K. Leite cita Júlior César como exemplo a Vinicius Jr no Flamengo.

Foto: Staff Images/Flamengo

GLOBO
ESPORTE
: A atuação de Vinicius Júnior na Copa São Paulo de Futebol Júnior, pelo
Flamengo, chamou a atenção. A sequência foi ainda melhor: título, artilharia e
prêmio de melhor jogador no título do Sul-Americano sub-17 com a seleção
brasileira. O desempenho levou os torcedores rubro-negros ao delírio e uma
pergunta no ar: o garoto tem espaço na equipe profissional? Para um velho
conhecido dos bastidores do clube o momento para promover o meia-atacante de 16
anos é agora.

Kléber
Leite, ex-presidente do Flamengo, defendeu a subida imediata do jovem. Para
justificar o pedido, se baseou num fato que ocorreu em 1997 (não 1996, como
afirmou), quando ainda estava no comando. Através de seu blog pessoal, contou
como foi o início da trajetória de Julio César, aos 17 anos, que teria ganhado
a chance após líderes do grupo perceberem a irregularidade do titular da época
e cobrarem a contratação de outro goleiro. Segundo Kléber Leite, a saída
viável, levando em conta as finanças do clube, era olhar para a base. Julio subiu,
foi reserva durante um período e acabou chegando ao time titular. 
– Fui
conversar e me aconselhar com um dos grandes mestres da bola, meu querido amigo
Telê Santana. No seu apartamento no Leme, Telê me fez duas perguntas. A
primeira: O garoto é bom ou muito bom? A segunda: a cabeça dele é boa? Como já
havia apurado tudo sobre Júlio César, respondi que não era bom, era
excepcional, e que aos 17, tinha cabeça ótima e objetivos definidos. Na
sequência, o mestre concluiu: “não tenha nenhum receio. Jogador deste nível e
com cabeça boa, não tem erro. Põe pra jogar!” O restante da história, a própria
história conta…
Para o
ex-presidente, o talento de Vinicius Júnior, “exceção” no futebol
atual, justifica o pedido. Kléber Leite não cobra o garoto como titular, mas
acredita numa ascensão natural do jogador que já é olhado por Barcelona e Real
Madrid.

Conto isto para mergulhar no presente. Vinícius Júnior, já!!! Talento além da
conta e, por tudo que ouvi, cabecinha boa. Portanto, talento raro não faz parte
da regra geral. Talento raro é exceção e, como tal, deve ser tratado. Não estou
aqui dizendo para que peguem a camisa 11 e entreguem pra ele. Estou apenas
defendendo a tese de que a hora é essa!!! A camisa 11 do Flamengo, quem viver
verá, ele irá pegar naturalmente, no tempo dele…
Confira o texto na íntegra:
Houve
um momento, se a memória não me trai, em 96, em que o nosso treinador e o
principal jogador entraram na minha sala e o tema que eles levaram para
discussão era a necessidade de se contratar um baita goleiro, pois quem vinha
jogando, embora tecnicamente bom, chamava gol… Isto é, não tinha muita sorte e,
inclusive, acabara de se contundir.
Como
era inviável contratar naquele momento um goleiro do nível que eles queriam, e
que a camisa 1 do Flamengo merecia e merece, a solução a curtíssimo prazo tinha
que ser doméstica. A primeira providência foi a convocação para a surpreendente
reunião do nosso treinador dos juniores, Marcos Paquetá. Em síntese, sem medo
de emitir o parecer, disse que o melhor goleiro do Flamengo, englobando-se
todas as categorias, inclusive a de profissionais, era um menino que havia
completado 17 anos, dos juvenis, cujo nome era Júlio César.
Isto
gerou um certo desconforto na reunião, pois disse não entender como sendo tão
bom e tão elogiado, já não estava ele nos juniores. Isto é outro papo e, aqui,
fica apenas para registro.
Encerrada
a reunião, Júlio César foi chamado para integrar o elenco de profissionais.
Ainda com certa dúvida, não com relação ao talento e sim, à pouca idade, fui
conversar e me aconselhar com um dos grandes mestres da bola, meu querido amigo
Telê Santana.
No seu
apartamento no Leme, Telê me fez duas perguntas. A primeira: O garoto é bom ou
muito bom? A segunda: a cabeça dele é boa? Como já havia apurado tudo sobre
Júlio César, respondi que não era bom, era excepcional, e que aos 17, tinha
cabeça ótima e objetivos definidos.
Na
sequência, o mestre concluiu: “não tenha nenhum receio. Jogador deste nível e
com cabeça boa, não tem erro. Põe pra jogar!” O restante da história, a própria
história conta…
Conto
isto para mergulhar no presente. Vinícius Júnior, já!!! Talento além da conta
e, por tudo que ouvi, cabecinha boa. Portanto, talento raro não faz parte da
regra geral. Talento raro é exceção e, como tal, deve ser tratado. Não estou
aqui dizendo para que peguem a camisa 11 e entreguem pra ele. Estou apenas
defendendo a tese de que a hora é essa!!! A camisa 11 do Flamengo, quem viver
verá, ele irá pegar naturalmente, no tempo dele…

Por: FlaHoje

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