“Jogar no Flamengo não é pra qualquer um”, diz Gilmar Rinaldi.

Foto: Márcio Alves

MARLUCI
MARTINS
: As recentes falhas do goleiro Alex Muralha tiram do sério o torcedor
do Flamengo e preocupam quem já reinou na pequena área. Raul Plassmann, um dos
protagonistas rubro-negros da conquista do Mundial em 81, nem precisou assistir
ao fiasco diante do Sport, na última quarta-feira, para detectar um problema: o
apelido.

– Eu
não gostaria que me chamassem de Muralha. Gera uma expectativa. Não gosto. No
primeiro jogo que fiz no Cruzeiro, em 1966, usei uma camisa amarela. Eu era
cabeludo. No dia seguinte, saiu no jornal: ‘A muralha loura’. Logo pedi que
parassem com aquilo – lembra Raul.
Outro
ex-goleiro com lugar na galeria de ídolos do Flamengo, Gilmar Rinaldi defende
uma conversa entre Muralha, o treinador de goleiros Victor Hugo e o técnico Zé
Ricardo.

Primeiro, jogar no Flamengo não é para qualquer um. A pressão sempre vai ser
grande, e o goleiro tem que controlar a ansiedade, aumentar a concentração e
ter muito cuidado com as coisas básicas. Não adianta pensar que uma defesa
milagrosa vai resolver. Tem que readquirir a confiança aos poucos. Uma boa
conversa, franca e direta, com o treinador de goleiros e o técnico principal
sempre ajuda – diz Gilmar, campeão brasileiro em 92.
Wagner,
campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995, acha que chegou a hora de o reserva
Tiago ter uma chance no gol do Flamengo.

Quanto mais expor, pior é. Pela dimensão do Flamengo, pelas cobranças, eu daria
oportunidade a outro. Não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira falha.
Tem que dar uma parada. O Muralha precisa ganhar confiança. Na dúvida, se não
tem certeza, tem que dar um chutão para a frente. O momento é de insegurança
porque as pessoas estão cobrando. Não é hora de arriscar. Tem que fazer o
simples – resume Wagner.

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