quinta-feira, setembro 24, 2020
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Homenagem a Ministro tem camisas do Flamengo.

O
Globo – A exposição era para marcar os 25 anos como ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF). Fotos, citações e objetos que remetem ao trabalho na
Corte não faltam, mas o que chama mais a atenção são as várias camisas e
imagens do clube de coração do ministro Marco Aurélio Mello. O preto e vermelho
do Flamengo dominam a exposição montada no STF, que traz até mesmo três camisas
autografadas pelos jogadores Léo Moura e Ibson, e pelo treinador Vanderlei
Luxemburgo. Detalhes da vida pessoal, como uma cartinha escrita ao Papai Noel
em 1956 e outra respondida pelo próprio bom velhinho dois anos antes, também
roubam a cena.
Além
das três camisas autografadas, há uma quarta com o número 13 e o nome do
próprio Marco Aurélio estampados. Torcedor fanático, cujo toque do celular é o
hino do time, ele ostenta até mesmo o título de “cidadão honorário da
nação rubro-negra”. Há ainda na exposição uma bandeira do Flamengo e uma
placa comemorativa pelo tricampeonato carioca conquistado em 2001, com um gol
aos 43 minutos do segundo tempo. Marco Aurélio é o relator no STF da disputa
entre Flamengo e Sport em torno do título brasileiro de 1987, mas já disse que
isso não o impedirá de, eventualmente, tomar uma decisão contra o time para o
qual torce.
Além
da paixão pelo Flamengo, o ministro selecionou vários objetos para comemorar a
data, como as cartas da infância. “Como sei que o senhor todos os anos me
honra com a sua visita, vou deixar o meu sapato na janela, para que o senhor
coloque nele o que lhe peço. Uma capa para 11 anos, 2 camisas esporte para 11
anos e um blusão para 11 anos”, escreveu o menino ao Papai Noel há 59
anos.
Dois
anos antes, em 1954, o próprio Papai Noel, em carta datilografada, já tinha
respondido outros pedidos feitos pelo garoto. “A sua cartinha me tocou o
coração. Você êste ano foi bonzinho para todos – seu papai, sua mamãe, seus
irmãos e Professora. Continúe assim, meu filho, que será um grande homem!! São
muito pesados os presentes que levo para as crianças de todo o Brasil; por isso
não levo todos os que você me pediu. Para o ano, darei mais, ouviu? Continue
amigo dos seus pais e de todos que conheça e dedique estima; continue leal –
não minta, está bem?”, dizia a carta de 1954, ainda com a antiga
ortografia.
PAIXÃO POR MOTOCICLETAS
O
leque de objetos expostos é variado. Há fotos, livros, dedicatórias, documentos
pessoais, medalhas, placas comemorativas, cartazes, pequenas esculturas,
miniaturas de carros e motocicletas, transcrições de citações famosas, um
gravador analógico usado por ele para elaborar decisões e votos, uma caneca com
uma charge dos ministros do STF, e até o anel de formatura do pai. Uma TV,
ligada a um computador, reproduz continuamente um vídeo em homenagem ao ministro.
Entre as esculturas, todas de seu acervo pessoal, há um busto de um xará
famoso, o imperador romano Marco Aurélio, que reinou no século II.
A
paixão por motocicletas também teve direito a um cantinho na exposição. Uma das
fotos mostra o ministro de terno e gravata montado em sua Kawasaki de 1.500
cilindradas. Servidores do STF tentaram convencê-lo a levar a moto para a
exposição, mas o ministro preferiu deixá-la em casa.
Marco
Aurélio é o ministro do STF que mais fala com os jornalistas e não deixou de
dedicar uma espaço da exposição a sua relação com a imprensa. São reproduzidas
várias charges, entrevistas que deu a diferentes veículos de comunicação e
fotos em que está conversando com jornalistas. Há inclusive uma tirada na
bancada do “Jornal Nacional”, da TV Globo.
A
família não ficou de fora. Há fotos que vão do seu batizado. em 1948, até
alguns retratos dos filhos e netos. Uma sequência de 26 fotos 3X4, da infância
até os dias atuais, mostra o gradual envelhecimento do ministro. Também há
muitas fotos da carreira, seja no TST, no STF, no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), ou no breve período que exerceu interinamente o cargo de presidente da
República em 2002. Uma linha do tempo, com 13 quadros, começa em 1946, com seu
nascimento, e termina em 2015, quando completou o “Jubileu de Prata”
no STF.
Ao
longo do quarto de século no STF, Marco Aurélio foi voto vencido em vários
julgamentos, mas isso nunca o incomodou. Ele costuma dizer que divergências são
comuns em um órgão colegiado e que o voto derrotado pode se tornar vitorioso
depois. Como prova disso, a exposição cita seis casos em que Marco Aurélio saiu
derrotado e, anos depois, a maioria do Supremo passou a ter o mesmo
entendimento do ministro.
Entre
os atuais ministros do STF, Marco Aurélio não foi o primeiro a completar 25
anos no tribunal. No ano passado, a marca foi atingida por Celso de Mello, o
mais antigo na corte, mas ele não quis receber uma homenagem semelhante à
conferida agora a Marco Aurélio.

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