Guerrero caçado e decisivo.

Por: Fla hoje

Ser
Flamengo – Passado o temor da última quarta-feira – no Pernambuco, pela Copa do
Brasil, onde o Flamengo jogou com um meio acéfalo -, a tarefa que tinha o
Flamengo hoje no Maracanã, era maior do que ver Paolo Guerrero jogando pela
primeira vez com a camisa do Flamengo no local. Cristóvão Borges que perdeu
Jonas contra o Náutico, tinha a dupla missão de frear o Grêmio no Maracanã e
montar um esquema ofensivo para enfim somar 3 pontos, que não vinham desde a
Chapecoense.

Para
isso, Cristóvão colocou Márcio Araújo na vaga de Jonas e trouxe Everton para o
meio, dando a vaga na ponta direita para Marcelo Cirino. O que se viu foi um
Flamengo ainda dependente de Guerrero, porém mais ofensivo, com Everton e
Canteros voltando a aparecer no jogo.
Márcio
Araújo não sofreu tanto pelo meio, já que o Grêmio abusava da posse de bola e
suas tentativas se deram pela direita com Rafael Galhardo. Talvez na jogada de
maior perigo do Grêmio no jogo, o próprio Galhardo tabelou nas costas de
Wallace e mandou no travessão de César. Cristóvão percebeu o erro e pôs Cirino
pra marcar as subidas do lateral.
Com a
falha corrigida, o Flamengo voltou a dominar. E o momento que time e torcida
tanto esperavam, aconteceu aos 40 minutos do primeiro tempo. Falta na direita e
Ayrton na cobrança. A bola viajou, bate-rebate na área e Paolo Guerrero de
canhota, de forma sutil, colocou a bola no fundo do gol de Marcelo Grohe.
No
retorno ao segundo tempo, Marcelo Cirino teve de ser substituído para a entrada
de Arthur Maia. A partir daquele momento, o Flamengo passou a jogar no 4-4-2
com Arthur Maia e Everton dividindo a tarefa de articuladores, para servir
Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Mesmo aos 36 anos e no segundo tempo de mais um
jogo, lá estava Emerson marcando pressão na saída de bola do Grêmio. Numa
delas, Rhodolfo deixou para Marcelo Grohe, o goleiro esperou a bola entrar na
área, Emerson mais atento passou por ambos e tocou para o gol, mas Rhodolfo
voltou a tempo e tirou em cima da linha, evitando o segundo gol do Flamengo.
Enquanto
o Flamengo jogava e, mesmo com suas limitações no meio-campo, conseguia servir
Emerson e Guerrero, o Grêmio batia. O mais caçado foi o peruano e não era pra menos.
Após o
apito de Ricardo Marques Ribeiro, o Flamengo enfim voltou a vencer no Maracanã,
foi aos 16 pontos e enquanto aguarda a possível chegada de um meia para acalmar
a maior deficiência do time há muito tempo, Cristóvão vai com as peças que
dispõe. Emerson e Guerrero formam um ataque dos sonhos para qualquer time
brasileiro, isso é bem verdade. Mas é necessário pensar na divisão de
responsabilidades. O torcedor lembra o que houve com Gabriel em 2014. Depois de
um fraco início em 2013, quando foi contratado, viu Paulinho se lesionar e
passou a jogar muito. Marcelo Cirino pode caminhar na mesma estrada e enfim,
sem tanta responsabilidade, mostrar o futebol que o consagrou no Atlético-PR.
Germano
Medeiros

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