domingo, setembro 20, 2020
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Juan vê nova mentalidade no Fla e atribui a rodízio poucos jogos em 2015

GE – Quase quatorze anos depois da despedida,
Juan está de volta ao Flamengo. O zagueiro, contratado ainda no fim de
2015, foi o primeiro jogador a ser apresentado oficialmente neste sábado pelo
clube, após treino em Mangaratiba, onde o elenco faz a pré-temporada. A
cerimônia foi uma espécie de sessão nostalgia. Em tom misto de desabafo e de
satisfação ao torcedor rubro-negro que vai vê-lo de volta muitos anos depois, o
jogador explicou o baixo número de jogos em 2015 no Internacional. Juan
relativizou as 24 partidas – menos de 40% dos jogos do Colorado ano passado – e
atribuiu ao rodízio do técnico Diego Aguirre, às duas lesões que sofreu na
temporada passada e ao fato de ter perdido espaço no fim da temporada com
Argel.
– Ano passado tive duas contusões. Números
que dentro do calendário são normais. Depois, quem acompanha o Inter sabe que o
Aguirre fazia rodízio. Depois que chegou o Argel, machuquei o (músculo) adutor,
fiquei 20 dias fora, perdi espaço. O número baixo de jogos do ano passado se
deve a isso, mais pelo rodízio do que pela parte física. Claro que jogador
acima de 35 anos merece atenção especial. Sempre tive atenção especial. Nunca
fui jogador muito forte, mas nunca deixei de trabalhar com o grupo, sempre fiz
o que todos fazem. Isso no futebol brasileiro é um pouco de lenda. Todos se
machucam. Calendário é muito desgastante. Batem sempre na mesma tecla da idade,
mas gosto de bater no contexto: o que fazemos é sobre-humano – desabafou Juan.
Tímido, veja um trecho da coletiva no acima,
Juan mostrou a seriedade habitual que o caracteriza em campo em pouco menos de
20 minutos de entrevista coletiva. Ele vestiu a camisa 12 – em homenagem ao
torcedor rubro-negro -, mas vai ser mesmo número 4 – que estava vago com a
saída de Samir. Revelado pelo Flamengo, ele afirmou que muita coisa mudou no
clube mais de uma década depois. E fez questão de elogiar as últimas
transformações, referindo-se à diretoria que o trouxe de volta.
– O futebol hoje pede isso. É um time que
luta para vencer, tem DNA de clube vencedor. (Os dirigentes) entenderam no
clube que não basta só vencer, mas ficar o maior tempo possível no topo. O
Flamengo está se estruturando para isso. Vamos dar resposta positiva dentro de
campo para o colocar o Flamengo no patamar de outros times – disse Juan.
Juan fez 246 jogos pelo
clube, do qual saiu em 2002 para jogar na Europa – defendeu o Bayer
Leverkusen-ALE e o Roma-ITA. Marcou 30 gols com a camisa rubro-negra e
conquistou títulos como o tricampeonato Carioca de 1999, 2000 e 2001 e a Copa
Mercosul de 1999. Ainda no fim do ano passado, com seu contrato expirando no
Internacional, chegou a um acordo para defender a equipe carioca e assinou
contrato até dezembro. Na apresentação, disse que dispensava a formalidade de
uma entrevista coletiva, o que é praxe na chegada de reforços.
– É estranho ser apresentado.
Particularmente, nem precisava de apresentação. Eu me sinto em casa aqui.
Metade da minha vida futebolística eu passei aqui. É estranho ser apresentado
ou reapresentado pelo seu clube de coração – disse o defensor logo na primeira
fala da entrevista com os jornalistas.
O diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, reforçou
a confiança no futebol de Juan e deixou brecha para a renovação de contrato no
fim da temporada. O zagueiro do Flamengo completa 37 anos dia 1º de fevereiro.
– Por questão de respeito, iniciamos as
apresentações dos reforços pelo Juan. Tem identificação grande, fez esforço de
voltar ao clube e abdicou de outras propostas. Além de o Flamengo desejar o retorno, foi um
peso fundamental ele querer voltar. É sinal do que gente quer em 2016:
comprometimento, profissionalismo – disse Caetano.
Para o setor, o clube contratou Antônio
Carlos, que veio do Avaí, e ainda tem no radar dois zagueiros argentinos:
Alejandro Donatti, do Rosario Central, e Luciano Lollo, do Racing.
Outros
trechos da coletiva de apresentação de Juan:
Ser
capitão
Só um detalhe para mim. Nunca deixei de
exercer liderança, mas nunca fui capitão. Nunca deixei de exercer liderança
técnica ou fora de campo. O Flamengo tem jogadores capazes de liderar, não sou
obcecado por isso. Se o Muricy precisar, e os companheiros entenderem que é bom
para o time, vou pegar. Se não for, vou continuar a fazer o que sempre fiz.
Por que
não voltou antes?
Entendo o lado do torcedor. Por muito tempo
fui torcedor. Naquela época não cheguei a um acordo, fiz de tudo, mas futebol
tem dessas coisas. Nem sempre jogadores que são criados e torcem conseguem
voltar para o clube de origem. Graças a Deus, continuei jogando em alto nível
para voltar a vestir a camisa do Flamengo.
Novo
velho Juan
O nível de jogo muda muito. Era um garoto,
tinha 23 anos, depois rodei o mundo, joguei em países com cultura de futebol
totalmente diferente do Brasil, peguei um pouco de cada país em que joguei.
Volto mais velho, mais experiente, sem aquela volúpia de antes, mas com o mesmo
entusiasmo.
Zaga do
Flamengo
As opções são boas. Temos experiência, temos
o Wallace, que é jovem, mas experiente, uma liderança positiva do grupo. Os
jogadores são mais jovens. Muita vontade de trabalhar, de jogar em alto nível.
Sabemos sempre que a responsabilidade é muito grande. As pessoas gostam de mim,
mas também sofri muito. Comecei a jogar muito cedo no profissional. Tem que
evoluir, aprender. Temos um grande treinador, boas opções na zaga. Futebol não
é só zaga que toma gol, só defesa que falha. Tem que procurar equilíbrio da
equipe, continuar o que foi feito ano passado para conseguir chegar mais longe.
Rafael
Dumas

Meio caladão, pode
ser essa a comparação comigo. Tem muita qualidade, espero que consiga colocar
tudo para fora, evoluir. Só assim vai poder atingir nível alto.

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