Inovação no futebol.

Por: Fla hoje

Carabao, nova patrocinador do Flamengo – Foto: Divulgação

FOLHA
DE SÃO PAULO
: O futebol brasileiro precisa de uma inovação disruptiva. O atual
modelo, fundamentalmente dependente das receitas de TV, já dá sinais de
esgotamento e acentua essa globalização de mão única em que clubes estrangeiros
têm mercado no Brasil, mas clubes brasileiros não têm no exterior.

Nos
Estados Unidos, a ESPN perdeu quase 10 milhões de assinantes entre 2011 e 2016;
a audiência da NBC com os últimos Jogos Olímpicos caiu 10%. O investimento em
anúncios em 2017 deve chegar a US$ 73 bilhões na web e US$ 71 bilhões na TV. Na
Inglaterra, a final da Liga dos Campeões foi transmitida ao vivo pelo Youtube,
e a audiência da Premier League caiu 20%.
Para
completar o quadro, um único atleta, Cristiano Ronaldo, que possui mais
seguidores nas redes sociais que seu clube, gerou US$ 176 milhões para seus
patrocinadores na internet. Só para a Nike, que paga a ele US$ 13 milhões por
ano, foram US$ 36 milhões, com 59 publicações.
No
Brasil, 80% das pessoas que veem futebol pela TV possuem uma segunda tela à
mão. O Google, que concentra 30% da publicidade mundial na internet, já recebe
o segundo maior investimento publicitário no país, ficando atrás apenas da TV
Globo.
A
Federação Paulista de Futebol teve mais de 1 milhão de visualizações em
transmissões via web. Foram 30 em 2016 e serão 120 neste ano.
O
Movimento por um Futebol Melhor, que acaba de criar premiação para boa gestão
nos clubes brasileiros, desenvolveu, liderado pela Ambev, a maior plataforma de
relacionamento com torcedores do mundo, integrando quase 80 times e mais de 1,2
milhões de sócios. Gerando cerca de R$ 500 milhões para os clubes.
Torcedores
mais conectados nas redes sociais têm maior propensão a consumir produtos dos
clubes e de seus patrocinadores. Mesmo assim, times brasileiros nem sequer
conseguem converter fãs em sócios-torcedores.
O
Corinthians conta com 11 milhões de seguidores no Facebook, mas apenas 1% disso
no Fiel Torcedor. O Flamengo, 10,6 milhões e 0,5% no Cidadão Rubro-Negro. E
mais -no Brasil, entre os 20 times com maior número de fãs no Facebook, 10 são
europeus.
As
receitas do Facebook crescem 60% ao ano, com mais de 1 bilhão de usuários
diários, assistindo em média 8 vídeos por dia cada um. Por que os clubes
brasileiros ainda não conseguem se aproveitar disso?
A
geração do milênio, nascidos entre 1980 e 2000, e a geração Z, nascidos depois
disso, já superam um terço da população mundial. São as primeiras a ter
internet desde cedo. Querem experiências diferenciadas: assistir a um jogo
interagindo com seus amigos; apostar em tempo real nos lances da partida; ter acesso
permanente a informações relevantes. E estão dispostos a pagar por isso.
Aos
clubes, não basta apenas melhorar a gestão e continuar oferecendo mais do
mesmo. A fragmentação do consumo de entretenimento e informação através dos
mais variados canais é oportunidade para cultivar relacionamentos mais sólidos
com torcedores e patrocinadores.
Engajamento
é a chave. Os clubes precisam de um verdadeiro choque de transparência e
participação. Se torcida derruba técnico, chegou a hora de escolher também.

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