segunda-feira, setembro 28, 2020
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Liga Sul-Minas promete R$ 80 milhões aos clubes.

Rodrigo
Mattos – Insatisfeitos com os Estaduais, os clubes do Sul, Minas Gerais e Rio
de Janeiro ficaram tentados pela promessa de um campeonato regional com R$ 80
milhões de receitas. A questão é que as federações do Sul já reagem e apelam à
CBF para matar o movimento. A cúpula da entidade mostra-se bem pouco propensa a
mudar o calendário por uma nova competição.
Está
marcada para sexta-feira, em Porto Alegre, a reunião do grupo de times candidatos
a formar a liga, composto por Coritiba e Atlético-PR, Atlético-MG e Cruzeiro,
Inter e Grêmio, Flamengo e Fluminense, entre outros. Seria até 16 no total.
Federações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná já articulam uma
reunião com a CBF logo depois para decidir qual será a reação.
Sentem-se
ameaçados porque os executivos da liga, cujo núcleo é composto pelos times
paranenses, acenaram com uma renda de R$ 80 milhões para o campeonato. Para se
ter uma ideia, Flamengo e Fluminense ganham abaixo de R$ 10 milhões no Rio,
valor que varia de acordo com o resultado. Grêmio e Inter levam R$ 7,5 milhões
pelo Gaúchão.
A
arrecadação da Sul-Minas é, por enquanto, só uma projeção de ganhos com
contratos de televisão e de marketing, mas já atraiu os reticentes gaúchos e os
cariocas. Pelo menos toparam ouvir a proposta. As datas para a competição
seriam as dos Estaduais, e cartolas admitem ter formações reservas nos
campeonatos locais para privilegiar o torneio mais rentável.
Por
isso, as federações prepararam o contra-ataque. “Não consequi entender o que
eles querem. Se botar os times do Rio, vai parecer um Brasileirinho”, atacou o
presidente da Federação Paranaense, Hélio Cury, que classificou o efeito no
Estadual como “muito complicado”. “Vamos marcar, sim, uma reunião com a CBF
assim que a liga apresentar o seu plano.”
A
ideia da liga era fazer a competição com o aval da confederação, mas a
diretoria da entidade nega qualquer contato. E o discurso da cúpula da entidade
está longe de ser animador para a realização do regional inflado.
“O
processo de organizar o calendário é extremamente complexo. Não consigo
enxergar uma fórmula para ter outra competição que não seja mexer nas atuais,
ou mexer nos Estaduais, ou no Nacional. E isso envolve pay-per-view, contratos
que estão em vigor até 2016… Não dá para discutir algo assim sem falar com a
CBF”, afirmou o secretário-geral da confederação, Walter Feldman, que disse só
ter acompanhado o movimento pela imprensa.
Feldman
também se mostrou descrente sobre a necessidade de uma liga para organizar o Brasileiro,
com aval da confederação, como discutido entre os clubes. Entende que a
comissão de times criada pela entidade já ocupa esse papel. Em resumo, se os
clubes pretendem ter autorização da CBF para criar ou assumir competições e
gerar rendas novas, não devem encontrar as facilidades esperadas por alguns
cartolas.

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