Jogo do Flamengo virou Pré-Night?

Por: Fla hoje

Foto: Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: Por Thiago Nascimento

O
futebol é sem sombra de dúvidas, o esporte mais popular do Brasil. Isso é um
fato, independentemente de ter tido o seu início nem tão popular assim.
Muito
difundido pelas às elites do país, o futebol possuía poucos praticantes, pois à
maioria das pessoas, eram de camadas sociais mais humildes.
Hoje
em dia, percebemos que a realidade da época não era muito diferente dos dias de
hoje.
Em uma
segunda etapa desse esporte no Brasil, a massificação do futebol acontece, e
consequentemente as partidas começam a ser disputadas nos diversos campos
espalhados nas periferias do nosso Brasil sil sil… Talvez, uma das
características mais marcantes no nosso estilo de jogo de “ontem e hoje”, venha
justamente por causa desse fator: disputas em campos/ruas precárias… O que
acaba criando um grau de dificuldade maior no domínio da famosa “redondinha”.
Não é
surreal afirmar que nossos maiores talentos surgiram desses campos. Desse
estilo de praticar o futebol.
Entretanto,
a vida de jogador não é apenas “jogar bola”. Afinal de contas, é necessário ter
um bom gerenciamento de carreira. Especialmente para aqueles que não tiveram em
muitas das vezes, o acesso à informação.
Para
uma visão mais detalhada sobre esse assunto, eu publiquei a minha opinião em
uma outra crônica. Clique aqui e leia.
Outro
fator social muito importante para a massificação do futebol, foi o acesso a um
dos locais mais democráticos de toda nossa História Brasileira: À Arquibancada.
Durante
muitas décadas, às arquibancadas foram locais em que o rico e pobre se
“entrelaçavam”. Fizesse chuva, fizesse sol: Todas às classes sociais estavam
lá. Firmes e fortes.
Porém,
de uns anos para cá, muitos estádios foram construídos e/ou reformados no
Brasil. Tal acontecimento fez com o que os custos de manutenção desses estádios
aumentassem sensivelmente.
Está
aí para quem quiser ler. Nem preciso citar alguma matéria específica, pois
basta você buscar essas informações em jornais, revistas e internet. Ou
assistir à programas esportivos, pois os mesmos debatem muito essa questão.
Particularmente,
eu comecei a frequentar a arquibancada na década de 90, e consigo perceber a
diferença de perfil de torcedores que frequentam os estádios nos dias de hoje.
Quem frequentou esse mesmo local em décadas anteriores à de 90, com certeza,
tem uma percepção muito mais “apurada” que a minha.
Com
esse acontecimento em curso, criou-se o seguinte estigma na torcida do
Flamengo: “Assistir jogo do Mengão, agora é só pra rico”.
Em
função desse dogma ter sido difundido na torcida Rubro-Negra, a “tal da
imprensa” também repercute esse famoso jargão quase que diariamente nos
programas esportivos.
Ao
tecermos esse assunto da forma mais simplista possível, é criado automaticamente,
o “embate” entre Rubro-Negros de classe sociais diferentes. Ou seja, é tudo que
nós não precisamos.
Atualmente,
muito se fala que à arquibancada durante os jogos do Flamengo se tornou uma
“pré-night” ou uma “pré-rave”. Uma clara alusão às noitadas e/ou festas em que
às classes sociais com mais “posses” conseguem frequentar com uma maior
regularidade, devido ao custo financeiro que é necessário para esses tipos de
eventos.
Vamos
deixar algo bem claro aqui: dinheiro não faz ninguém ser “mais” ou “menos”
Flamengo. Rubro Negrismo não se mede. Se você quer saber a minha opinião de uma
forma mais profunda sobre esse tema, clique aqui.
Ao ser
propagado o termo “higienização das arquibancadas”, automaticamente são criados
(na minha opinião) dois pré-conceitos: um contra o pobre e outro contra o rico.
Vou
detalhar a minha linha de raciocínio:
– Você
diz ao pobre, que não o querem naquele local.
– Você
diz ao rico, que ele não deveria estar naquele local.
Ninguém
escolhe nascer rico ou pobre. Isso não existe.
Existe
sim, uma diferença de classes sociais absurda no nosso país. Mas isso em nada
tem a haver com o futebol. Isso é um fator decorrente de uma série de fatores
históricos que aconteceram/acontecem no Brasil, desde à sua fundação.
Infelizmente.
O
custo de vida e a inflação aumentaram de forma significativa no Brasil, e média
salarial do brasileiro não acompanhou/não acompanha essas mudanças nas últimas
décadas. E logicamente que o futebol está contido nesse contexto (lembra de
teoria dos conjuntos durante às aulas de matemática?).
O
mercado aumentou. As roupas/alimentos/remédios aumentaram… Não foi só no
futebol que os custos aumentaram.
No
Brasil, a maioria dos estádios não são próprios (por incompetência da maioria
dos clubes), o que acarreta em uma série de custos que no qual os clubes têm
que pagar para realizar os seus jogos nesses estádios. Além de fatores como
meia-entrada por exemplo, fazem com o que o clube repasse o custo para o
torcedor. Ou seja, para nós.
Além
da obrigatoriedade dos dirigentes de clubes em encontrarem soluções para esse
tipo de cenário, com certeza, é necessário também que a sociedade exija uma
solução definitiva não só por parte dos clubes, mas também por parte de nossos
governantes e suas políticas públicas. Contexto esse, no qual os clubes e nos
torcedores também estamos inseridos.
Pense
nisso.
Saudações
Rubro-Negras!

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