domingo, setembro 27, 2020
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Jogador do Flamengo reclama de cusparada da torcida do Vasco.

Foto: André Durão

GLOBO
ESPORTE
: O clima foi bem mais tranquilo que na primeira partida entre Flamengo
e Vasco, válida pelo primeiro turno do Estadual do Rio de basquete, onde
torcedores de organizadas do Rubro-Negro protagonizaram brigas na arquibancada
pelas quais o clube deverá ser punido nos próximos dias. Mas o segundo
confronto também teve um incidente, que ocorreu logo depois da confirmação da
vitória do time da Gávea por 93 a 85. Vascaínos tomaram o ginásio do Tijuca
Tênis Clube, já que o regulamento prevê torcida única para o mandante, e
provocaram os jogadores adversários o tempo inteiro. Alguns, como Marcelinho e
Olivinha, foram bastante vaiados, mas eles pegaram mesmo foi no pé de Rafael
Mineiro que, durante o jogo, se estressou com a marcação de uma falta técnica.
Na saída, um grupo deu cusparadas em direção ao camisa 12.

– Isso
aí, infelizmente, faz parte, né? Nós sabíamos que poderia acontecer uma coisa
assim. Quando saímos, a torcida do Vasco estava toda na nossa saída, e não foi
só o Mineiro que levou uma cuspida, nosso fisioterapeuta também, acho que até
eu também… Mas isso aí faz parte. Não deveria acontecer, mas, infelizmente,
acontece – lamentou Olivinha, cestinha com 24 pontos.
Apesar
de lamentar o momento em que o grupo de vascaínos deu cusparadas em direção aos
rubro-negros, Olivinha disse gostar de jogos como esse, onde a torcida
adversária vaia e xinga o tempo todo. Para ele, essa provocação se transforma
em combustível em busca da vitória.
– Eu
gosto bastante desse tipo de jogo. A torcida do Vasco pegou um pouquinho no meu
pé. Isso aí só serve de motivação para mim. Dentro de quadra, tento fazer meu
trabalho da melhor maneira possível. Fico focado durante os 40 minutos, e a
torcida pode gritar o quanto quiser. Nosso foco tem que ser dentro de quadra.
Eu consegui fazer isso – comentou.
Olivinha
gostaria apenas que o local das finais da competição fossem em uma arena maior
e com a presença de torcedores das duas equipes que chegarem à decisão. As
semifinais serão nos dias 17, 19 e 21 de outubro, em uma série melhor de três
jogos. O Flamengo pegará o Botafogo, primeiro no Tijuca, depois, com mando do
Glorioso, no mesmo local, e, novamente, como mandante no ginásio da Zona Norte
do Rio, caso haja necessidade de terceiro confronto. Já o Vasco encara o Macaé.
O primeiro e o terceiro jogos (se for preciso) serão em São Januário. O segundo
será realizado fora de casa.
– A
gente tem Maracanãzinho, Arena da Barra, ginásios maiores, que podem atrair
mais público, receber mais torcedores e isso vai ajudar bastante nossa
modalidade. Torcemos para que a fase final seja em um ginásio maior – opinou.
Técnico
do Flamengo, José Neto demonstrou estar alinhado com o discurso de seu
comandado. Ele fez coro à declaração de Olivinha e afirmou que o Rio de
Janeiro, que acabou de receber a Olimpíada, tem opções melhores que o Tijuca
Tênis Clube, onde só é possível realizar partidas com torcida única por
questões de segurança.
– Eu
fico imaginando esse jogo num ginásio maior, com as duas torcidas. Eu, como
quem gosta do basquete, e acho que todo mundo gosta também, deveria pensar
assim. Infelizmente é aqui, infelizmente é com uma torcida só por questão de
segurança. Acho prudente, acho certo, mas acabamos de ter um evento olímpico
aqui e temos arenas onde podemos fazer grandes eventos. Acho que as equipes
merecem por tudo que vêm fazendo pela modalidade – disse.
Para
Neto, aliás, a concentração e o fato de se ater ao planejamento que foi feito e
ensaiado nos treinamentos durante a semana foi o segredo da vitória do
Rubro-Negro. Apesar do resultado positivo, contudo, ele ainda vê o time
crescendo mais para a segunda fase da competição. O treinador pretende, por
exemplo, que algumas falhas que a equipe tem apresentado sejam corrigidas a
tempo de enfrentar o Botafogo no primeiro jogo da semifinal.
– Acho
que não ficamos perdidos em nenhum momento, acho que teve um momento em que não
conseguimos executar o que tínhamos programado, e eles tiraram proveito disso,
da mesma forma que, quando executamos o que pensamos, conseguimos boa
diferença. É a força do nosso trabalho. Tem que enaltecer não só porque
ganhamos, mas sabemos o que queremos. Entramos no campeonato não para ganhar de
um time, entramos para ganhar o campeonato. E era importante essa partida, pois
a vitória nos deu o primeiro lugar. Agora o jogo mais importante que temos é a
semifinal, vamos pensar no próximo adversário. Temos muita coisa a melhorar,
ainda tivemos muita inconstância, muitos altos e baixos. É normal, mas o
Flamengo não quer ser uma equipe normal, como nunca foi. E vamos trabalhar isso
nos próximos dias para a semifinal – concluiu o comandante de Olivinha e cia.

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