sábado, setembro 26, 2020
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Gaúcho é velado com bandeira do Flamengo.

Foto: Guilherme Gonçalves/GloboEsporte.com

GLOBO
ESPORTE
: O corpo do ex-atacante Gaúcho foi velado na tarde desta sexta-feira e
enterrado às 20h no Cemitério Jardins das Palmeiras, em Goiânia. Ídolo do
Flamengo no início da década de 1990, Luís Carlos Tóffoli tinha 52 anos e
morreu em São Paulo na noite de quinta vítima de um câncer de próstata. Por
opção da própria família, o caixão foi coberto com uma bandeira do Rubro-Negro
carioca, clube de coração do ex-jogador, conhecido pelo bom humor e pela
irreverência.

O
velório começou no início da tarde, pouco depois de o corpo chegar a Goiânia
trazido da capital paulista, onde Gaúcho estava internado no Hospital
Beneficência Portuguesa há cerca de duas semanas. Nos últimos dias o estado de
saúde do ex-atacante piorou após o câncer se espalhar para outros órgãos. Ele
era casado com a atriz Inês Galvão e deixa três filhos, além de um enteado.
Segundo a esposa, ser enterrado na capital goiana foi um pedido de Gaúcho.
– Era
um desejo dele. Certa vez, o Gaúcho me fez prometer que seria enterrado em
Goiânia, onde foi criado. Estamos tristes, mas sabemos que ele foi muito feliz
em vida e viveu tudo que quis. Ele quis ser jogador e foi. Quis ser ídolo de um
grande clube e foi. Quis casar e ter três filhos e teve. Além disso, foi sempre
irreverente. Deixa um legado bacana e várias histórias bonitas – diz Inês.
O
velório foi reservado, mas contou com a presença de familiares e muitos amigos,
dentre eles os ex-jogadores Paulo Nunes e Uidemar, companheiros de Gaúcho no
Flamengo. O ex-atacante passou logo no início da tarde, enquanto o ex-volante
chegou depois das 18h. Djalminha e Luizão enviaram uma coroa de flores,
juntamente com Paulo Nunes.
– O
Gaúcho sempre foi muito querido por todos os jogadores. Renato Gaúcho e eu,
particularmente, tivemos um vínculo ainda maior com ele. Dividíamos o quarto na
concentração e éramos muito próximos. Eles gostavam muito de aprontar, fazer
festa, e eu, como nunca bebi, sempre tinha que cuidar dos dois. Considero ele
como um irmão. Jogamos juntos por quatro anos com a camisa do Flamengo
(1989-1994) e foi uma época maravilhosa – recorda Uidemar.
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humilde”
Nascido
em Canoas (RS), aos dez anos Gaúcho se mudou com a família para Goiânia, onde
foi criado até se tornar jogador de futebol. A mãe dele segue morando na
cidade, assim como o filho Leonardo Galvão Tóffoli, de 21 anos, que atualmente
cursa agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG). As gêmeas Maria Luísa e
Maria Vitória, de dez anos, moravam com Gaúcho e a mãe no Rio de Janeiro, onde
o ex-atleta viveu sua melhor fase nos gramados.
– Como
estou morando em Goiânia para fazer faculdade, nem cheguei a ver meu pai nos
últimos dias, quando ele foi para o hospital em São Paulo. Ele sempre fez os
tratamentos corretamente, não esperávamos que algo assim fosse acontecer tão
rápido – conta Leonardo.
Alguns
torcedores do Flamengo também foram ao Cemitério Jardins das Palmeiras prestar
a última homenagem a Gaúcho. Dentre eles, o ourives Lúcio Alves Ferreira, de 47
anos, conhecido como Ziquinho. Rubro-negro fanático, ele tem uma coleção de
mais de 4000 mil itens relacionados ao clube e deu ao filho o nome de Luan
Arthurzico. Para o torcedor, o ex-atacante está na história como um dos grandes
jogadores do time carioca.

Depois do Zico, o Gaúcho foi um dos meus maiores ídolos no Flamengo. Era um
ótimo atacante, com um cabeceio muito potente. Um artilheiro nato. Deu muitas
alegrias aos rubro-negros na época gloriosa do clube nos anos 90. Ainda
esperava encontrá-lo um dia para pegar um autógrafo, algo assim, mas não deu
tempo – lamenta Ziquinho.
A
morte de Luís Carlos Tóffoli foi confirmada pela assessoria de imprensa do Flamengo
no início da noite de quinta. Ele disputou 200 jogos pelo Rubro-Negro e marcou
98 gols. Conquistou títulos importantes, como a Copa do Brasil de 1990 e o
Campeonato Brasileiro de 1992. Gaúcho também foi destaque no Palmeiras e
encerrou a carreira no Anápolis, em 1996.

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