sábado, setembro 19, 2020
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Interino assume o Flamengo com tríplice missão.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

GLOBO
ESPORTE
: Apesar de todo apoio ao treinador prata da casa – tradição com
passagens vitoriosas na história do Flamengo -, está longe de ser simples a
estreia de Zé Ricardo no time profissional nesta manhã de domingo, às 11h, em
Campinas. Para pegar a Ponte Preta, time forte em seus domínios, o treinador,
que nunca dirigiu jogadores profissionais, tem triplo desafios para a partida.

A má
fase da equipe, claro, é o mais óbvio deles. Os maus resultados suscitam
desconfiança no potencial próprio dos atletas, dúvidas internas – expressas
recentemente pelo diretor de futebol Rodrigo Caetano, que questionou o
equilíbrio do elenco, e também com o “não deu liga” do vice de
futebol Flavio Godinho, que já fala em mais reforços – e tornam erros ainda
mais prejudiciais numa competição equilibrada como é o Campeonato Brasileiro.
Confira abaixo os principais pontos e também as dificuldades pela qual o novo
treinador, de apenas 45 anos, precisa para o início da almejada sequência feliz
no Fla.
Respeito
no grupo
A
defesa por Abel Braga de boa parte das cabeças pensantes do Flamengo não se
explica apenas por certa convicção de que o treinador poderia fazer o time
voltar a vencer. Experiente, acostumado à pressão e vencedor, Abelão teria
controle do grupo e poderia dar uma sacudida no ambiente, o que, a rigor, pode
ser difícil para um novato. Com elenco repleto de jogadores caros e pouco
acostumados a banco de reservas, Zé Ricardo vai atrás da sintonia fina neste
seu primeiro contato com o grupo. Didático e estudioso, o treinador vai passar
por experiência diferente ao dar ordens e munir de informações jogadores que
não o conhecem. Nos primeiros dias procurou os atletas e conversou com boa
parte dos jogadores do elenco. Há urgência de levantar o ânimo dos jogadores,
que estão abalados com sequência de derrotas e eliminações.
Definição de esquema
Muricy
foi do 4-3-3 para o 4-4-2 e variáveis que não deram certo, principalmente
porque o Flamengo dava muito espaço para os times que atuavam no contra-ataque.
Zé Ricardo tem a chance de escolher nova forma de jogar. Nas últimas três
partidas, sem Muricy e com Jayme, o Flamengo jogou com um ou dois volantes e
mexeu bastante nas peças da frente.
O
jornalista do GloboEsporte.com Pedro Venancio, do blog “Na base da
bola”, lembra que Zé Ricardo costumava usar um 4-1-4-1 bem definido no
time sub-20. Com as peças disponíveis no time profissional Flamengo, ele pode
manter esse esquema, com Cuéllar centralizado, William Arão pela direita,
Mancuello pela esquerda, Alan Patrick mais à frente, também pelo esquerdo e
Marcelo Cirino à direita. Com Felipe Vizeu à frente. Se optar por Márcio
Araújo, fechando mais o time, pode ser que Arão sobre. Mancuello, que vinha na
reserva, também poderia sair da equipe com Arão e Márcio jogando lado a lado,
num sistema de jogo com mais marcação.

– No
sub-20, ele tinha o Ronaldo, com Trindade e Paquetá lado a lado. Numa ponta, o
Matheus Sávio, na outra o Cafu e o mesmo Felipz Vizeu à frente. Antes era o
Douglas Baggio. Ele sempre teve esse sistema de jogo bem definido, mas com
algumas variações. Na final da Copinha, por exemplo, fez um 4-2-3-1, fechando
mais o meio com o Paquetá. Assim, no segundo tempo, ele conseguiu empatar o
jogo com o Corinthians – observa Venancio.
No embalo da nação. Até quando?
No
olhar para a história do Flamengo, há nomes como Carlinhos, Claudio Coutinho,
Paulo César Carpegiani e, mais recentemente, os contestados Andrade e Jayme de
Almeida, entre as soluções caseiras que caíram nas graças da torcida. Zé
Ricardo entra com respaldo claro da torcida, que preferia um nome novo a
medalhões, depois do insucesso de Muricy. Mas a mesma boa vontade com um prata
da casa pode se virar contra ele. E o exemplo mora ao lado. Na curta e nova
passagem pelo Flamengo, Jayme comandou a equipe nas últimas três partidas e não
teve a compreensão da exigente torcida.
Veja as informações do próximo jogo do
Flamengo:
Adversário:
Ponte Preta
Local: Majestoso, Campinas
Data e horário:
domingo, 11h (horário de Brasília)
Escalação provável:
Paulo Victor, Rodinei, Léo Duarte, César Martins e Jorge; Cuéllar, William
Arão, Mancuello (Márcio Araújo) e Alan Patrick; Marcelo Cirino e Felipe Vizeu.
Desfalque:
Guerrero (seleção peruana), Juan (lesionado) e Everton (suspenso).
Transmissão:
Premiere e Premiere HD (com Jota Jr e Wagner Vilaron)
Arbitragem:
Anderson Daronco (Fifa-RS), auxiliado por Jorge Eduardo Bernardi (RS) e Helton
Nunes (SC).

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