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Gérson comenta sobre caso de racismo e luta por justiça

A partida vencida pelo Flamengo no último domingo, trouxe a tona um dos maiores problemas da sociedade, o preconceito. O triste episódio de injúria racial envolvendo Gérson, Bruno Henrique e Índio Ramírez tomou conta dos programas esportivos e de jornais. Infelizmente não pelo espanto, já que esses casos são muito frequentes. Na verdade, o destaque do caso se dá pela importância de lutar contra o racismo, de não deixar passar como se fosse algo normal. Gérson deu entrevista ao programa “Resenha do Craque”, pela FlaTV, e comentou o caso, além dos motivos de seguir adiante na denúncia. “Uma noite ruim, até porque eu nunca tinha sofrido um ato racista. Quando a gente sofre, sente na pele, é pior ainda. (Racismo) Já é uma coisa ruim, mas quando sentimos na pele, é pior ainda. Um dia que não vou esquecer, mas as medidas foram tomadas. Não sei qual é a diferença que as pessoas veem entre um ser humano e outro. Você é branco (para João Mércio, repórter da FlaTV) e eu sou negro. Quando você sangra, qual a cor do seu sangue? Sente dor? Alcança um objetivo, fica feliz? Eu também fico. Não sei porque as pessoas, no mundo em que vivemos, têm dessas coisas. É muito triste, mas já tomamos todas as medidas. Espero que seja uma das vozes ativas no mundo para aquelas pessoas que, talvez, se sintam acuadas. É um caso chato, que não desejo para ninguém, mas a vida continua, bola para frente. Não cheguei ao topo, mas estou trabalhando e não vai ser esse ato que vai me parar.”, comentou.

Reservado, Gérson prefere adotar postura diferente nesse caso

Gérson comentou sobre sua predileção a não dar entrevistas. O meia destaca que gosta mais de jogar bola, e menos dos holofotes. Assim sendo, não precisa de nada para “querer aparecer”. “O Vinicius (assessor de imprensa do Flamengo) fica até triste comigo, que sou um dos caras que menos dá entrevista. Não gosto tanto de falar. Agora, com uma acusação grave dessa, não ia aparecer na televisão para ganhar mídia. Não sou nenhum palhaço. Eu apareço e, depois, iam provar que é mentira… E aí? Minha filha, meu familiares, me veriam como o quê? Um mentiroso? Um cara que precisou ganhar mídia? Não preciso disso. Cheguei até aqui com os pés no chão, não preciso querer aparecer na mídia. Até porque, onde tenho de aparecer é no campo. E todos os jogos do Flamengo passam na televisão, não tenho o porquê querer aparecer dando entrevista.”, disse o meia, que completou: “Vocês viram ali que teve um deboche. Não tenho nada a falar para eles também, não. Que Deus abençoe e tudo de bom. Vida que segue.”, completou. Gérson foi até a delegacia e prestou depoimento, dando sequência a queixa crime por injúria racial. Leia também: Flamengo firma acordo com mais duas famílias vítimas do incêndio no Ninho Veja também: Sub-20 vence o Corinthians na Gávea e está nas quartas de final do Campeonato Brasileiro

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