Flamengo tenha sucesso na obtenção de uma vaga na
Libertadores pelo Brasileiro e o título da Copa Sul-Americana.
***
Também
aguardo uma mudança de postura do treinador e de seu auxiliar em relação aos
estrangeiros. Apesar da atuação com muita raça de jogadores como Márcio Araújo
e Fernandinho, não é aceitável que Mancuello e Cuéllar sejam reservas e tão
pouco utilizados, sendo claramente superiores aos que hoje detém a preferência
da dupla Zé Ricardo/Jayme de Almeida.
Sinto-me
a vontade para abordar o assunto após uma boa vitória como a de ontem, pois com
uma primeira linha na qual apenas Rafael Vaz e Jorge tinham qualidade técnica
para sair jogando e um volante do nível de Márcio Araújo, o que se viu em campo
foi o nosso quarto-zagueiro (Rafael Vaz) sobrecarregado na função – saída de
bola. Então, o que aparentemente pode parecer individualismo do atleta
(quantidade de lançamentos ou “chutões” para frente), na verdade é
resultado do fato de ser, na defesa, ao lado de Jorge, o único com qualidade
técnica para a saída de bola, o que poderia ser diferente se o reforço
contratado para a função, Gustavo Cuéllar, fosse escalado.
***
No
final, não sei se foi uma despedida de Brasília em 2016 (não cabe a mim
definir), mas fica a certeza de que, ao menos contra o Atlético/MG, forma-se a
tradição da Galinhada à Candanga e dos três pontos pelo Campeonato Brasileiro.
Bom
dia e SRN a [email protected]
Gustavo
Brasília

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