quarta-feira, setembro 23, 2020
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Governo priorizará repasse do Maracanã a Empresas.

Foto: Reprodução

ESPN: O
Maracanã que um dia foi nosso, caminha para ser de … não se tem a menor
ideia. Faltando cerca de dois meses e meio para a devolução do estádio para a
Odebrecht _ atualmente está com o Rio 2016 _ o ex-maior do mundo vive em estado
de dúvida e incertezas. Em entrevista à ESPN, o secretário da Casa Civil do
Rio, Leonardo Espíndola, adianta: o fato de os clubes (Flamengo e Fluminense)
terem manifestado interesse em participar da disputa com uma das interessadas
não coloca a empresa em vantagem na negociação.

Além
disso, uma nova licitação não é o cenário mais provável, como já foi há alguns
meses. No momento, o sentimento de quem participa das negociações é de que o
repasse da concessão diretamente pela Odebrecht é uma saída que tem crescido no
horizonte. Uma espécie de venda da concessão.
O que
se sabe é que o Governo e a Odebrecht não querem manter o estádio. O Estado
porque não tem condições financeiras de administrá-lo. A empreiteira, também
por questões financeiras, mas, sobretudo, porque o que ela licitou, não existe
e, na prática, nunca existiu. Um estádio que seria alimentado por shoppings,
centros comerciais, e estacionamentos privados.
A
concessão vem acumulando prejuízos (2013 – R$ 48 milhões, 2014 – R$ 77,2
milhões e 2015 – R$ 47,9 milhões) numa relação que duraria 35 anos. Na prática,
a empreiteira não sabe o que vender. Se vender o que tem em mãos (uma bomba), o
novo concessionário estará condenado ao mesmo destino.
Na
entrevista que você lerá abaixo, o secretário dá seu recado: “A
concessionária tem a obrigação de manter o Maracanã sob sua
administração”. Embora diga que a negociação tem sido amigável, a frase de
Espíndola deixa claro que o peso da solução pende para a empreiteira.
Qual dos cenários o Governo avalia como
mais viável neste momento: venda da concessão ou nova licitação?
“Como
todos sabem estamos em negociação com a concessionária que atualmente
administra o Maracanã. E a concessionária tem a obrigação de manter o Maracanã
sob sua administração, enquanto não houver uma solução definitiva em relação ao
estádio. A concessionária só pode sair do estádio com uma decisão transitada em
julgado.
Enquanto
não houver uma solução e uma definição acertada entre as partes, a
concessionaria deve manter o Maracanã sob sua administração”
Existem duas empresas, fora a Odebrecht,
que se propõe a assumir o Maracanã. Uma empresa que não tem o apoio dos clubes
e outra que tem. Como o Governo se posiciona em relação a isso?
“Nossa
posição é que o estádio não voltará para o Estado. 00:03:01 Todas as outras
possibilidades, desde que elas sejam legais, desde que elas juridicamente
acertadas, estão sendo analisadas hoje pela Casa Civil, em conjunto com a
Procuradoria Geral do Estado.”
Num cenário em que as empresas não fechem
com os clubes. Como vocês veêm o futuro do Maracanã sem os clubes de futebol?
“Sem
dúvida nenhuma, a essência do Maracanã são os clubes de futebol. Se
eventualmente uma outra empresa assumir o Maracanã, certamente ela vai ter de
ter a capacidade negocial de envolver os clubes para que ali joguem suas
partidas”
Um dos concorrentes não tem a simpatia dos
clubes, que dizem que não jogarão no estádio caso ela seja a concessionária.
Esse cenário pesa a favor do grupo que fechou com Fla-Flu?
“Todas
as alternativas estão sendo analisadas. Vencerá a que for melhor para o Estado
e para a população.”
Quatro
empresas manifestaram interesse no estádio, no entanto, duas são as que, de
fato, têm participado das conversas com a Odebrecht: a Francesa Lagardere,
associada à BWA e extra-oficialmente à Federação do Rio de Janeiro (FERJ) e a
Golden Goal, em parceria com o Flamengo, e interesse do Fluminense. As outras
duas são: IMM (antiga IMX) e AEG.
PREFEITURA PODE ASSUMIR
Na
manhã deste sábado, o prefeito Eduardo Paes disse que a Prefeitura do Rio tem
interesse em negociar para assumir o estádio. Segundo o UOL, o prefeito disse
que o presidente do Flamengo, Eduardo Banderia de Mello, “vibrou” com
a ideia.
Ao
Blog, o dirigente disse:
“Gostamos
da ideia, sim. E estamos preparados para assumir a gestão do Maracanã, seja
como concessionários do Estado ou da Prefeitura”
A
proposta seria fazer uma Parceria Público Privada.
Por
Gabriela Moreira

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