domingo, setembro 20, 2020
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Liga com Kalil: garantia de sucesso.

SUPER
ESPORTES – A Liga Sul-Minas-Rio está criada e o processo é irreversível.
Alexandre Kalil, escolhido o seu CEO, trabalha com mão firme para que seja um
sucesso. Conforme antecipei na Bomba de sábado, ele admite até trazer árbitros
de fora caso os daqui continuem viciados, favorecendo certos times, e já disse
que, independentemente da CBF, a liga é uma realidade. Kalil não quer briga,
mas, se preciso, vai encarar quem quer que seja para que os clubes tenham mais
recursos e parem de ser explorados. Quem perde são as federações estaduais,
que, há meu ver, há anos não têm necessidade de existir. Para organizar um
Estadual falido e sem atrativos, os próprios clubes dão conta. Há muito essas
competições são retrógradas, sem apelo, ultrapassadas. Só não vê quem não quer.
A média de público é ridícula e os grandes clubes perdem tempo e dinheiro.

Acho
que a Liga mesmo pode organizar um Estadual mais enxuto, disputado em um mês,
com os times de porte usando garotos até 23 anos. Seria uma forma de dar a eles
experiência para quando disputarem as grandes competições. Minha opinião,
porém, é conhecida há tempos: sou pelo fim dos estaduais. Sonhei com um
Brasileiro por pontos corridos, e o temos desde 2003. Também sonho com a CBF
cuidando apenas da Seleção e os clubes formando a própria liga. Como a que foi
criada. É caminho sem volta. Os dirigentes dos clubes devem ser capazes de gerir
o próprio destino, discutindo cotas com a TV e fazendo valer o direito de
igualdade.
Um
fator primordial: por que Flamengo e Corinthians têm mais direito financeiro do
que Galo e Raposa? Que haja igualdade para todos nas cotas, premiando-se
campeões e vices com parcelas maiores. Como é na Europa. Na Inglaterra, por
exemplo, os 20 clubes da Premier League recebem fatias iguais. O que os
diferencia é na divisão do que foi arrecadado, em que a premiação aos melhores
é feita com uma verba a mais. Isso motiva as agremiações, e ninguém pode se
queixar de que não teve dinheiro para montar time.
Acho
que os clubes estão com a faca e o queijo na mão para decidir sua vida. Que se
organizem, criem a Liga Nacional, deem uma banana às federações e valorizem o
produto que têm. Ninguém melhor do que Kalil para ser o CEO. Aliás, já o
defendi para presidente da CBF um dia. É um cara extremamente capaz, sério e
correto. Tanto que foi ungido a executivo da liga sem sequer saber. Quando
houve a votação, ele descansava em Paris.
Mérito
por tudo o que fez no Atlético, tirando o clube de uma fila de anos sem
conquista importante. Kalil sabe brigar como poucos. Mas também sabe ser
cordial e leal se necessário. Com ótimo trânsito na CBF, é amigo de Marco Polo
del Nero, que sempre atendeu o Galo. Kalil sabe que terá o apoio da entidade,
que não vai querer briga com ele, tampouco com a liga. E assim caminhamos para
a modernização. Não há mais como os clubes ficarem disputando competições que
dão prejuízo. O mundo mudou, a crise está aí batendo à porta de todos, e com o
futebol não é diferente. Agora, que têm direito ao Refis para quitar dívidas
fiscais, os clubes não podem mais vacilar nem brincar de fazer futebol. É
encarar tudo com a máxima seriedade, gastando somente o que podem, dentro de
orçamento pré-estabelecido.
Pena
que os paulistas não queiram aderir à competição. Seria fantástica uma Liga
Sul-Minas-Rio-SP. Felizmente, Flamengo e Fluminense vão disputá-la, porque têm
dirigentes sérios e capazes. Vasco e Botafogo continuam limitados em imaginação
e direção, com a cabeça no século passado. Tenho certeza do sucesso da liga,
comandada por Kalil, e sei que num futuro bem próximo os outros times do Rio e
os de São Paulo vão aderir, quando verem o lucro dos seus pares e o nível técnico
do torneio. É questão de tempo.
Os
clubes têm de agir em comum acordo, pensando neles, e não de forma individual.
São potências, que poderiam atirar com um canhão, mas preferem um 38. Com a
Sul-Minas-Rio, e com quem a comanda, o sucesso é iminente. E com a CBF cuidando
apenas da Seleção, tenho certeza de que ganharão o torcedor brasileiro, os
clubes e a própria entidade, cuja única missão passará a ser a montagem de uma
Seleção que orgulhe os brasileiros e lhes devolva o prazer de torcer pelo time
canarinho.

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