segunda-feira, setembro 28, 2020
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Jacozinho diz que vai reencontrar Zico em campo.

GLOBO
ESPORTE – Sergipano, Jacozinho não esconde por onde anda a paixão por Alagoas.
Foi na capital do estado que o ponta arisco ganhou destaque com seus dribles
secos e jogadas desconcertantes. Logo virou ídolo do CSA. O velho Jacó volta
agora a atacar em grande estilo. Em entrevista ao GloboEsporte.com, por
telefone, avisou que vai disputar um amistoso em Maceió com a presença de Zico.
O pontinha marcou seu nome na festa do retorno do Galinho ao Flamengo, em 1985,
no Maracanã, e fez um gol com passe de Maradona. Chegou a hora do reencontro
nos gramados.
– Sim,
já está tudo certo. O jogo será no dia 21 de janeiro do próximo ano e o Galinho
estará presente. Estive com ele recentemente, deixei tudo acertado e ele vai
jogar, sim. Estamos preparando uma grande festa, do tamanho da paixão que
guardo por esse estado. Será uma festa para ficar marcada na história de
Alagoas – prometeu.
Além
da presença do maior ídolo da história do Flamengo, o folclórico Jacó disse que
fez convites a outros grandes nomes do futebol.
– Fui
há pouco tempo a um evento em Brasília e fiz o convite a Júnior, Romerito,
Aldair, só feras. Isso sem falar, claro, na participação do meu grande amigo e
paizão Márcio Canuto. Além deles, estou tentando contato com outros, mas
estamos vendo questões de patrocínio, logística; enfim, de uma série de outras
coisas – disse.
Ponta
dos bons, daqueles que recebia a bola e partia pra cima dos adversários,
Jacozinho garante que continua dando trabalho em campo.
– Ah,
continuo sim batendo a minha bolinha. Toda semana. Temos aqui uma seleção de
master, percorremos o Brasil para jogar, e recentemente disputamos uma partida
em Brasília. Fui lá e deixei dois golzinhos, o Viola deixou quatro. E olha que
só tinha fera, viu? – jurou, animado como sempre.
CANDIDATURA DE ZICO À presidênciA DA FIFA
Com a
língua afiada, ele aproveitou para falar sobre a candidatura de Zico ao cargo
de presidente da Fifa. Jacó fez duras críticas a atual administração da
entidade e disse que o Galinho abre uma perspectiva de mudança na gestão do
esporte.
– Eu
acho uma atitude muito louvável por parte do Zico, mostra a preocupação dele
com o futebol mundial. Sei que é difícil, a máfia é grande, mas ele está aí
colocando a cara. Se der uma zebra e ele entrar, o futebol mundial terá mais
credibilidade. O futebol brasileiro precisa disso. Chega de tanta corrupção.
Com ele lá, acredito que cerca de 70 a 80% da situação será melhorada. Deixo
aqui registrado o meu total apoio a candidatura dele. Recentemente gravei dois
vídeos apoiando, sendo um com a camisa do maior clube do Brasil, o CSA, claro,
e o outro com a camisa da minha igreja. Vamos ficar na torcida por ele –
assegurou.
A PARTIDA HISTÓRICA no MARACANÃ
Em
1985, Zico promoveu uma grande festa no seu retorno ao Flamengo. Na partida
especial, o craque defendeu o Rubro-Negro no duelo com uma seleção formada por
grandes nomes do futebol mundial.
A saga
começou quando Jacozinho foi jogar com o CSA contra o Cruzeiro, em Belo
Horizonte, e resolveu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Ele foi assistir a um
jogo do Vasco no Maracanã, e o repórter da Rádio Globo Washington Rodrigues ao
ver o “astro” no estádio convidou Jacó para comentar a partida.
Ele
assumiu o comando da jornada e não teve pra ninguém. A torcida do Vasco deixava
de prestar atenção no jogo para ouvir as histórias do boleiro. Naquela mesma
semana, Zico programava sua festa no Maracanã, e o repórter Márcio Canuto
tentou colocar o craque do CSA no “scripit”.
– Com
aquele jeitão, o Márcio me disse: vamos, Jacó, vou lhe apresentar ao Zico e
você vai entrar nessa festa, meu filho. O povo quer que você jogue – lembra
Jacozinho.
Jacozinho
contou que ficou esperando ansioso pela oportunidade de entrar. Ao seu lado, o
técnico da seleção era Telê Santana, que assistia ao jogo tranquilamente,
sentado no banco de reservas.
-Eu
estava aperreado porque queria mostrar o meu futebol. Era a chance. No segundo
tempo, a partida estava morna e, de repente, a massa começou a gritar meu nome:
‘Jacozinho! Jacozinho! Jacozinho!’ Eu era o circo que o povo queria, e o Telê
resolveu atender à torcida. Me chamou para conversar e mandou eu entrar no
lugar do Falcão.
A JOGADA
Jacó
entrou endiabrado em campo. Buscando o jogo a toda hora, o jogador percebeu em
certo momento que Maradona havia recebido a bola sozinho no meio-campo. Partiu
em velocidade e foi lançado pelo gênio argentino no meio da defesa do Flamengo.
O ponta dominou a bola em velocidade, deu um drible da vaca no goleiro
Cantarelle, ganhou do zagueiro Figueiredo na corrida e cutucou para o gol
vazio.
– Foi
a consagração. Depois daquele gol, amigo, a torcida só gritava o meu nome. Saí
do Maracanã consagrado.

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