quinta-feira, outubro 1, 2020
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Jonas, o desperdício em forma de jogador.

GOAL –
Poucos jogadores no futebol brasileiro representam tanto o desperdício e
fracasso atual da formação de atletas no Brasil quanto o Jonas, volante do
Flamengo. Contratado junto ao Sampaio Correia como jovem promessa, chegou sob a
sombra de bom marcador, passe diferenciado e boa presença ofensiva. Com pouco
menos de um ano no clube, toda essa descrição caiu por terra. E a culpa não é
do jogador.
Jonas
ainda carrega no seu futebol a herança de uma categoria de base arcaica,
ultrapassada, jurássica, onde os treinadores, com suas mentalidades velhas e
interesseiras, formam jogadores apenas para vender. O talento não faz parte da
preparação das bases, vale quem tem força física e adaptá-lo à frente da cabeça
da área para ser o “novo Pitbull da vez”. E assim foi com o atleta.
O
volante, hoje no Flamengo, notoriamente é especial em termos de passe e visão
de jogo, mas sempre foi mal lapidado. Viram nele uma vocação para marcação,
destruição, explosão, então o limitaram a um marcador. Chegar na área
adversária? Nem pensa! Treinadores ultrapassados, que ainda acham que se
pratica um futebol de 1998 em pleno 2015, amputaram um talento.
São
profissionais que não veem o movimento do esporte atual, onde não existe
mais  o “Pitbull”, marcação
individual ou especial, mas sim, volantes que se apresentem como elemento
surpresa no ataque, visão para distribuição de jogo e um conjunto de todo o
setor para marcar.
Engana-se
que o “caso Jonas” seja exclusivo. Canteros também foi amputado do
que sabe fazer para que praticasse o “futebol do século passado”.
Antes talentoso e com boa distribuição de bola no Vélez, tornou-se um lento e
sempre atrasado jogador no Flamengo. Ambos são os mais indisciplinados no
Campeonato Brasileiro do elenco. O argentino tem oito cartões amarelos e um
vermelho em 29 partidas, com o brasileiro sendo amarelado cinco vezes e expulso
duas em 16 partidas.
Vocês
lembram do Toró? Nas categorias de base do Fluminense ganhou o apelido por
fazer “uma chuva de gols”, foi o Rei do Futebol na simulação do filme
“Pelé Eterno”… mas quando sofreu uma lesão, o jogaram para volante
e se tornou xodó do “Papai Joel” por ser “tão bom
marcador”. Semelhança? Sim!
Jonas,
você não é o culpado! Você é ainda é jovem e tem tempo para que seja orientado
corretamente para que faça a real função de um volante. Não que se limite a
destruir jogo. Culpados são os que pensam um futebol tão arcaico e não veem a
revolução que ocorreu.
Bruno
Guedes | @BrGuedes

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