Leão diz que Bruno xingou o Corinthians em passagem pelo Clube.

Goleiro Bruno já defendeu o Corinthians Crédito: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians/Gazeta Press

UOL: Menos
de três semanas no clube, poucos treinos e uma saída repentina rumo ao
Flamengo. Esse é o resumo da breve passagem do goleiro Bruno no Corinthians em
agosto de 2006. O jogador, que à época tinha 21 anos, deixou o time alvinegro
após um acordo entre as partes.

Bruno
chegou ao Corinthians apenas quatro dias antes de o técnico Geninho ser
demitido após uma derrota para o Figueirense no Pacaembu. Horas depois, Leão
acertou com a equipe paulista e decidiu, então, levar o elenco para uma série
de treinos em Jarinu, no interior de São Paulo.
Segundo
o treinador, o goleiro deixou a cidade e voltou ao Parque São Jorge. “Eu
cheguei (no Corinthians) e ele estava lá. Fomos para Jarinu e ele alegou uma
contusão. Quando cheguei de volta, ele já tinha saído”, disse Leão à
reportagem do UOL Esporte.
Naquela
ocasião, o Corinthians contava com três goleiros no grupo: o titular Marcelo,
além de Sílvio Luiz e Johnny Herrera. Bruno passaria por um período de
avaliação e adaptação, segundo explicou o gerente de futebol do Corinthians em
2006, Edvar Simões.
“Ele
estava no Atlético-MG e veio para o Corinthians para um período de adaptação e
avaliação para saber se ficaria no plantel ou não. A princípio não houve
interesse, mas ele não queria ficar. Partiu dele também a vontade de
sair”, relembrou o ex-dirigente.
Apesar
disso, a Media Sports Investment (MSI), parceira do Corinthians à época,
comprou 85% dos seus direitos. O Atlético-MG, por sua vez, manteve os 15%
restantes, a fim de ter lucro em uma negociação futura.
Dias
depois de deixar o Corinthians, Bruno acertou com o Flamengo e logo entrou em
campo para defender o time rubro-negro. De setembro a dezembro, o jogador
disputou 17 partidas do Brasileirão. No fim do ano seguinte, o clube comprou os
direitos do atleta que ainda pertenciam à MSI.
Acordo e suposto caso de mau comportamento
Edvar
Simões conta que teve uma conversa com Bruno depois de uma atividade dos
jogadores do Corinthians realizada em Jarinu.
“No
final de um treino eu fui conversar com ele sobre a situação dele. E ele falou
que não queria ficar. Foi educado, só disse que não queria ficar e que tinha
interesse em voltar. Ele falou direto comigo de uma forma normal”, frisou.
Leão
citou em entrevista concedida no dia seguinte à decisão que Bruno chegou a
faltar em um treino após o retorno à capital paulista. Em seguida, o goleiro
teria feito um comentário que irritou a diretoria.
“O
Bruno faltou, não avisou e não foi autorizado a se ausentar de São Paulo. E
parece que ele fez um comentário desrespeitoso para o clube. A diretoria leu e
resolveu tomar um decisão, mas me parece que já em Jarinu ele tinha conversado
com o Edvar. Não foi uma novidade”, disse Leão em agosto de 2006.
Mais
de dez anos depois, Leão disse que ouviu essa história naquela oportunidade,
mas a história não foi confirmada. 

“Segundo eu fiquei sabendo ele foi
tratar da lesão e um filho do diretor teria encontrado ele em uma boate. E
teria xingado o clube”, ressaltou.

Apesar
do suposto caso de mau comportamento, Leão disse que via potencial no goleiro.
“Ele
era pago para pegar a bola, mas ele ficou alguns dias. Eu tinha acabado de
chegar no Corinthians. Era um grande goleiro, eu achava que ele seria goleiro
de seleção. Ele já tinha potencial”, disse.
O
ex-goleiro do Palmeiras e da seleção brasileira ainda comentou o acerto de
Bruno com o Boa Esporte.
“Ele
foi julgado e condenado. Pagou até agora. Se a lei permite que ele jogue e quem
contrata aceita, problema deles. Cada um sabe onde aperta o calo. O que vai se
suceder é uma incógnita, o tempo vai dizer. Corajoso quem aceitou e
contratou”, afirmou.
Bruno
deixou a Apac (Associação de Proteção e Assistência a Condenados), na cidade
mineira de Santa Luzia, em 24 de fevereiro, após o ministro Marco Aurélio
Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder habeas corpus ao goleiro,
alegando que “nada justifica” que Bruno permaneça seis anos e sete
meses preso sem condenação final.
Em
2013, em primeira instância, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de
reclusão por sequestro, cárcere privado e homicídio qualificado de Eliza
Samudio, sua ex-amante e mãe de seu filho.

Por: FlaHoje

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