Goleiro Thiago celebra chance no profissional do Flamengo.

Thiago, goleiro do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

ESPORTE
INTERATIVO
: De terceira opção a titular do Flamengo no intervalo de um ano. As
coisas aconteceram rápido para o goleiro Thiago, que viu na má fase do
companheiro Alex Muralha a chance de guardar a meta de um dos maiores clubes do
país.

No
Rubro-Negro há 11 anos, o goleiro vai para o oitavo jogo seguido como titular,
assumiu a camisa 1 e mostra personalidade. Mas, também, tem muito o que
aprender, tanto que valoriza a presença de companheiros com mais experiência e
até convocação no currículo.
“É
muito importante ter os dois (Réver e Juan), acompanhei Réver sendo campeão de
Libertadores, o Juan na Copa do Mundo. Procuro aprender muito com eles, Vaz,
Rhodolfo, Leo Duarte, todos os jogadores que tem aqui. Eu busco sempre
aprender, sempre tem coisa pra agregar”.
Esporte Interativo: Qual foi a sensação de
estrear pelo profissional?
Thiago:
“É um pouco diferente. O jogo em si, quando a bola rola, nem tanto. Mas a
entrada, o hino, meu primeiro jogo no Brasileirão… Passa um filme, mas um
filme positivo”.
EI: Como viu a pressão em cima de Muralha?
Foi pego de surpresa com a chance no time?
T:
“Sempre respeitei o Muralha, goleiro de seleção brasileira. Trabalhava ali
normalmente, o dia que precisasse, independentemente do Zé me colocar ou não,
eu trabalhava da mesma maneira. Sempre buscando meu espaço, respeitando ele. O
Zé optou por me colocar, decisão dele, eu estava pronto pra isso”.
EI: Você não titubeou em pegar a camisa
1…
T:
“A 1 é sempre especial, a maioria usa a 1. Outros não usaram por
preferência, não porque pesa. É especial, mas é como outro número, tem que
agarrar bem sempre. Sempre gostei da 1, desde moleque. Rhodolfo gosta da 44 e
não tinha problema passar pra ele”.
EI: Como foi o início no Flamengo?
T:
“Cheguei em 2006. Eu jogava salão no Cascadura, tinha alguns garotos que
já jogavam no Flamengo. A mãe de um deles disse pra eu ir lá fazer o teste. Eu
fui, em 2006, o Pezão era o treinador. Comecei no salão e, graças a Deus, estou
aqui até hoje”.
EI: Acha que a vitória na Copinha ajudou a
ter chances no profissional?
T:
“Pra chegar no profissional, onde estou hoje, aquele jogo foi o principal.
É o jogo de maior visibilidade da base, a maior competição que tem. Ainda mais
por ser um jogo grande contra o Corinthians, no aniversário de São Paulo, uma
final e tudo que aconteceu naquele jogo. Teve um peso muito grande, guardo na
memória e é muito gostoso lembrar desse momento”.
EI: Na base você era conhecido por pegar
pênaltis, mas também arriscava os seus, não é?
T:
“Eu gosto de treinar pênalti, já tinha batido contra o Bahia, nas oitavas,
e fiz. Quando acabou o jogo (final da Copinha de 2016), fui falar com o
preparador de goleiros, porque eles não liberaram subir pro campo. Fui
conversar com ele sobre o jogo, o que faríamos nos pênaltis. Quando fui
perguntar para o Zé a lista, ele me passou que eu era o quinto. Falei: já que
me colocou pra ser o último, não tem problema não, eu bato”.
EI: Zé Ricardo foi seu técnico na base e é
agora no profissional. A relação é boa?
T:
“Sempre tive relação boa com Zé, desde a base, sempre me passou muita
confiança, confio bastante nele também. É uma relação tranquila, ele é um
excelente treinador, sempre passa confiança, busca sempre nosso melhor”.
EI: Contra o Fluminense, você quase
defendeu o pênalti de Dourado. O que procura treinar de diferente?
T:
“A gente tenta estudar ao máximo o batedor, pode até ser que na hora do
jogo ele mude. Eu tento esperar bastante o batedor, ver como ele corre pra
bola, pra tentar da melhor maneira defender a bola”.

Por: FlaHoje

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