sexta-feira, setembro 25, 2020
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Jornalista paulista detona vitória do Flamengo: “Hipocrisia.”

Foto: Divulgação

COSME
RIMOLI
: O Brasil é um país revolucionário. E que deu sua contribuição ao
futebol mundial, ontem em Volta Redonda. Mostrou como é importante o uso da
tecnologia no futebol. O nobre trio que representou a arbitragem brasileira na
Copa do Mundo de 2014, o árbitro e os auxiliares Fifa, proporcionaram uma
enorme confusão no clássico Flamengo e Fluminense. Jogo importantíssimo para a
disputa do título brasileiro e para classificação da Libertadores da América.

Aos 39
minutos do segundo tempo, cobrança de falta para o Fluminense. A partida estava
2 a 1 para o Flamengo. Rodrigo Scarpa cobrou falta da intermediária. A bola
viajou alta, chegou na cabeça de Henrique. Completamente impedido. A cabeçada
foi à queima-roupa, indefensável para Muralha.
Emerson
Augusto de Carvalho acertou. Convicto, anulou o gol. Alegou impedimento.
Henrique correu na sua direção gritando: “Eu,não. Eu, não”, alegava
não estar impedido. Impossível saber o motivo, já que o lance era todo do
auxiliar, Sandro Meira Ricci resolveu confirmar o gol. Por ele, o lance havia
sido legal.
Só que
neste meio tempo, o banco do Flamengo foi alertado. A televisão mostrava que o
lance estava impedido. Todos os jogadores se levantaram e foram pressionar
Sandro e Emerson. Gritavam que já sabiam que o gol fora ilegal. De maneira
orquestrada, eles gastaram o máximo de tempo possível. Discutiram com os
jogadores do Fluminense. Estava claro que queriam esperar que alguém, com
acesso à tevê, avisasse os árbitros.
A
estratégia deu certo. Para os espiritualistas, veio uma mensagem do além
avisando que Henrique estava impedido. Para os realistas, alguém avisou alguém
do trio de juízes da Copa do Mundo. E Sandro Meira Ricci voltou atras, anulou o
gol corretamente.
O que
aconteceu em Volta Redonda foi vergonhoso. A estupidez da Fifa proíbe o recurso
tecnológico nas decisões dos árbitros.Pode ser um recurso esdrúxulo que vai
contra a justiça. Ao contrário do boxe, do vôlei, do futebol americano, onde os
lances duvidosos são observados com calma, analisando as câmeras de televisão.
A Fifa
que foi comandada por corruptos assumidos, como bem provou o FBI e o
Departamento de Justiça dos Estados Unidos, resiste à tecnologia. É muito
possível para manipular resultados que a interesse. Pode ser. Mas as regras são
regras.
O que
houve em Volta Redonda foi indecente. E terá reflexos no futuro do Brasileiro.
Se Sandro Meira Ricci tivesse confirmado o gol, o Flamengo sofreria o empate
aos 39 minutos do segundo tempo. Ninguém sabe como seria a reação do time de Zé
Ricardo.
Como o
gol foi anulado, os jogadores conseguiram segurar a vitória que permite ao
Flamengo encostar no Palmeiras. Chegou aos 60 pontos, contra 61 dos rivais,
primeiros no Brasileiro. O Fluminense deixa de somar ponto fundamental na sua
briga pela Libertadores.
Levir
Culpi e os jogadores foram proibidos de darem entrevistas, para não serem
punidos. Quem deu entrevista foi apenas o diretor executivo Jorge Macedo.
“O
gol é validado. Os jogadores do Flamengo saem. E voltam logo depois pois ouvem
uma interferência externa. O quarto árbitro e o delegado também aparecem. Todos
dizem que a televisão mostrava o impedimento. Depois de muito tempo, o árbitro
anula o lance. Então, uma interferência bruta. Essa regra ainda não está apta
no futebol. Todo mundo solicita isso. Mas hoje essa interferência causou prejuízo
muito grande ao Fluminense.”
“Na
minha visão, a justiça foi feita. Mas é ruim, porque uma situação dessa
tumultua o espetáculo. Ninguém vai poder falar que não houve justiça. O gol
estava impedido”, diz Zé Ricardo.
“Eu
sou o maior defensor do uso do vídeo no futebol brasileiro. Porém, no momento,
ele é irregular. A regra é igual para todos e, neste jogo, não foi. Esse jogo,
para mim, tem de ser anulado. Vamos tomar todas as medidas. Vamos pedir a
anulação da partida”, avisa Peter Siemsen, presidente do Fluminense, que
cumpre a sua obrigação. Ameaça que vai tomar uma atitude. Mas ele sabe muito
bem que será inútil sua ameaça.
A CBF
acaba de mudar o comando da arbitragem no Brasil. Tirou Sérgio Correa e colocou
o tenente-coronel Marcos Marinho. Mas enquanto os juízes forem amadores,
sujeitos à pressão, tudo seguirá na mesma.
Foi a
vitória da hipocrisia em Volta Redonda.
Todos
sabem o que aconteceu, mas ninguém confirmará.
Ninguém
é idiota.
Lógico
que houve interferência da tecnologia.
Algo
que está fora das regras.
Mas no
Brasil, vale tudo.
Mais
um lance vergonhoso que todos aceitam calados.
Principalmente
os beneficiados…

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